What jobs have you had?
Interessante notar como no mundo de hoje, ao ler uma pergunta como a de hoje, algo simples, penso objetivamente na resposta em seguido ao pensamento como estou me sentindo.
Tem algo na pergunta sobre quantos empregos ja tive me coloca no modo defensivo dado o fato que, como advogado tive apenas um emprego de carteira assinada a época na RJZ.
Isso não significa que não tenha no passado buscado relação formal de emprego tanto em empresas ou escritórios. No entanto, ao que parece a formação acadêmica e universitária me capacitou ao patamar de empregado por meios próprios.
Quando em 2012-13 recebi a oportunidade de iniciar o meu escritório de advocacia vivi um momento muito feliz. Ainda que com medo, o que hoje olhando para trás é natural, virei algumas chaves internas que dão certo ha mais de dez anos.
Desde sempre no Tribunal de Ética da OAB, embarquei no voo solo, o que aliás todos que conviviam ao meu redor ja diziam.
Então porque não segui o início desse caminho relaxado, feliz, porque estava no início da construção da carreira fantástica ja tendo inclusive realizado um sonho de criança que foi passar pela candidatura a deputado do início ao fim imaculado.
Porque isso não gerou a época um sorriso?
Simples, estava seguindo um caminho sem olhar para dentro com aquela visão de aceitação. Como casa decisão implicava em um caminho, responsabilidades a parte, olhando para trás hoje posso avaliar as curvas e os ajustes de conduta realizados com calma e clareza.
Portanto o que importa para mim não é responder quantos empregos ja tive, e sim, o que aprendi com os empregos e depois de anos de experiência com o escritório.
Hoje fortalecido o sentimento mudou. Eu sou um sobrevivente, consegui superar a adversidade inúmeras vezes e por isso consigo mensurar o meu valor, ainda que antes de qualquer outra pessoa.
A experiência da porta aberta criou uma casca que se aplicou as decisões básicas tipo cliente para dentro, cliente para fora. Sócio para dentro, sócio para fora. Aquela maturidade que comumente é contestada e sentido falta em jovens juizes que não tiveram tempo de esquentar a cadeira no escritório, aqui foi assimilada. A necessidade de entregar o trabalho e a dinâmica das relações pessoais com à empresarial aprendi desde cedo ao me enveredar pelo LL.M aqui, extensão nos EUA e no único emprego que tive. Um mês de contratado ja sentava ao lado do Rogerinho na mesa dos diretores.
Isso mostra duas coisas. Além do fato que não sou o funcionário padrão repetidor de dados e tarefas, motivo pelo qual tive tantos clientes e não me firmei em um emprego, consigo provar que construi músculos com essa experiência. Foi indolor? Não. Foi imatura? Claro afinal ninguém nasce sabendo. Foi difícil? É até hoje…
Portanto a energia por trás dos desafios foi importante.
As vezes olho para trás e percebo, fiquei tanto tempo me esforçando tanto, tentando tanto e com tanta vontade que só fui me perceber gay por exemplo depois dos trinta e cinco.
A grande lição por trás disso é, tivesse tido tempo para mim talvez seria menos sofrido, certamente teria tomado menos ansiolíticos, anti depressivos, talvez mais confortável as escolhas não teriam sido tão difíceis, saberia eu o meu lugar desde cedo. Talvez a forte influência da criação não teria me permitido.
Fica ai essa reflexão com a leveza de quem ha dias atrás escreveu e disse, ter tudo esta fácil, difícil é saber aproveitar o que tem sem confundir com as dificuldades e os desafios profissionais que tem, também sem vincular o resultado do trabalho como determinante no querer…
Página virada!
