liminar@unimedrj.coop.br o símbolo da impunidade no atendimento à saúde

Volta e meia vivemos situações hoje que coincidem com fatos do passado. Apesar de muito escrever sobre isso, quando as vivo, tenho um misto de ressaca e tristeza.

Foi assim que hoje acordei recordando o bom e sempre atual ensinamento aos formando da faculdade de direito por Rui Barbosa, conhecido por Oração aos Mocos segundo o qual afirmou “Justiça tardia não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”.

Certo dia acordei vivendo indiretamente essa hipótese. Como seguir e entender que o meu trabalho, ainda que tenha resultado em uma liminar para salvar uma vide não surtiu efeito eis que a pessoa faleceu no cumprimento da ordem judicial depois de tanto esforço.

Somente a fe pode me ajudar a entender o ocorrido. Ao invés de olhar pelo lado humano da perda e da demora ao cumprir uma liminar que se equivaleria seguir o caminho fácil, entendi pela porta estreita que a pessoa foi diretamente conduzida a salvação. A solução foi a mais difícil e de mais valor, que nos orienta e nos reeduca a ser melhores em tudo.

Sobretudo amar ao proximo como a si mesmo todo o dia como se não houvesse amanhã.

Quanto ao caso em si, realmente a Unimed é uma vergonha nacional. Imagina voce a cooperativa utiliza um canal institucional exclusivo para o recebimento de liminar. Ou seja, da a impressão que so cumpre o que realmente é obrigada a fazer. Não foi por outro motivo que a segurada precisou ir ao tribunal para obter uma liminar.

Não é crível admitir que uma segurada precisou que a justiça fosse acionada 15 horas depois para ter um atendimento minimamente digno. De igual forma não pode atrasar em virtude de equipamento quebrado. Espera-se o mínimo de redundância em uma atividade cujo risco é a morte.

Fato: a Unimed parece que nega ou adia internação e exame caro na certeza de quando intimada vai cumprir a ordem judicial.

Essa seletividade perversa faz criar uma fila, quem primeiro se mexe leva. E quem morre no caminho como fica?

Também estranho ver como a justiça no cotidiano aceita esse expediente que certamente demonstra o descumprimento sistemático de Lei sem impor a eles uma multa de modo a desestimular essa conduta. Se a multa fosse pesada, se alguém fosse responsabilizado na física o tomador de risco agiria diferente.

Sob qualquer ponto que se olhe a questão é inevitável reparar que o contrato não foi adequadamente cumprido. Do que vale escrever livro sobre a dignidade da pessoa humana, função social do contrato, quando o maior cobrador é leniente a essa pratica.

Em última analise o email liminar@unimed mostra sem sombra de duvida que a operadora se falida não estiver prestes vai estar. Mostra que a mesma prefere brigar antes do cumprimento voluntário do contrato. Voce segurado dessa operadora esta fadado a burocracia infinita que tem por resultado sobrecarregar o judiciário para conseguir alguma coisa.

Tudo isso mostra o quanto não é confiável o cooperado e o sistema de saude no Brasil a par da mediocridade dos que defendem e sem também contar os que se enriqueceram e ate se aposentaram as custas desse acidente.

Ainda assim espero que dias melhores virão

E por corretores de seguro mais responsáveis na venda e indicação de produtos.

Reflexões de um coração que insiste

No mundo de hoje, percebo que está cada vez mais difícil sustentar, o tempo todo, um comportamento marcado por cuidado, respeito e cortesia nas relações pessoais. Não é à toa que, todas as manhãs, reservo um breve minuto religioso para pedir a Deus discernimento e sabedoria diante da nossa existência falha.

Ao longo dos anos escrevendo aqui, notei que nunca publiquei um texto descrevendo de forma clara um ato de bondade explícita. Antes que alguém atire a primeira pedra, reconheço que isso se deve ao fato de este espaço ser, sobretudo, um território de reflexão introspectiva — e eu sou um crítico de mim mesmo.

O que não falta neste blog são episódios de autoconhecimento e experiências autênticas. Por ser tão pessoal, evitei descrever e personificar gestos de ajuda, consolo ou elogio a outras pessoas. Ainda assim, sei que eles existem.

Sou grato por ter aprendido a dizer “não” quando necessário, como um ato de respeito e valorização de mim mesmo. Nesse caminho, percebo que o cuidado comigo tem prosperado. No texto De olhos bem abertos, escrevi sobre o hábito de ajudar o próximo e sobre como, sem perceber, muitas vezes já estou administrando o problema alheio. Em A melhor versão de mim, compartilhei a importância de estabelecer limites para proteger meu tempo e energia — um gesto de bondade comigo mesmo. Em Mudanças que começam dentro…, convidei o leitor ao diálogo e à compreensão de quem sou. E, em Fatos e fotos, confessei ter me entregado novamente ao amor, depois de algumas derrotas.

Esse calor, mesmo em um coração que já foi petrificado por cicatrizes profundas, me move. Através da gentileza de amar, procuro ser melhor.

Já vivi momentos marcantes, como a experiência simples e reveladora de uma padaria e doceira, onde enxerguei a cidade como ela realmente é. Aprendi, também, que vivo constantemente racionalizando a vida — um pecado, talvez. Demorei a entender que não é preciso temer a morte: basta acreditar em Deus e tentar viver próximo de Seus ensinamentos.

Por aqui, continuo firme no convite ao diálogo interno, sempre acima da defesa de bandeiras ou pautas. Elas não me definem — e não precisam definir você.

Write about a random act of kindness you’ve done for someone.