Mente medíocre

Hoje pela manhã me surpreendi com a declaração de uma economista dizendo que o problema na desoneração da carne é favorecer grandes grupos de empresários e restaurantes, porque consomem carne mais cara.

Que pensamento mesquinho esse. Primeiro porque somos todos iguais perante a Lei, independente de qualquer outro atributo. Segundo, em que pese a iniciativa do governo em universalizar o acesso a picanha, temos impostos indiretos muito altos.

Agora o que mais chama atenção é a propriedade segundo a qual a entrevistada disse que não poderia favorecer os mais ricos que tem preferência por um tipo carne.

Porque nao posso comer cha? Patinho? Dianteiro ou acem? Me parece que o grande assunto por traz desse tipo de comentário é o projeto de governo do que é o cidadão padrão brasileiro. Quais benefícios deverão fazer jus?! Quanto deve ganhar de renda?! Qual vida pode levar.

Por traz desse discurso vejo claramente a imposição da limitação a cada um de nos Brasileiros. Não temos na ótica do Estado como mudar de patamar de vida, somos essencialmente um projeto de cidadão, fadados a permanecer nesta ou na classe inferior.

Ainda que esta ultima seja contemplada com mais benefícios, esses auxílios quando se entra dificilmente sai seja porque o governo nao ajuda, seja porque o particular não ajuda.

Fato: para grande maioria do povo a alta do dolar pouco interessa.

O governo criou um estigma que precisamos ser felizes, assim a desordem existe em detrimento de shows e eventos, como o G20. A alta do dolar nem para isso importa, afinal ficamos mais baratos para aqueles cuja moeda é mais forte.

No entanto tem um punhado de medíocres que usam a economista para dizer com alguma propriedade qual a agenda que importa. E ela certamente come carne, viaja e anda nos meandros do Poder com esse discurso.

Desejo que o povo coma a carne de rico, que tenha acesso ao emprego, que se torne empresario e suba de vida, não seja refem dessas mentes medíocres ainda que estejam essas no comando do Brasil.

Qual é a coisa mais antiga que você tem e ainda usa todo dia?

Tenho um acervo de coisas antigas que uso ate hoje. Por mais que a evolução nos ensine a trocar o antigo pelo novo, me vejo seguindo a velha rotina.

Então meu auto favorito é de 1994. Ja tem ABS, airbag, alguns reles e fusíveis cartucho tipo fusca. Reclama pouco ou quase nada das nossas ruas, roda suave; é grande, analógico e confortável e o marcador de combustível não tem a indicação de vazio. Ao invés tem o R de reserva, que ascende uma luz amarela indicando que tenho uns 5-7 litros de combustível. Ou seja, o suficiente para chegar no posto e resolver a vida em poucos minutos.

Ele, junto com os discos de vinil, fita cassete e videocassete compõe o acervo de coisas antigas usadas diariamente. Inclusive um 486 dx2/66 que montei.

Nossa que gloria! Bons tempos aqueles.

O que ha de errado comigo que insisto usar tecnologia antiga em detrimento da nova?! E o porquê desse saudosismo? Acho que em parte vem do fato que testemunhei o nascimento ate o fim de alguns desses dispositivos, como o Fax por exemplo.

O lado do ruim é que essa experiência levantou a regua e fica difícil aceitar os muitos produtos de qualidade qualidade inferior que ai estao.

Salvo a geladeira, que decadas depois foi trocada por uma nova, porque consome bem menos energia, e isso não significa que a mais nova seja melhor, tudo la em casa roda na base de coisa velha. Da central pabx a campainha, esta tudo ligado.

A dificuldade em manter esses equipamentos existe. Cada vez mais temos menos mão de obra especializada para consertar equipamentos eletronicos. Os mais antigos sofrem a praga do capacitor que vaza e o liqüido danifica a placa.

Assim aconteceu no computador e também em muitos outros equipamentos também. É preciso ter um pouco de sorte e perseverança para arrumar as coisas, e o custo sai caro.

Ai é que o bicho pega. 30-40 anos depois parece que no Brasil existem poucos técnicos em eletronica. Fiquei muito surpreso quando a máquina de lavar roupas quebrou e o tecnico para mexer precisava de um acesso remoto do engenheiro da brastemp. Como assim? Quando foi que complicamos a vida dos outros a esse nível. E a solução foi a troca de uma placa.

Sou critico da industria atual. Os produtos não estão mais baratos, e muitos dão um tilt, ê o telefone que trava, o módulo do automóvel que reclama da programação (como se pudessemos nisso alterar). Sao muitas as situações do dia-dia que necessitam de intervenção nossa para chegar la.

Esse papinho ambiental não me seduz, se ja produzimos, melhor manter do que produzir novo. Nem mesmo os forros de porta de plástico reciclado sao aceitos. Afinal os produtos estão mais caros e de qualidade inferior apesar da diversidade de funções trazidas pela tecnologia.

Fato: a tecnologia nao substitui a necessidade de pensar. Um chat não vale nada se na essencia voce não conseguir contraditar.

Viver é violento, ter opinião sobre as coisas não é facil, ainda assim prefiro viver opinando, tentando, mudando do que viver endossando uma opinião ou estilo de vida.

Xo falsidade, e esta tudo bem!

Bola Dividida

Não poucas vezes enfrentamos situações na vida equiparáveis aquelas do futebol quando dois jogadores enfrentam a bola dividida.

Por coincidência (ou não) em ambos os casos à saída requer esforço para sair da disputa. Ainda que nesses casos, quem ganhar, quem perder não ganha nem perde, pois todos perderão ao final, enfrentar situações como essa fazem parte da nossa missão na terra.

Esse esforço, necessário e indispensável para sair do problema, resulta do que neemias me ensinou, em maos a obra, quanto falou sobre a reconstrução do muro de israel para levantar a moral das pessoas e reestabelecer uma melhor condição de vida.

E como este existem inúmeros outros exemplos dessa ideia na biblia ligados a uniao, liderança ou mesmo princípio. Seja por Lucas, Mateus ou Marcos, essa ideia de acordo não é novidade na humanidade.

Então porque existe? Creio tudo começou quando Jesus foi acusado injustamente. Ainda que sem sucesso, pois terminou morto para nos salvar, esse ensinamento que também pode ser interpretado como um princípio é valoroso, esta ai para nos salvar.

Voltando aos dias de hoje, percebo não raras vezes a tentativa por outros de impor nova realidade sobre fatos ocorridos no passado.

Isso significa, para aqueles que sao arrogantes, preconceituosos ou na divisão ficam em cima do muro, que o confronto é uma realidade inevitável. Acabo mesmo no modo maos a obra seja para resolver, seja para sobreviver.

Assim vivo a vida.

Practice what you preach.

Você pratica alguma religião?

Todos os dias acordo cedo e peco a Deus misericórdia, serenidade e capacidade para lidar com as questões do dia e viver.

Percebo que a adoção da inteligência artificial com orientação a neutralidade, tem afastado cada vez mais, religião das pessoas, tudo isso em razão da tecnologia.

Os motivos sao obvios. Por ser assistente digital a IA não reza, não tem na programação orientação religiosa, se muito diz poder explicar todas as religiões com respeito e neutralidade.

Receita boa para o capeta, afinal, devemos todos os dias buscar nos aproximar a Deus para ser pessoas melhores e servir ao proposito por ele indicado.

A percepção de tal fato me obriga seguir em frente e ter poder de decisão. Para os ateus isso se resume em auto governo e livre arbítrio, ja penso diferente.

Somente através de Deus pude compreender o significado do perdão. Perdoar não é concordar, tampouco serve como gatilho para voltar a uma situação ruim do passado que gerou ruptura.

Pelo contrário.

Perdoar as nossas ofensas assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendido significa que podemos caminhar juntos na discórdia, sem que isso implique na mudança de opinião e fraqueza de caráter.

É poder olhar e falar, não concordo, não faco, não apoio porem te respeiti, te entendo, te amo. Ou de igual forma também implica poder dizer desculpa, errei, agora estou certo, vou acertar e seguir em frente numa nova pagina sem apagar o passado.

Fato: o passado não se apaga e nos ensina a conviver com os desafios do presente.

Não a toa temos um fardo a carregar. Tenho reparado que muitas pessoas mudam de vida apagando o passado e ando refletindo até que ponto isso é certo, serio e justo?

Se nas artes, no teatro, ouvimos antes das pecas que a produção não compactua com a linguagem de época, porque ali a história não foi apagada? Porque tudo o que pode não parecer bom por muitos é apagado? Isso nos faz ser melhores ou tão somente nos coloca em um ciclo vicioso de auto realização?

Não consigo conceber como alguem consegue virar a pagina da vida literalmente apagando o passado. Volta e meia me vejo refletindo sobre os ensinamentos que tive com base nas situações passadas.

Realmente sinto que não pertenço a muitos quadrados e esta tudo bem. Não nasci, não fui instruído ou educado para ser essa pessoa.

Ainda que no passado tenha me ejetado da igreja, que não tem nada a ver com religião, por conta da minha natureza afetiva, tempos depois entendi que nem mesmo assim estava só.

Isto se provou pelos milagres que recebi. Com aceitar essa situação sem uma reflexão se sou ou não merecedor disso? E quanto tempo demorou para me perdoar ate mesmo de não ir a igreja.

Hoje entendo que não estou so. O reestabelecimento da saúde, família e trabalho não veio por acaso. Nem mesmo a liberdade de escrever essas linhas aqui. Esta tudo realmente conectado e por isso nunca estou so.

Oremos!

Esse é o legado

Qual legado você quer deixar para a posterioridade?

Parece que foi ontem que tudo começou. Quando dito tudo, me refiro a iniciativa de escrever textos como esse para tratar de temas que passam na minha cabeça.

Comecei a fazer isso para transmitir a qualquer um que esteja disposto a usar seu tempo para ler essas linhas meus pensamentos.

Quando comecei não imaginei que teria o alcance de muitas pessoas ou até gerações futuras. A decisão foi bem simples. Senti a falta de um espaço na rede para de forma simples escrever a minha opinião.

Curioso é que hoje em dia, ter opinião parece esta fora de moda. A percepção disso logo no início levantou uma barreira muito difícil de superar.

Foi quando me dei conta que havia algo a mais ali que ia muito alem de retratar uma simples opinião, e que reflete a minha personalidade.

Isso me faz bem e certamente esta em falta no mundo atual onde tudo é melhor resolvido ou acomodado com a IA.

A inteligência aqui é analógica e a percepção dos fatos também, é preciso ler, escutar e viver uma boa dose de questões diárias para enfim refletir, escrever e postar.

Nada facil. Ainda assim resolvi complicar a equação quando sai da zona de conforto para gravar as reflexões ao volante. E como gosto de dirigir!!! Ainda que no início tenha sido dificil e tanto um quanto conflituoso, logo entendi o porque era importante fazer.

Em razão da complexidade do processo, ainda que mais imples do que guiar e fumar por exemplo, percebi naqueles poucos minutos que ao volante conseguia ignorar o telefone e falar.

Algo semelhante ao que fiz por anos quando fui a terapia. Vencida a etapa inicial de timidez, comecei com um unico proposito, qual seja, de fazer videos diretos, sem cortes, ainda que imperfeitos refletem na sua essência aquele momento.

Foi quando me dei conta da importância que tem a palavra ouvida. Quantas vezes ouvi coisas e acreditei ate mesmo no que não vi, apenas porque estava sendo dito por uma pessoa.

Desenvolvmos a audição ao longo dos anos e através dela é possivel aprimorar a percepção que se tem da pessoa.

Resultado geral disso foi muito bom, embora longe do ideal, vi nos vídeos que fiz ao longo dos anos vividas algumas características da minha personalidade. Até mesmo a acidez pela qual alguns temas são tratados esta la.

Voltando ao texto, quando me dei conta que o vídeo poderia ser complementar à ideia que gostaria de falar fiquei bem empolgado. É claro que não somos perfeitos em nossas ideias e acoes, essa característica pertence a Deus, é inalienável de sua existência.

A vantagem foi muito alem da complementação de um meio por outro. Essencialmente olho o conjunto dos dois para entender o resultado final do que faco e penso.

Com o passar dos anos percebi havia ganho uma vantagem sobre experiências passadas, que foi a melhor percepção sobre as coisas. Em termos praticos, ao falar e escrever me capacitei para entender temas e organizar ideias.

Esse é o maior legado que posso deixar, não é concordar ou discordar sobre o que escrevo e sim entender que em algum momento uma pessoa teve a coragem de dizer o que pensava, desde o conserto do carro ou liquidificador ao trabalho.

Esse é o meu legado, vai durar enquanto voce ler e ninguém tirar do ar…