Jornalismo de gozo: o UOL atingiu o clímax da irrelevância ou transparência?

Não é de hoje que manifesto minha indignação com os excessos da pauta LGBT. No Brasil, há muito essa agenda deixou de ser centrada na defesa da dignidade e da liberdade de ser quem se é.

Com o passar dos anos — e pouco importa como começou —, percebi que muitos passaram a usar a bandeira da diversidade ou o pano de fundo da identidade de gênero para normalizar condutas que, se já existem, ao menos deveriam permanecer em privado.

Minha avó sempre dizia: “Costume de casa vai à praça”. Quando jovem, não entendi o real significado. O que a praça tinha a ver com isso? Hoje entendo: a vulgaridade doméstica, quando não é contida, vira espetáculo público. Ela, se viva, diria: “Eu te disse.”

Ontem, li uma matéria no UOL sobre um suposto “campeonato de gozo à distância”. Será possível? Qual a relevância disso na vida de alguém? O que isso contribui para o jornalismo, para o debate público, para a cultura?

Absolutamente nada. Nem se esforce.

Esse tipo de título não é só apelativo — é o retrato da baixa qualidade editorial, da irrelevância travestida de diversidade, da exploração vulgar da sexualidade como se isso fosse sinônimo de liberdade ou transgressão saudável.

O UOL, que deveria ser um meio respeitável, prefere chocar para gerar clique. É o algoritmo vencendo o bom senso e muita gente vendo isso como se fosse normal.

Não é.

Compreendo que o gozo sempre teve espaço na cultura brasileira. Nos anos 1970, Rita Lee cantava com sarcasmo: “Não quero luxo nem lixo, quero gozar no final” — subversiva, mas com arte.

Nos anos 1980, Alípio Martins embalava bailes com “Eu quero gozar a vida com você” — erotismo popular, mas com alegria ingênua.

Já em 2007, a então ministra Marta Suplicy, em meio ao caos aéreo, nos brindou com “Relaxa e goza” — deboche político disfarçado de leveza.

E hoje, o que temos?

Um “campeonato de gozo à distância” virando matéria de destaque num portal nacional. O gozo, antes símbolo de viver intensamente, virou grotesco performático.

E querem enfiar isso goela abaixo como expressão de diversidade?

Não aceito.

Não permito que um meio de comunicação me reduza à abrangência dessa pauta. Isso não é militância. Não é defesa de direitos, é desserviço à causa LGBT, usada aqui como biombo para legitimar o que, em qualquer sociedade madura, pertenceria ao espaço íntimo, e não à praça pública.

Não é de hoje que denuncio a irresponsabilidade editorial. Cada vez mais testemunho a captação de audiência por meio do constrangimento e do sensacionalismo. Depois, vão querer regular as big techs — mas pergunto: putaria sexual entra no debate ou só conteúdo político?

Fico indignado porque vejo um país que luta com desafios sociais, econômicos e culturais sendo distraído por manchetes que nada têm a oferecer além de ruído.

Falar de homens gozando em palco, em suposta suruba performática, é o tipo de conteúdo que deveria permanecer entre quatro paredes — não no UOL.

Minha avó tinha razão. O costume saiu de casa, foi à praça — e hoje é manchete.

Uma pena.

Assinaturite: Tudo Nosso, Nada Seu! Tem Cura…

Tenho uma lembrança nítida da infância, logo depois de nos mudarmos para Chicago. Meu irmão havia aderido a um clube de CDs: todo mês chegavam discos pelo correio. Que ideia genial — ele pagava, recebia em casa e, se não gostasse, podia devolver. Simples assim.

Naquele tempo, o conceito de assinatura na minha vida ainda estava associado à locadora de vídeo. A posse era temporária, mas por alguns dias aquele filme era meu, mesmo que emprestado. Era uma relação clara: uso, devolvo, fim.

O tempo passou. Não sei dizer exatamente quando surgiu a assinatura do Microsoft Office, mas lembro da empolgação: pagar um valor pequeno todo mês para sempre ter a versão mais recente. Que avanço, pensei. E, de repente, o mundo inteiro embarcou nessa lógica. Veio a assinatura da música, da nuvem, dos videogames… e o serviço online de tudo explodiu.

No início, a lógica parecia justa: muito por pouco. Mas a realidade atual é bem diferente daquela que nos foi vendida lá atrás — e nos assalta todos os dias.

Os serviços por assinatura seguiram o mesmo modelo enganoso que já conhecíamos das impressoras e, mais tarde, das cápsulas de café.

Menos passou a ser mais — mais caro, mais limitado, mais condicionado.

Lembro com clareza da minha primeira impressora, uma HP Deskjet 820cxi. O cartucho de tinta vinha com 42 mililitros. Hoje, em alguns modelos, mal chega a 8ml — e ninguém fala sobre isso. E o preço? Subiu. Muito. Silêncio geral.

A mesma estratégia foi usada pela Nespresso. No começo, você comprava cápsulas e ganhava a máquina. Hoje, a equação se inverteu: paga-se caro pela máquina e entra-se, sem perceber, no “clube do café”.

E nem adianta reclamar. Porque sempre pode piorar. Com a pandemia, os serviços de assinatura se multiplicaram: Zoom, plataformas de aprendizado, aplicativos de treino. A assinatura deixou de ser exceção para virar regra.

Foi aí que surgiu a assinaturite — essa doença moderna que adoece o bolso e o juízo. Ela vem disfarçada de comodidade, mas é pura exaustão. Hoje, mesmo quem adere ao modelo “pay as you go” percebe que já nasce caro. Se fosse pensado para uso em massa, custaria bem menos.

Lembra dos CDs? No fim da linha, vendiam por R$ 9,90 — ou menos — até sumirem das lojas. Quem pagou R$ 30, R$ 50, R$ 100 antes disso, pagou mal? Ou pagou justo porque foi só uma vez?

Hoje, não há nada de “premium” nos serviços por assinatura. Essa palavra existe por um único motivo: nos enganar.

As montadoras já sabiam disso. Lembra do Gol Power? Tinha força só no nome.

As big techs fazem o mesmo — Netflix, Disney+, Spotify, Microsoft, Google… nos cobram diariamente para não nos darem quase nada. A pior de todas? O Google, que cobra para você não ver anúncios. A paz agora tem preço.

Recentemente, doente, recebi do meu personal trainer um link com o treino num app. Imagine: ele vinha com anúncios! E, claro, precisava pagar para tirá-los. O que fiz? Deletei na hora. Avisei: melhor procurar outro.

Cansei. Cansei de ser assaltado por serviços digitais.

É só isso.

Não tem mais jeito.

Acabou. Boa sorte.

Não tenho mais o que dizer.

São só palavras.

E o que eu sinto… não mudará.

(Vanessa da Mata, obrigada por resumir o que todos queremos gritar.)

Essa doença felizmente tem cura, basta cancelar ou não assinar. Vamos começar?

Interveniência ou Conivência? Quando o Povo Decide e a Justiça Assina

Neste vídeo, uma reflexão sobre o poder informal da vontade coletiva sobre a lei.

Constituição à Gosto do Freguês

É comum dizer que a história se repete. igualmente a percepção que nada se cria, tudo se copia. Essa sensação decorre do acompanhamento dinâmico e desenvolvimento dos fatos em torno do cotidiano.

Recentemente li a declaração de um ministro que considero polêmica na questão do IOF.

Nas palavras dele, era preciso um consenso no assunto, caso contrario o STF ira decidir interpretando e aplicando a constituição da melhor forma possível.

Não é preciso muito esforço para entender o quanto esse tipo de declaração causa um embaraço porque expõe mais uma vez a interferência de um poder sobre outro.

Fato: A interferência do STF existe a pedido e por concessão do povo.

É curioso observar como algumas pessoas, ao mesmo tempo que se dizem ser vítimas das instituições, frequentemente atuam como seu combustível silencioso quando lhe é conveniente, ou politicamente correto. Termo antigo isso, agora o que vale é a mídia social.

Comportamento errático, por vezes corrupto, cujos efeitos são nocivos a sociedade como um todo. Não estão sozinhos, a imprensa bem percebeu e se apoia nisso para vender noticia. Hoje evoluiu para influenciar pessoas pautando situações que não existem nem tem complexidade jurídica.

Percebo que no Brasil, há um traço histórico marcante: gostamos de dizer quem manda, mesmo que isso ocorra por meio de atalhos tortuosos.

“Voce sabe com quem esta falando” ou “sabe de quem sou amigo” representa o mais velho e atual momento que estamos vivendo. Para os saudosos de novela lhes digo, Chiquinho Malta voltou, esta dando um banho em Vale Tudo porque manda, manda muito ainda que não mande bem.

Não a toa a advocacia esta desacreditada. De igual forma os poucos interlocutores estão atras da mesa cobrando honorários milionários em busca de influencia. Parafraseando a propaganda do Tostines pergunto: Quem cobra muito ganha mais? Ou ganha mais quem cobra muito?

A intervenção da justiça, quando nasce da pressão popular, muitas vezes se confunde com conivência — não porque o povo conheça ou respeite a Constituição, muito pelo contrário, existe porque a mobilização emocional ganha protagonismo sobre a legalidade.

Que perigo! Não a toa inexiste estabilidade e segurança jurídica no país.

Esse é o maior problema do Brasil. Quando muitos se questionam o que outro esta pensando ou como devemos agir para atender a vontade popular estamos no caminho ruim.

O problema piora na medida em que os protagonistas das decisões judiciais não tem pulso para dizer não, ainda com amparo na constituição.

Com o auxilio da imprensa seguem os magistrados e muitos politicos cegos, ignorando a realidade.

Sob qualquer angulo que se olhe a questão, nao é justo aumentar um imposto para tampar um buraco. Gastaram muito e mal, agora se esquivam de cortar a própria carne. Por traz das linhas o povo esta cansado das benesses, dos mandos e desmandos, do aumento de gasto que so vai piorar considerando o aumento do numero de deputados.

Parece que o Poder Judiciário percebeu isso e busca um consenso para justificar mais uma intervenção em nossa vida. Uma de muitas. Porque hoje a pressão é sobre despesa de outro poder, não podemos deixar isso acontecer, porque amanhã pode recair aqui esse pleito.

Exemplos não faltam!

Quando Lula foi impedido de assumir o ministério em 2016, o discurso jurídico se apoiou em indícios de desvio de finalidade. Mas a verdade é que a comoção popular já havia selado seu destino antes mesmo de qualquer decisão judicial. O tribunal apenas deu forma jurídica ao sentimento coletivo — mais preocupado em punir do que em compreender o devido processo legal.

A mesma lógica se aplica a temas como a criminalização da homofobia, o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e até a prisão em segunda instância.

Em muitos desses casos, não houve mudança legislativa prévia. Houve pressão, apelo à moral pública, à mídia, ao senso de justiça popular. O Judiciário, acuado ou influenciado, interveio — e o povo, depois, aplaudiu ou atacou, conforme a decisão se alinhava a suas crenças.

Assim é que historicamente tem acontecido. Ja começamos errado la de trás, quando em prol da liberdade e das diretas ja empossamos um vice sem diplomar o titular.

É nesse ponto que a interveniência se torna conivência.

Quando os tribunais decidem por aquilo que a sociedade quer ouvir — ainda que sem amparo constitucional — reforça-se a ideia de que o “clamor social” legitima tudo, inclusive o desrespeito à própria Constituição.

Não a toa um dos pilares do recurso ao tribunal é falar da repercussão geral do tema. Qual o sentido disso? Criar barreira ou categorizar besteira? Não basta a violação de Lei ou divergência em julgado para contestar?

E, por ironia, esse povo que ama gritar “ninguém está acima da lei” é o mesmo que, na prática, exige que ela seja dobrada conforme sua vontade. Hoje os advogados precisam justificar a repercussão geral do tema como requisito a admissibilidade de recurso.

Que vergonha! porque disso?

Gostamos de mandar.

E, quando não podemos fazê-lo diretamente, fazemos parecer que foi a Justiça quem decidiu por nós. Como se não estivéssemos, o tempo todo, guiando as mãos de quem escreve as sentenças por advogados, peritos, pareceres, depoimentos, provas sem mencionar outras mais para ser elegante.

Esse acredito seja o tema por trás do IOF, do amparo a pessoa que caiu do penhasco na beira de um vulcão ou de outros que se aventuram a andar de balão.

E nem comentei sobre o nível do português utilizado por muitos ilustres. Tem razão Olavo Bilac quando disse “Amo-te, ó rude e doloroso idioma”.

É como me sinto, esperançoso do que não chegou, torcedor pelo que de melhor vira ainda que leia muita bobagem…

Ate quando? O Brasil refém das Pautas Irrelevantes!


Creio ser comum a percepção de que o mundo passa por tempos difíceis. Nasci na década de 1970 e, por isso, me considero alguém de raciocínio analógico que foi, aos poucos, digitalizado pela evolução tecnológica e social do planeta.

Adaptei-me rápida e naturalmente ao avanço tecnológico que o mundo experimentou há cerca de 30 anos, período pelo qual ainda nutro certa nostalgia. Não a toa uso veículo antigo, escuto disco, gravo fita e ainda possuo um 486 funcionando em casa.

Embora a noção de globalização difundida à época tenha se revelado falha e insustentável com o passar do tempo, acredito que o objetivo comum das nações era reduzir as barreiras de comunicação e fomentar o comércio como motor da evolução. Para isso faziam propaganda de seus produtos e tecnologias.

Naquele tempo, o carro francês era bem diferente do inglês, que, por sua vez, nada tinha a ver com o americano — muito menos com o brasileiro. A ideia de um bem verdadeiramente globalizado era inexistente. Produtos “Made in China”, Japão ou Vietnã vinham de países ainda em desenvolvimento.

Quem diria que, anos depois, as portas estariam fechadas e a prioridade mundial seria outra.

O que antes eram disputas comerciais agora se transformou em guerras territoriais. Por trás do discurso bélico, está o real interesse por recursos naturais e terras raras — e a exploração desenfreada é comum a todos. Como vamos comunicar isso ao mundo? Diz que la havia armamento atômico ou violação a ideologia de gênero.

A globalização de hoje parece ter se tornado um retrocesso para a humanidade.

Francamente, não quero ter que responder pela crise econômica de outro país sem antes olhar para o meu próprio umbigo e me perguntar: o que eu tenho a ver com isso? Porque no Brasil sente-se todos os efeitos e onus das crises mundiais ao passo que o mundo nunca surfou, aproveitou e pagou dignamente por nos.

Vivi intensamente a geração Jota Quest. Na escola, na universidade, no trabalho — desejei dias melhores em tudo: no amor, na dor, na paz, e por aí vai. Esses desejos não desapareceram, mas hoje me vejo sem referência.

Quando a política se orienta pela ideia de fomentar o coletivo apenas para interferir na concepção tradicional da família brasileira — por exemplo, ao promover a multiparentalidade —, é sinal claro de que estamos no caminho errado.

Perde-se tempo e dinheiro ao ocupar o debate público com temas que não são urgentes nem relevantes à realidade, ao desenvolvimento e soberania nacional.

São pautas que apenas escondem o verdadeiro pano de fundo político de um grupo que por seus representantes manda aqui, e desviam a atenção das prioridades.

Se esse tema é relevante para a Califórnia ou o Canadá, aqui não é — e nem deveria ser. A sociedade brasileira ainda é majoritariamente consolidada na ideia de que cabe a duas pessoas a obrigação e o vínculo parental direto. Isso não significa que sejam os únicos laços possíveis, mas há limites.

A própria religião, ao admitir a figura do padrinho, reconhece um vínculo espiritual de alguém que age como pai substituto, sem banalizar ou confundir a função paterna. Em nenhum momento essa relação é deturpada ou aproveitada para distorções jurídicas.

A Câmara age contra a religião e contra a Lei ao perder tempo e recursos públicos tentando introduzir conceitos que não têm amparo social, e que podem abrir espaço para abusos e oportunismos.

E o capeta está em festa.

Imagine você: vamos reformar o Código Civil para permitir a guarda de pets, e no embalo também aprovar múltiplos pais, regulamentar o efeito sucessório entre trios e normalizar a guarda compartilhada de arranjos alternativos. Não esqueça do bebe reborn e a polêmica referente aos supostos direitos trabalhistas.

Melhor isso do que enfrentar o aumento da violência, a desvalorização da moeda, a falta de emprego, saúde, saneamento e educação.

Quanto mais fútil e desinformada for a sociedade, melhor para quem quer mantê-la assim — limitada à agricultura e à exploração, como na construção da fábrica da BYD, com trabalho quase escravo. Tem também alguns portos, bora licitar e entregar logo a outros países do que desenvolver, ou usar a agenda ambiental para por um freio neles.

Não são queridos nem benevolentes. Estão de olho em nossas terras raras e biodiversidade, criando obstáculos para a exploração de petróleo e para a produção nacional de bens com valor agregado.

Assim funciona a economia global: sob a lógica do empobrecimento dos muitos para o enriquecimento dos poucos através da comunicação global a todos.

Por aqui, não é diferente.

Quando vejo membros da suposta elite defendendo o fim do livro físico em nome do digital, percebb que, na verdade, querem apagar uma das muitas dimensões de nossa existência.

Ler, rezar, pensar, escrever — tudo isso se faz com o livro nas mãos e não com um Tablet.

Essa não é uma pauta séria. É dinheiro e tempo jogados fora. Da mesma forma, aposentar juiz por abuso é, na prática, gratificá-lo com salário vitalício.

Nossos troféus estão sendo dados às pessoas erradas. Sem referências reais, em nome da modernidade e da evolução, caminhamos para um futuro pior: mais trabalho, menos salário.

Não à toa querem revisar a escala de 6 por 1. É mais fácil legalizar a falência da proteção ao trabalhador do que fazer um mea culpa, 30 anos após a redemocratização, reconhecendo que a maioria dos brasileiros não vive com dignidade com base apenas no que ganha.

É igualmente impossível empreender num país com tantas obrigações difusas e com a constante interferência do poder público, que analisa, interpreta, julga — e, por oportunismo, se torna sócio do trabalhador.

Essa relação promíscua se manifesta claramente quando vemos a Prefeitura do Rio de Janeiro assinar convênio para patrocinar atividades esportivas da associação de magistrados.

São esses — cujos salários não se reduzem, cujos custos não se cortam e que são politicamente suscetíveis a serem cooptados pela imprensa — que hoje têm sua reputação manchada, mas ainda assim não são questionados pelo povo.

Por quê? Porque, com sua autorização, fecham áreas públicas para shows e eventos, promovem música vulgar e sexualidade precoce, e mantêm a população distraída — sem exigir, sem reagir, sem ir às ruas cobrar o que é seu por direito.

Até quando?