O Brasil da fila dupla

Domingo passado, fui tomar café da manhã num estabelecimento que frequento há aproximadamente dez anos.

O que deveria ser apenas um momento tranquilo acabou se transformando numa reflexão sobre o Brasil.

Saí daquele café pensando que talvez as pequenas cenas do cotidiano revelem tanto sobre a sociedade quanto os grandes acontecimentos noticiados.

Uma fila desrespeitada. Um carro estacionado irregularmente. Outro motorista repetindo a mesma conduta.

E a naturalidade com que tudo isso acontece.

Não é preciso um grande escândalo para perceber a distância entre aquilo que cobramos dos outros e aquilo que estamos dispostos a fazer.

Uma sociedade não se organiza apenas com leis. Organiza-se quando as pessoas compreendem que também estão sujeitas a elas.

Essa é a reflexão que levo daquele café da manhã.

Esse foi o teor da reflexão e do video que gravei

Assista

Aprendi… E continuo aprendendo.

Nada como um feriado para recordar os aprendizados que a vida nos proporciona. Alguns chegam com o tempo. Outros, com a experiência.

Outros, infelizmente, com a dor.

Mas nem todos os aprendizados dizem respeito à política.

Aprendi que a dor ensina.

Aprendi a encontrar Deus e agradecer pelos milagres, pelas bênçãos e até pelas dificuldades. Compreendi que ajudar o próximo pode ser tão simples quanto repartir o pão.

Aprendi que nunca é tarde. Que a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros.

E aprendi que, se não tivesse encontrado coragem para tentar, mesmo quando o resultado foi a derrota, talvez jamais tivesse conseguido enxergar o mundo com tamanha clareza.

A experiência ensina coisas que nenhuma vitória é capaz de ensinar.

Hoje, uma convicção permanece: o melhor agente de transformação não é o político. É o cidadão.

Continuo aprendendo, revendo ideias, reconhecendo erros e procurando compreender melhor o mundo e a mim mesmo.

Afinal, sou quem eu sou.

E você, quem é você?

Simples assim.

Desculpas aceitas. Mas …..

Esse julgamento é uma aula pratica sobre como funciona o STF.

Para fazer valer interesse próprio pede-se vista. Também se fala de ética na mafia.

Que horror, que verdadeiro.

Processos são pautados e instruídos pelas assessorias.

E ainda vem a OAB certamente por um instituto querer regulamentar a IA no Brasil sem revelar quem realmente esta por trás.

Sabemos, não aceitamos, toleramos, seguimos acreditando na democracia visto que a justiça, falhou.

Obrigado Carmen Lucia pelo pedido de desculpas, entenda que voce faz parte disso, e que pedidos de vista para procrastinar ou não julgar quando conveniente sao feitos por toda corte, inclusive a eleitoral ja presidida pela senhora.

Já não confiava, agora também não acredito. Não vai ser rapido embora isso precise mudar.

Para estrangeiro ver

Todos os dias acordo e penso: Como seria bom viver no Brasil da propaganda.

O Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, ex capital da Republica, esta sempre bombando.

A cidade é maravilhosa para o turista. Melhor dizer o estrangeiro europeu, porque os americanos, ao que parece, ja estao bem cientes da situação atual, tipica de guerrilha armada que vivemos todos os dias.

De um tempo para ca, a cidade, ao invés de protagonizar noticia de crescimento de industrias e empresas, parece que preferiu vender as festas e o alegado ganho de receita do turista que em nada melhora nossa economia.

Esse visitante movimenta hoteis, restaurantes e os mais ousados ate safari de comunidade fazem.

Que lindo.

Que deprimente.

Que vergonha.

O abrir dos olhos revela uma situação bem diferente.

Basicamente as noticias de hoje pela manhã narram mais uma vez crime praticado pela milícia, outro de pessoa acusada de deformar outras.

Não nos esqueçamos das incursões nas favelas e dos eternos e iguais boletins de transito.

Falta de infraestrutura nessa cidade maravilhosa é algo que não falta. Ou melhor so existe beleza na propaganda.

E o carnaval?

Reclama não, relaxa e goza.

Esse estilo despojado, informal e mal educado de viver pelos que atuam na administração da cidade se enraizou nas múltiplas camadas sociais e praticamente em todas as esferas do poder.

Quanto pior o politico mais idolatrado quer ser.

Enquanto o mundo se vira para fazer mais com menos, aqui gasta-se muito para nada.

Lembra-se daquele grande projeto viário? Continua no papel ate hoje apesar dos investimentos.

Só no Rio, é construído uma estação de metro para depois ser alagada e desativado o tatuzão. Novos percursos? Para que?

A qualidade e velocidade da obra seguem dois ditados populares. Acabou o milho acabou a pipoca, ou barriga cheia amizade desfeita.

Inaugura-se poste, joga um asfalto aqui outro ali, sai na manchete e esquece. Pode parar, depois aparece dizendo que vai retomar.

Pensando bem, o RJTV reflete com precisão esse momento mediocre. É um retrato fiel do telespectador e das notícias ruins que produz, porque de bom me parece não há absolutamente nada a falar, ou muito pouco.

Enquanto isso, comemora-se a utilização de BRT exclusivo para o Rock in Rio, transporte publico de qualidade

E segue o baile.

O Brasil tem dono.

O Brasil tem dono. E não sao os brasileiros.

Nos, e me incluo nisso, fomos renegados ou reduzidos a condicao unica de eleitor.

A degradação da politica e outras tantas instituições publicas, inclusive o poder judiciário, nos aprisionou em um sistema que não oferece melhora de vida.

Pelo contrário, ele se alimenta da inclusão permanente de grupos e pessoas na sociedade. Daí porque não levanto a bandeira de politica inclusiva e sim fomento o pensamento e dever cívico.

Nos, eleitores, não podemos ser marionetes de um show que so acontece na eleição para depois ser posto para dentro do armário. Quando é dia de show? Todo dia.

Os anos se passaram e a vida não melhorou. A situação piora se levar em consideração as promessas nao cumpridas.

Me parece que hoje em dia o prazer de muitos, alem de não votar é assistir da arquibancada quem cai, ao invés de chorar e ate mesmo reagir pela oportunidade gasta.

O fracasso alheio não compensa a perda de oportunidade.

É como me senti quando li a noticia que uma pessoa atua na função estratégica de destinar emendas e não o parlamentar eleito.

Então, o Brasil tem dono.

O mesmo dono que dezena de recursos depois decidiu solta um enquanto outro permanece preso. É o dono que permite pessoas nao investidas formalmente em cargos gerir a maquina.

Curioso é que vivemos mais uma das muitas contradições.

Da mesma forma que o cassino não é permitido, a Bet e a loteria sao. Qual a diferença?

O lobby não é permitido. É com frequência tratado como algo ilicito ou moralmente reprovável quando não criminalizado.

Deveria, ao contrário ser liberado para essas pessoas serem legitimamente identificadas e essa situação obscura ser mais transparente.

Afinal, ja vivem da maquina e a utilizam para suas próprias convicções e objetivos.

Como nos filmes, é o que é, só reforça a noção que o pais tem dono e que esses manobristas não estao ai por acaso e a toa.