Comecei a redigir esse blog dois anos depois da eleição em 2012. Infelizmente muito do que fiz em 2010 e 2011 foi perdido.
Naquela época essa ferramenta exigia a hospedagem de servidor dedicado. Por fim exigia conhecimento de programação para montar plugins e atualizar o sistema. Por não ter esse conhecimento específico perdi a database do primeiro blog.
A ideia inicial sempre foi basicamente a mesma. Procurei um lugar para escrever o que me vinha a cabeça. Depois no YouTube disse que faria o mesmo em video para a posteridade.
Apesar de ser uma ferramenta publica, não tinha ainda muita noção do impacto em nível pessoal e social por oferecer a todos reflexões autenticas.
Falta ao mundo pessoas criticas e receptivas ao diálogo. Se alguma coisa isso me rendeu foi aprimorar o conhecimento que tenho sobre mim. Até então o único meio havia sido a terapia. Ainda sinto saudade das sessões com a Geny.
Fato: Ao me entregar aos textos e ideias de peito aberto descobri muito de mim.
Por exemplo: Aprender a dizer não quando necessário e me valorizar, foi um aprendizado duro que tive e escrevi por aqui no texto como a melhor versão de mim.
Muito recentemente escrevi sobre o apreço que tenho a objetos antigos e com história.
Em tantos outros critico a sociedade. Afinal percebo de um lado que estão passivos ou omissos no entanto querem seus problemas resolvidos. A situação piora quando a pauta dos problemas é mais pessoal do que social.
Nada me impressiona na mídia tradicional hoje em dia. Tudo é artificialmente feito para conseguir engajamento.
Busco através dessas linhas estimular critica ponderada, assim como tento ser na minha vida. Seja consertando carro velho, relógio ou qualquer outro desafio
E como diriam os portugueses: vamos a isto!
What change, big or small, would you like your blog to make in the world?
Ainda que o ditado popular diga que a curiosidade matou o gato, esse aqui — vou me apropriar do elogio pela primeira vez na vida — tem sete vidas.
Das sete, umas três eu já usei sendo curioso com assuntos que poderiam ter me custado a própria vida.
Passada essa fase, a chamada “melhor idade” — termo elegante para evitar assumir a velhice — tem me feito refletir não apenas sobre o que aprendi, mas também sobre o que gostaria de ter feito diferente. Especialmente considerando que não sou deste mundo e que Deus, a qualquer momento, pode me entregar um desafio cuja solução mude muita coisa.
Quando me dei conta disso, passei a viver todos os dias. Simples assim. É o que tenho para hoje.
E aquela curiosidade que antes me colocava em apuros? Ela também mudou. Como eu mudei.
Hoje, ela é voltada para viagens com significado — e, se possível, algum estilo. Não me canso de pesquisar lugares bons para tomar café da manhã. Não precisa ser elegante: se tiver história, estou lá.
Diante da onda de calor que enfrentamos no mundo, tenho me sentido curioso por destinos com clima mais ameno — de preferência saindo de Lisboa, onde estou agora.
Quem me lê há algum tempo já percebeu que tenho interesse — e uma visão crítica — sobre política, tanto nacional quanto internacional. Não é de hoje que venho questionando temas dentro do que consigo enxergar e compreender.
No campo profissional, precisei me interessar por assuntos ligados à economia e finanças para entender e operacionalizar o reenquadramento de Basileia. A curiosidade me levou até aí.
Também nunca deixei de me interessar por pessoas influentes — sejam empresários, políticos, pensadores, ou qualquer um que mova o mundo com ideias ou atitudes.
E onde essa curiosidade me levou?
A redigir textos e e-mails com clareza profissional — alguns com tom formal, outros bilíngues. Me levou a criar conteúdos com estrutura e precisão. E a manter o pensamento afiado.
Mas a vida não se resume ao trabalho e às relações que dele decorrem.
Desde pequeno, sempre tive um olhar estético voltado para a arte. Do clássico que aprendi quando jovem ao contemporâneo, como as obras de David Gerstein, que ainda hoje me surpreendem.
A curiosidade também me levou a olhar com carinho para o carro de 30 anos que uso diariamente e o relógio da década de 40 que funciona à corda — ambos ainda ao meu lado, com firmeza e presença. Percebi, com isso, que há muita coisa boa no mundo que não precisa ter uma marca estampada para ter valor. Da mesma forma, muitas marcas de hoje já não representam mais a excelência de outrora.
A pergunta é interessante. Gostaria que fosse simples de responder — e, no entanto, ultimamente venho me questionando o que seria, de fato, um dia tipicamente normal para mim.
Ainda que a normalidade não exista em sentido estrito, gostaria que meu cotidiano se encaixasse dentro de um espectro de situações comuns a todos, por vários motivos. Entre eles, a segurança de viver e ter algum controle sobre os acontecimentos, o que, por sua vez, ajuda a reduzir a ansiedade. Confesso, porém, que minha ansiedade persiste. Tento canalizar essa energia para a dieta e a academia. Quero envelhecer bem — fazendo exercícios e, muitas vezes, morrendo de fome.
Um dia previsível, controlado e seguro tende a despertar também um sentimento de pertencimento. Afinal, quando meu dia se assemelha ao de alguém, ele acaba ganhando um valor a mais — torna-se mais especial.
A conjunção desses fatores forma o alicerce da estabilidade emocional. É isso que me protege do medo do caos.
Mas qual é, então, o problema?
Vivemos em meio a um caos involuntário. Não importa o que façamos, seremos sempre atingidos — pelo humor, pelas decisões, pela especulação de terceiros.
A nova realidade nos obriga a buscar soluções diferentes, muitas vezes não convencionais, diante da exaustão provocada pelos caminhos antigos.
Começo a achar que “dia típico” é uma utopia.
Meu dia é tudo, menos típico. A realidade que enfrento é feita de questões complexas, algumas perturbadoras.
Felizmente, mantenho tipicamente o hábito de escrever aqui — mais do que gravar. Talvez isso seja meu maior ponto em comum com outras pessoas.
Escrever, no fim das contas, é o que mais me aproxima do que pode ser considerado típico para todos nós.
Escrever e agora celebrar o fato que consegui perto dos 50 chegar a minha melhor versão! Enfim magro. Nada típico, nada fácil porem com a rede de apoio que criei com meu marido e muitos que nos assistem no foco a dieta e exercício, esta dando certo.
Melhor desejar bom dia a todos, abaixo a tipicidade. Somente assim sabemos que estamos próximos de Deus, pequenos e humanos.
A Nespresso aprendeu rápido e pegou carona na filosofia de ofertar ao consumidor o que ele não precisa para depois deixar refém do produto.
Assim foi com o modelo tradicional e suas capsulas exclusivas para o paladar ate mesmo do mais exigente.
Para manter o cliente fidelizado vale tudo. No inicio, a aquisição de um numero determinado de capsulas dava direito a desconto em maquina. Depois quem assinava o clube ganhava capsula.
Resultado, a cultura do café até então inexistente na minha vida passou a existir de forma ostensiva.
Depois de muito tempo surgiu novo modelo de capsula que fazia um cafe cremoso através do giro em alta rotação.
Nossa, que delicia. Não demorou comprei a primeira.
Não é que o café é gostoso. Rapidamente me tornei fan dessa tecnologia e passei a divulgar a todos porque incorporada foi na minha vida.
Rápido chegou rapidinho se foi. Pouco mais de tres meses depois a maquina enguiçou. Comprei a segunda que um mês depois quebrou.
O reparo foi uma catástrofe.
Imagina voce deixar um produto novo para conserto e receber o mesmo arranhado ao que presumo pelo transporte.
Nem pensar.
Essa história esta longe de terminar.
As duas primeiras maquinas funcionaram mal, uma foi substituída e outra reparada. A empresa teve a ousadia em dizer que um lote vendido no Brasil estava defeituoso.
Se o lote da cor vermelha no Brasil não funciona, o da cor cinza em Lisboa convive comigo ha uns tres anos sem qualquer problema.
Logo depois que a maquina sambada (ou reparada) pifou de vez joguei fora e aproveitei os créditos do clube e comprei a terceira maquina. Dessa vez preta.
Não é que hum mês depois ela quebrou.
Ou seja no Brasil o padrão de qualidade dos equipamentos certamente é inferior aquele vendido na Europa.
Ainda que traumatizado pelos atendimentos anteriores, 1-2 hs depois de muito esperar consegui agendar a visita técnica em casa, afinal soube do surgimento dessa modalidade.
Foi bom? Não.
Foi horrível, primário. Não so a pessoa arranhou o equipamento novo, trocou por duas vezes a cabeça da maquina que continuou sem funcionar direito.
Explico, o cafe e extraído em duas fases, a primeira da espuma que dura um certo tempo, depois a maquina diminui a velocidade ao passo que esquenta o cafe.
Quando disse isso ao tecnico ele pediu para fazer o cafe denovo, alias, gastou 6 capsulas minhas testando, um absurdo!
Demonstrado que a maquina não funcionava direito escutei “prefiro a que ferve o cafe” “para mim não tem defeito”.
Não sei de onde ela tira esse tecnico, a julgar pela marca de chave de fenda na maquina nova certamente é um trocador de peca, sem instrução técnica alguma, apenas uniformizado e educado.
Isso resume o caos que é a assistência da Nespresso, sem falar da baixa qualidade da maquina.
Recebi alguns emails pedindo para levar a maquina a um ponto de coleta em Copacabana. Perguntei se poderiam trocar a maquina afinal de contas entre as que ja dei de presente (como fui burro) e as que tenho ja se foram 4-5 máquinas.
A resposta bem simples “se tem reparo não trocamos”
So que não repara, e ainda quebra a maquina.
Não contente em entubar tecnico incompetente, quase exigiu que levasse eu a DHL para o equipamento ser consertado.
Francamente, não sou boy da marca. Exigi que o tecnico fosse la em casa mesmo porque estava na garantia.
Por fim entendi, seria mais do mesmo, a empresa é falsa na forma que atende as pessoas. Não é possível reclamar na loja, a loja não troca, a linha cai, o telefone demora, estão ai so para cumprir obrigação legal, nada mais.
Desisti
A maquina nova preta esta la quebrada e arranhada, vou investir no modelo que colocamos grão. Nada é tao ruim como é a Nespresso em termos de assistência técnica.
Tivesse eu noção do que seria jamais teria embarcado nisso.
Essa talvez seja a melhor experiência e aprendizado. Bom não ter.
É difícil interpretar o atual momento político brasileiro à distância, sobretudo quando as informações chegam filtradas por noticiários. Ainda que jamais saibamos ao certo os interesses e disputas reais por trás dos acontecimentos, é através dessas narrativas — parciais, editadas, às vezes mal estruturadas — que percebemos alguns movimentos preocupantes.
Na cobertura recente da GloboNews, por exemplo, chamou atenção a falta de rigor informativo. Uma repórter afirmou estar relatando os fatos com base em “alguém me disse”, e logo em seguida reconheceu não ter conhecimento suficiente para fazer uma avaliação política. Ainda assim, produziu uma narrativa embalada como opinião, mas apresentada com a autoridade de quem dita verdades. Esse tipo de conduta evidencia o colapso entre informação e propaganda — e empobrece o debate público.
Mas o problema não é só a imprensa. Se o governo brasileiro confia tanto na democracia que afirma defender, por que a estrutura do Estado age com tanto temor diante de ações supostamente articuladas por figuras sem poder institucional? E mais: por que a Justiça é tão célere e implacável para uns, enquanto outros esperam por anos uma resposta?
A seletividade da atuação institucional é visível. Em nome da soberania, persegue-se com agilidade quem é considerado adversário político, enquanto a população comum segue submetida à morosidade estrutural do Estado. Ainda que envolva um ex-presidente, tribunais e pressões internacionais, o verdadeiro sentido de soberania reside em planejamento, transparência, respeito ao devido processo legal — e isso, infelizmente, está em falta.
Hoje, o Supremo Tribunal Federal parece atuar como extensão do Executivo, adotando medidas que beiram o abuso e rasgam, na prática, os princípios constitucionais que deveria proteger. Cercear o direito de fala, de resposta, de ir e vir — tudo isso configura o esvaziamento do Estado de Direito. O que se vê não é justiça: é intimidação institucionalizada.
Recentemente, o país recebeu uma sinalização externa de preocupação — uma “carta” que, entre linhas diplomáticas, critica arbitrariedades jurídicas relacionadas ao ex-presidente. A reação do Judiciário foi ainda mais grave: restrições adicionais, mais silêncio, mais cancelamento. Bolsonaro, por mais controverso que seja, é hoje uma figura cancelada institucionalmente. E o Brasil, ironicamente, se esforça para materializar — e exportar — essa perseguição.
O mais preocupante é que essa lógica pode se voltar contra os próprios ministros. Se o sistema de compliance das instituições internacionais, que dependem financeiramente do Brasil, for levado a sério, os excessos praticados aqui terão consequências. Afinal, até que ponto a obediência ao “mando” de ministros se sobrepõe ao cumprimento das normas internacionais?
Vivemos um Brasil que ainda opera na lógica da força. Um país que impõe medo para garantir a vontade de poucos sobre a maioria. O mesmo país que a geração dos meus pais evita lembrar — e que agora volta a dar sinais de que nunca deixou de existir.
O tempo mostrará até onde isso será tolerado. E até quando será possível sustentar a democracia no grito.