Nascia meu pai no dia 28 de dezembro, trazendo amor e felicidade logo após a comemoração do nascimento do Filho — Jesus.
Amado e idolatrado, formou-se em Medicina em 1972 e se especializou em Cirurgia Geral em 1976, pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
Entre plantões e a falta de tempo, começou a se dedicar à medicina, sem imaginar que seria, ao mesmo tempo, seu primeiro e seu segundo grande amor.
Encontrou-se naquilo que o senso comum chama de profissão, mas que eu entendo como um verdadeiro sacerdócio — e essa visão é compartilhada por seus colegas de trabalho, pacientes e por mim.
A medicina que ele pratica até hoje, com tanto zelo e humanidade, não foi sua única proeza: ainda encontrou tempo para fazer dois filhos.
Quem puxa aos seus, não degenera — herda.
Somos ambos, eu e Otávio Filho, aniversariante de hoje, abençoados pela presença e pelos valores que ele nos transmitiu ao longo dos anos.
Apesar de termos nascido do mesmo pai e de termos nossas diferenças, somos unidos pelo amor de família.
As feridas que a vida causou foram, com o tempo, cicatrizando.
Esse meu irmão, focado e determinado como o pai, seguiu sua vocação no mercado financeiro e me ensinou muito sobre coragem, disciplina e resiliência.
Desde cedo conquistou a liberdade de andar pela cidade e viver — fosse de carro com motorista ou mesmo de ônibus.
Enquanto ele interagia com o mundo, surfando, jogando tênis e futebol como todo bom carioca, eu me escondia embaixo da asa protetora da mãe, refugiado atrás do monitor do computador, tentando entender o peso da vida.
Octavio Pires Vaz Filho é gigante.
Herdou do nosso pai o amor pelos filhos e construiu, por mérito próprio, uma reputação sólida no mercado financeiro brasileiro.
Transitou do setor bancário tradicional para o florescente universo das gestoras independentes, ajudando a moldar o cenário que hoje move o país.
As matérias jornalísticas da época mostram que, já no início dos anos 2000, ele contribuía — e muito — para o debate sobre fundos multimercado e estratégias de investimento.
Essa contribuição rendeu reconhecimento e sucesso, tanto para si quanto para seus clientes, combinando performance, inovação e partilha de conhecimento.
Aprendi muito com ele.
Da arquibancada, acompanhei sua rápida ascensão — comentando cenários econômicos, liderando lançamentos de fundos, participando de grandes projetos de investimento.
Construiu sua carreira com entrevistas, reputação e resultados.
E é um vencedor — porque empreender no mercado financeiro brasileiro exige coragem, esperança e fé.
Ter esperança e desejar um futuro melhor, mesmo quando nada parece estar bem, revela a mesma resiliência que meu pai teve ao se afastar de casa para sustentar a família.
Que este dia, o do seu aniversário, reflita o legado do seu amor — amor pela família, pelos amigos e por todos que lhe querem bem.
Sigo aqui, na plateia, observando e torcendo.
Os embates do passado ficaram para trás.
Vivemos hoje o legado vivo do amor de nossos pais.
A gente ama quando beija e nao esquece a boca beijada;
A gente ama quando ao tempo do beijo ou ao lado da pessoa amada torce para o tempo parar;
A gente ama quando guarda a mancha do baton ou demora para tirar;
A gente ama quando sente o cheiro daquele ainda que distante em varios lugares;
A gente ama quando a toda hora e a todo tempo queremos mais;
A gente ama quando admite que o amor não é perfeito e mesmo assim se debruça sobre ele;
Apenas um cuidado e recomendação: a vida de fato é curta, e pode nao ficar muito melhor do que isso, aproveitar nao custa nada, felizmente, esqueça o amanhã e viva o presente.
cade o amor? esta vindo? vai me deixar mais uma noite sozinho? ta chegando? hoje, agora, amanha? quando? esperei o sol e nao dormi, agora o mundo acorda e eu sozinho? denovo?
Um conselho: nao busque nem procure, viva sua vida e deixe que o amor vai te encontrar. Assim encontrei o meu, felizmente e simples assim.