On ou off-line?! Depende de nós.

Você se lembra da vida sem Internet?

Entendo que a resposta a essa pergunta tem duas partes sendo a primeira nostálgica que cito abaixo

Naquele tempo, a comunicação era melhor apesar de ser lenta, a consecução de tarefas básicas exigia esforço mental e com frequência o lidar das questões do dia-dia exigiam a presença física das pessoas.

Me informava através das notícias lidas em jornal e revistas especializadas. A educação funcionava através da leitura portanto fui obrigado a ler vários livros.

Para assistir um filme era preciso ir ao cinema, o ingresso era caro e a pipoca custava um trocado… precisava ir a lojas físicas para comprar até mesmo as peças do computador.

Notícias do mundo só no reporter esso e por aí vai.

Eu particularmente confesso não comprei o estilo de vida trazido pela Internet. Demorei uns 2-3 meses para comprar um computador que não tinha no estoque da loja para levar… pois é não deixei esse hábito de lado, preciso antes ver o que vou comprar.

Além disso, não desfiz de nenhum VHS, CD, DVD que comprei em razão dos serviços de streaming. Aliás até hoje compro música no celular e escuto basicamente meu acervo e não o que é empurrado.

Mantendo um computador tipo 486 dx2/66 com Windows 3.11 para rede em casa, ainda que para efeito histórico, sou capaz de programar nele e exercitar as lições aprendidas no passado.

A vida sem a internet não era ruim, acho que era melhor, porque não havia sobre tudo e todos esse constante olhar observador e julgador sobre o que na internet esta. O regionalismo era compreendido sem bandeiras e exagero.

No entanto o mundo hoje se desenvolve através de crises globais. Com o advento da Internet e muito recentemente com a proliferação em massa dos smartphones o mundo saiu do controle.

Se no passado eram eleitos políticos para nortear caminhos, hoje o que vale é a plateia. Viver no mundo a base do “meu telefone minhas regras” é ruim, gera conteúdo inútil, improdutivo e que precisamos passar sempre.

O filtro inicial saiu. Somos hoje interconectados a pessoas com ou sem educação e esta tudo bem. Ate olhar para dentro e realizar que a Internet não educou ninguém, não sistematizou nada e o pior, mal implementada terminou por impulsionar a formação de jovens basicamente para três areas: os que gostam do lifestyle, aqueles que buscam dinheiro e por fim um público focado na saúde.

Seguimos ladeira abaixo com esse tempero. Para que se preocupar com a formação dos filhos se podem quando crescer podem escolher o que for melhor para eles nessa sistemática?! De outro lado são infinitas as histórias do tipo pai rico filho pobre como justificativa para aplicar em cripto ou qualquer outro ativo complexo volátil sem qualquer garantia ou cuja certeza se abala com os escandalos que vão da light para a americanas. No fim restam aqueles focados no que é bom para a saúde, como levar a vida e seu corpo ao equilíbrio.

De pensar que esse termo foi abolido e todos nós estamos on-line e off-line aperta o coração.

Foram tempos bons e digo ainda são.

Convido deixar o celular de lado, usar o controle remoto da tv, ir ao mercado e hortifruti e se for urgente passe um fax com documento e não aquele do banheiro.