Ando tentando me desligar do telefone. Não é novidade para quem de perto me acompanha. Em especial do fluxo de notícias incessante. Também pesa o fato que em sua grande maioria muitas repetem outras, nada tem de novo a acrescentar.
Pior, esse lixo nos impede de pensar.
No que diz respeito a politica, imagino que uma pessoa eleita, com mandato, deveria justamente fazer o oposto ao que se apresenta hoje. Trabalhar mais, postar menos. Talvez so assim conseguiremos ter gente pensando o Brasil a longo prazo.
Como isso parece não existir, ainda que em pleno voo, me deparei com uma notícia estarrecedora: “Motta pede ao governo liberação de emendas para melhorar o clima na base aliada.”
Fato: Nada de novo sob o sol de Brasília.
No Brasil, o “clima político” é, na verdade, um eufemismo para distribuição de renda pública entre grupos de interesse. Emenda secreta, aberta, parlamentar, no teto ou fora dele.
Esse parece ser o único interesse
Dane-se o povo.
Me recordei do dia que fui a Tiradentes, em seguida me dirigi a cidade próxima para ir ao memorial Tancredo Neves. Apesar da pouca idade, torci por ele e chorei sua perda.
Anos depois entendi a complexidade do que vivemos, e o memorial sua obra viva, contem registro jornalístico do momento. Algumas manchetes sao atuais, o que mostra perdemos o drive na reforma do pais e melhora na qualidade de vida.
FATO: A política deixou de ser um espaço de ideias para se tornar um mercado de influências.
Sera que o esforço dos mais de 130 milhões de pessoas foi em vão? Aquele um em cada seis brasileiros que protagonizou um movimento sem precedente ficou na beira da estrada?
O que aconteceu com o plano de desenvolver o Brasil?
Se foi. Essa é a reflexão de hoje.
Não há plano de governo de longo prazo, não há ideal de Estado — há apenas a luta por fatias do orçamento e projetos medíocres, concebidos para durar quatro anos e alimentar reeleições.
Parlamentar mediocre, projeto mediocre. Simples assim.
Se o Legislativo funciona assim, como esperar que o Executivo e o Judiciário escapem da mesma lógica?
Um administra crises, o outro se expande em protagonismo político. E o cidadão comum observa tudo, anestesiado.
Pensar diferente virou crime de opinião.
Tenho o desejo e expectativa legítima de ver o país funcionar por mérito, justiça e visão de futuro.
Vamos começar?
Precisamos de mais Sócrates, mais Juscelinos — e até uma pitada de Getúlio Vargas — para repensar o Estado brasileiro com coragem e propósito.
E mandar muito politico e algumas instituições para rua.
Para mudar, é PRECISO VOTAR !!!!!

