Manipulação judicial

Esse talvez deveria ser o nome dado a Lei de Recuperação Judicial das empresas que, a pretexto de recuperar e de lustrar seus esqueletos, ocupam o Poder Judiciário, algumas amparadas por grandes escritórios de advocacia, buscando recuperar o irrecuperável.

Quando um grupo de educação adquiriu algumas instituições de ensino para emitir titulo de dívida e financiar a compra do ativo sem a liquidez necessária a imprensa e a justiça não permitiram.

Se para educação não pode, o mesmo não se pode dizer da alimentação, afinal outro grande grupo financeiro comprou centro gastronômico e ninguém fez um alarde. Seria porque uma das marcas faz parte do dia dia das pessoas? Seria porque aquela velha tática que fazer comida boa prende as pessoas?

Ou seria porque a narrativa de quem deve porém compra passa a ideia de retidão perante a Justiça?

Os absurdos não param por ai, até renovação compulsória de concessão no Poder Judiciário fluminense foi pedido por quem através da concessão deve bilhões aos cariocas na devolução do que foi cobrado indevidamente.

A contabilidade criativa saiu da política e entrou em algumas empresas as quais hoje se socorrem do Judiciário para dizer devo não nego, sou relevante e por isso não vou pagar.

Relevante para a arbitragem? Não, esta não conseguiria ter uma regua tão especial, então vamos ao Poder Judiciário, em sua infinita lentidão e contradição para com o tempo fazer injustiça qualificada aqueles que deixaram de serem pagos, pessoas físicas e jurídicas, algumas até do estrangeiro que não conseguem entender como no Brasil quem deve tem mais direito.

Assim é que o Brasil leva suas dívidas, valendo lembrar que sequer paga em dia os predatórios, exita ate PEC para empurrar a frente suas obrigações, igual direito deveria ser portanto concedido ao particular.

Nesse espírito empobrecedor que se alimenta de narrativa, a grande vila dos tempos, tudo é explicado. Sabe aquela dívida de anos que no balanço aparece como crédito a recuperar, tem explicação.

Assim é que uma rede de academias segue aberta sem nunca ter pago seus debenturistas.

CVM para essas pessoas nao existe. ANBIMA nem pensar. À transparência para esse clube se restringe a materia que sai no jornal, se bobear, algumas pagas pelo uso extrativista das empresas cujo caixa enriquece CPF e quebra o CNPJ. Tudo vergonhoso mesmo.

O Brasil não é para amadores, ao que parece a nova onda é remeter aquela musica cuja letra diz “que nao é o que não pode ser, que não é o que não pode ser, que não…. é”

E nessa máxima tudo se explica, tudo se consegue, tudo se argumenta e tudo se justifica.

Felizmente ao fim do dia e para aqueles que em Deus confiam dias melhores virão.

Realidade ou preconceito?

Quanto mais longe fico da lacração brasileira percebo o quanto muitos através dela se escondem em busca de atingir objetivo próprio.

Recentemente em uma escala estava em um aeroporto e tive vontade de ir ao toilete. Olhei muito rapidamente e vi a famosa placa indicativa de banheiro.

Entrei e me deparei com uma fileira de pias, mictório e uma mulher arrumando os cabelos. Da mesma forma que abri a porta fechei, dei alguns passos para trás e olhei denovo o desenho.

Confirmei visualmente que esse seria o meu tipo de banheiro, portanto abri a porta com convicção pensando que talvez ela ja não estaria lá ou se estivesse iria ao vaso dispensando o mictório.

Foi quando então fui abordado pela americana que falou entre, pode usar, aqui é misto.

Como assim? Esta certo isso? Antes de responder a essa questão dei uma segunda olhada para os mictórios e todos estavam com um plástico tampando, ou seja, não daria mesmo para serem utilizados.

Então por óbvio e com muito conforto fui a cabine urinar ao passo que refleti porque naquele lugar, naquele país, não havia lacração em torno desse assunto? Porque no Brasil gênero se tornou um assunto?

Ja em outro destino fui ao toilette e, dessa vez, uma fileira de pias e cabines atrás. Pessoas usavam o espaço sem qualquer tipo de problema. Logo pensei, se fosse no Brasil haveria uma reportagem, talvez uma liminar, midia generalizada por todo o lado e até politica pública para exigir ou discordar disso.

No entanto, no domingo fui ao restaurante que sempre frequento na Gavea, e ao me dirigir ao toilette masculino saiu uma mulher.

Pois é. Ainda que eu seja da época que coisas mais importantes haviam para discutir se de uma forma geral banheiro deveria ser misto ou não, esse pensamento em si creio no mundo multi idiota de hoje ja seria uma indicação de intolerância, ainda que não seja a lactose.

E porque no Brasil é diferente?

Porque aqui respeitar lei de trânsito é um luxo. De igual forma desejar bom dia, boa tarde boa noite é coisa de estrangeiro. Na grande maioria parece que a falta de educação e respeito ao próximo gerou um espírito selvagem insuportável nas pessoas, que se deixam influenciar por um mimimi mesquinho para não ter que fazer uma autoanálise.

O que vc acha?!

Feriado x festa ?

How do you celebrate holidays?

Por trás da inteligência artificial existe sempre a ideia de atrelar a noção de celebração por trás de algumas datas, como se todas fossem festivas.

Está difícil entender o mundo moderno.

Tradicionalmente aproveito o tempo para ficar em casa com família e amigos mais próximos, é claro, quando estão disponíveis.

Se bobear e a ocasião permitir, piloto a panela para fazer comida.

Simples assim.

Galeão x SDU = portas em manual

Embora ensine a psicologia que todos nós temos a competência util e necessaria de assumir a responsabilidade dos nossos atos, no fim do dia, a qualidade de assumir seus erros cabe a poucos.

A reforma do Santos Dummont, com a desculpa da localização privilegiada e fácil acesso ao centro financeiro da cidade não se sustenta.

Foi na verdade, uma grande desculpa para, na frente de um prédio tombado, edificar um anexo para embarque e outro edifício de três andares cuja cobertura não tem funcionamento relevante e o subsolo jamais operou.

Triste situação do primeiro aeroporto exclusivamente civil inaugurado no Brasil, tanto para o país, quanto para os brasileiros. Nem mesmo pode-se dizer que sua operação é tranquila dado o fato que de um lado há uma ponte, de outro uma pedra, e atrás o suposto centro nervoso financeiro ha muito transferido para São Paulo.

Melhor sorte não teve o galeão.

Ao invés de reformar os dois terminais existentes para buscar modernidade e eficiência, edificaram um terceiro bloco com sessenta e nove portas ociosas. Hoje e sempre, dado o fato que a estrutura antiga ja era oociosa para inicio de conversa.

Portanto, quando leio nas manchetes que a mesma turma que a pretexto dos jogos olimpicos e panamericanos idealizou isso agora quer resgatar um ou outro aeroporto e mudar, não consigo acreditar.

Na verdade a política da propaganda que se impulsiona no país através dos meios de comunicação representa bem isso. A cada novo período de governo vem o marketing priorizar as ações, sem qualquer mea culpa dos governantes, independente de terem sido presos ou não.

Fato é que hoje esse legado de abandono e violência do Estado do Rio de Janeiro não permite o aumento de turistas. Nem mesmo o esforço medíocre do apresentador do RJTV ao receber os turistas na cidade maravilhosa vai ajudar.

Na verdade, escondidos em uma espuma, sem muita moral, criaram feudos. E assim o fizeram com nossa omissão.

Fato: tudo leva a crer que a imprensa contribuiu para a formação de um imediatismo na condução do país, como meio de promover a própria existência colocando uns contra os outros.

Jornalismo brasileiro se resume a um meio de influenciar as pessoas. Quando o assunto interessa o repórter noticia, vai a delegacia, entende o processo e promove aos envolvidos pre-julgamento que na verdade é o maior constrangimento que uma pessoa comum e anônima pode ter.

E os aeroportos, onde ficam? Na mesma.

Criado o HUB no estado que é o epicentro financeiro do país, dificilmente perdera seus voos. E o toma la da ca na troca de aeroportos cariocas sem a criação de novo tráfego é infrutífera.

O legado das políticas públicas fracassadas é bem representado no caminho do Santos Dummont ao Galeão, basta um olhar ao lado para ver a terra arrasada, o abandono da cidade é gritante.

Aqui falta água, luz, Educacao, viga da perimetral, ciclovia que cai, e por aí vai. Sobram sanguessugas que agora valendo-se do mote de reforma pontual em equipamentos e bairros vai resolver o problema.

Curioso e que todas essas obras públicas são caras e até hoje a imprensa se omitiu de noticiar a autoria do erro. Até hoje ninguém pagou pelos seus erros. Ninguém fez um exame de consciência sequer para pedir desculpas. Nada. Sequer foram presos.

Estou errado?

123 milhas polêmicas

Para início de conversa me pergunto como é possível existir uma empresa como essa, cujo objetivo é vender a milha de terceiros. Não parece estranho ou proibido?

Superada a questão moral se deveria ou não ser permitido isso, não é estranho que muitos destinos exigem baldeação em uma ou duas conexões até o ponto final?

A livre iniciativa, aliada ao oportunismo criou uma comodidade que foi, por muitos, aproveitada. Essa empresa criou e normalizou uma situação para lá de esquisita, a de viajar mais ou menos em uma data.

Escolhe aí um trimestre paga uma merreca junta milhas que vou te mandar para onde quiser e sua imaginação deixar.

Assim é que a 123 milhas sobreviveu, através de 123 pessoas interessadas em vender com outras querendo comprar.

Onde esteve o Estado durante esse tempo? Silente. Ainda que existam ações judiciais sobre ofertas não cumpridas em relação a compra de passagens a destinos não realizados, o Poder Judiciário nada fez, exceto, é claro, quando provocado reparar a situação mandando realizar a oferta ou devolver o valor acrescido de juros correção e por vezes dano moral.

Com isso muitos passaram a usar e confiar no que acho ser uma bandalha como algo normal.

Só lembram do governo na hora de pagar a taxa de embarque que é o estado fazendo a sua parte cobrando daques que se dão ao luxo de viajar.

As companhias aéreas continuam cobrando uma fortuna para os bilhetes emitidos sem antecedência, e por vezes inflacionam por conta dos feriados ou quando tem a realização de algum evento internacional.

Ninguém questionou os preços muito abaixo do mercado. Porque?

Fato: enquanto muitos não tem acesso a água potável, segurança alimentar e trabalho, uma parcela da população resolveu aproveitar a bocada e viajar. Essa atitude não é muito diferente daqueles que sacaram o auxilio do governo durante a covid mesmo não sendo elegível a tal simplesmente por achar que o governo tem uma dívida com ele.

Somos adultos, maiores de idade e somos plenamente capaz de responder pelos nossos atos.

No entanto uma pergunta não sai da cabeça. Num país que foca seu futuro mais em propaganda do que ação. Qual malandro poderoso ou ligado ao governo foi prejudicado a ponto do mesmo agora querer atuar na apuração dos fatos a fim de que isso não se repita…

E ja que abriu a caixa de pandora, porque não é pautado a dificuldade dos viajantes de usar suas milhas. Canso de ver voo disponível para comprar pagando a tarifa no entanto quando voce procura usar as milhas não esta disponível.

Ja antevejo a criação de cota de milhas por aqueles que entendem ser útil a segregação e ampliação de políticas públicas para arrebanhar eleitores.

No fim do dia somos gado daqueles que conhecem a máquina, sabem como funciona, usam e interfere a seu bel proveito sem consideração ao próximo.

Coisas do Brasil.