Bola Dividida

Não poucas vezes enfrentamos situações na vida equiparáveis aquelas do futebol quando dois jogadores enfrentam a bola dividida.

Por coincidência (ou não) em ambos os casos à saída requer esforço para sair da disputa. Ainda que nesses casos, quem ganhar, quem perder não ganha nem perde, pois todos perderão ao final, enfrentar situações como essa fazem parte da nossa missão na terra.

Esse esforço, necessário e indispensável para sair do problema, resulta do que neemias me ensinou, em maos a obra, quanto falou sobre a reconstrução do muro de israel para levantar a moral das pessoas e reestabelecer uma melhor condição de vida.

E como este existem inúmeros outros exemplos dessa ideia na biblia ligados a uniao, liderança ou mesmo princípio. Seja por Lucas, Mateus ou Marcos, essa ideia de acordo não é novidade na humanidade.

Então porque existe? Creio tudo começou quando Jesus foi acusado injustamente. Ainda que sem sucesso, pois terminou morto para nos salvar, esse ensinamento que também pode ser interpretado como um princípio é valoroso, esta ai para nos salvar.

Voltando aos dias de hoje, percebo não raras vezes a tentativa por outros de impor nova realidade sobre fatos ocorridos no passado.

Isso significa, para aqueles que sao arrogantes, preconceituosos ou na divisão ficam em cima do muro, que o confronto é uma realidade inevitável. Acabo mesmo no modo maos a obra seja para resolver, seja para sobreviver.

Assim vivo a vida.

Practice what you preach.

Você pratica alguma religião?

Todos os dias acordo cedo e peco a Deus misericórdia, serenidade e capacidade para lidar com as questões do dia e viver.

Percebo que a adoção da inteligência artificial com orientação a neutralidade, tem afastado cada vez mais, religião das pessoas, tudo isso em razão da tecnologia.

Os motivos sao obvios. Por ser assistente digital a IA não reza, não tem na programação orientação religiosa, se muito diz poder explicar todas as religiões com respeito e neutralidade.

Receita boa para o capeta, afinal, devemos todos os dias buscar nos aproximar a Deus para ser pessoas melhores e servir ao proposito por ele indicado.

A percepção de tal fato me obriga seguir em frente e ter poder de decisão. Para os ateus isso se resume em auto governo e livre arbítrio, ja penso diferente.

Somente através de Deus pude compreender o significado do perdão. Perdoar não é concordar, tampouco serve como gatilho para voltar a uma situação ruim do passado que gerou ruptura.

Pelo contrário.

Perdoar as nossas ofensas assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendido significa que podemos caminhar juntos na discórdia, sem que isso implique na mudança de opinião e fraqueza de caráter.

É poder olhar e falar, não concordo, não faco, não apoio porem te respeiti, te entendo, te amo. Ou de igual forma também implica poder dizer desculpa, errei, agora estou certo, vou acertar e seguir em frente numa nova pagina sem apagar o passado.

Fato: o passado não se apaga e nos ensina a conviver com os desafios do presente.

Não a toa temos um fardo a carregar. Tenho reparado que muitas pessoas mudam de vida apagando o passado e ando refletindo até que ponto isso é certo, serio e justo?

Se nas artes, no teatro, ouvimos antes das pecas que a produção não compactua com a linguagem de época, porque ali a história não foi apagada? Porque tudo o que pode não parecer bom por muitos é apagado? Isso nos faz ser melhores ou tão somente nos coloca em um ciclo vicioso de auto realização?

Não consigo conceber como alguem consegue virar a pagina da vida literalmente apagando o passado. Volta e meia me vejo refletindo sobre os ensinamentos que tive com base nas situações passadas.

Realmente sinto que não pertenço a muitos quadrados e esta tudo bem. Não nasci, não fui instruído ou educado para ser essa pessoa.

Ainda que no passado tenha me ejetado da igreja, que não tem nada a ver com religião, por conta da minha natureza afetiva, tempos depois entendi que nem mesmo assim estava só.

Isto se provou pelos milagres que recebi. Com aceitar essa situação sem uma reflexão se sou ou não merecedor disso? E quanto tempo demorou para me perdoar ate mesmo de não ir a igreja.

Hoje entendo que não estou so. O reestabelecimento da saúde, família e trabalho não veio por acaso. Nem mesmo a liberdade de escrever essas linhas aqui. Esta tudo realmente conectado e por isso nunca estou so.

Oremos!

Esse é o legado

Qual legado você quer deixar para a posterioridade?

Parece que foi ontem que tudo começou. Quando dito tudo, me refiro a iniciativa de escrever textos como esse para tratar de temas que passam na minha cabeça.

Comecei a fazer isso para transmitir a qualquer um que esteja disposto a usar seu tempo para ler essas linhas meus pensamentos.

Quando comecei não imaginei que teria o alcance de muitas pessoas ou até gerações futuras. A decisão foi bem simples. Senti a falta de um espaço na rede para de forma simples escrever a minha opinião.

Curioso é que hoje em dia, ter opinião parece esta fora de moda. A percepção disso logo no início levantou uma barreira muito difícil de superar.

Foi quando me dei conta que havia algo a mais ali que ia muito alem de retratar uma simples opinião, e que reflete a minha personalidade.

Isso me faz bem e certamente esta em falta no mundo atual onde tudo é melhor resolvido ou acomodado com a IA.

A inteligência aqui é analógica e a percepção dos fatos também, é preciso ler, escutar e viver uma boa dose de questões diárias para enfim refletir, escrever e postar.

Nada facil. Ainda assim resolvi complicar a equação quando sai da zona de conforto para gravar as reflexões ao volante. E como gosto de dirigir!!! Ainda que no início tenha sido dificil e tanto um quanto conflituoso, logo entendi o porque era importante fazer.

Em razão da complexidade do processo, ainda que mais imples do que guiar e fumar por exemplo, percebi naqueles poucos minutos que ao volante conseguia ignorar o telefone e falar.

Algo semelhante ao que fiz por anos quando fui a terapia. Vencida a etapa inicial de timidez, comecei com um unico proposito, qual seja, de fazer videos diretos, sem cortes, ainda que imperfeitos refletem na sua essência aquele momento.

Foi quando me dei conta da importância que tem a palavra ouvida. Quantas vezes ouvi coisas e acreditei ate mesmo no que não vi, apenas porque estava sendo dito por uma pessoa.

Desenvolvmos a audição ao longo dos anos e através dela é possivel aprimorar a percepção que se tem da pessoa.

Resultado geral disso foi muito bom, embora longe do ideal, vi nos vídeos que fiz ao longo dos anos vividas algumas características da minha personalidade. Até mesmo a acidez pela qual alguns temas são tratados esta la.

Voltando ao texto, quando me dei conta que o vídeo poderia ser complementar à ideia que gostaria de falar fiquei bem empolgado. É claro que não somos perfeitos em nossas ideias e acoes, essa característica pertence a Deus, é inalienável de sua existência.

A vantagem foi muito alem da complementação de um meio por outro. Essencialmente olho o conjunto dos dois para entender o resultado final do que faco e penso.

Com o passar dos anos percebi havia ganho uma vantagem sobre experiências passadas, que foi a melhor percepção sobre as coisas. Em termos praticos, ao falar e escrever me capacitei para entender temas e organizar ideias.

Esse é o maior legado que posso deixar, não é concordar ou discordar sobre o que escrevo e sim entender que em algum momento uma pessoa teve a coragem de dizer o que pensava, desde o conserto do carro ou liquidificador ao trabalho.

Esse é o meu legado, vai durar enquanto voce ler e ninguém tirar do ar…

A arte de transformar a tragedia em novela… (e não resolver o problema)

Depois de algum tempo acompanhando as notícias que chegam aqui sobre a tragédia do Rio Grande do Sul, comecei a pensar sobre o que não esta sendo dito. Por óbvio o resgate de um animal não é prioridade a ponto de ser veiculado em rede nacional, tampouco a chuva. No entanto, percebo que a imprensa tem reduzido o problema do Rio Grande do Sul ao nível do rio guaíba que tem provocado a enchente.

Foi quando me dei conta como a politica da propaganda, de um lado faz com que tenhamos uma imagem melhor da cidade e município, enquanto por outro negligencia necessidades básicas para nossa existência.

Fato: é mais fácil culpar a chuva e o nível do rio do que refletir sobre os motivos que nos levaram a essa dura realidade. A imprensa sensacionalista e nociva ao cidadão se alimenta da expectativa que cria em razão da angustia passada ao leitor sobre a possibilidade de chuva e aumento do nível do rio.

Estamos todos assistindo, ha dias, semanas, meses, uma catástrofe, pior do que guerra e ato terrorista em solo brasileiro, que se resume a isso. Uma espécie de jogos vorazes através da qual o governo, mal cria, mal educa, mal da estrutura, possibilidade e oportunidade ao cidadão, e agora ao invés de pagar a conta tornou todos telespectadores do problema climatico.

Nesse contexto, revela-se fácil, conveniente e prático culpar a chuva pelo alagamento, enquanto sabemos que a falta de infraestrutura e de ação pelos governos, ao longo dos anos, aliado a política da propaganda se tornaram o salvo conduto dos agentes públicos.

Olho para o Rio e me pergunto como podemos achar normal haver tanto show em Copacabana sem qualquer tipo de serviço relevante na manutenção e conservação de espaços urbanos. Coisas simples, como a ordem urbana aqui foi deixada de lado. Seria porque cobrar ordem tornam os agentes públicos impopulares?

Imagina se alguns bares perdessem um trecho da calçada para ter espaço de circulação melhor, ou os motoristas que param em fila dupla, por exemplo, ou mesmo aqueles que estacionam no meio da rua, ligam o alerta e fazem fila, fossem multados?

O resultado dessa inversão de valor tem causado mais prejuízo e dano a vida cotidiana das pessoas do que alegria. Porque ao sinalizar que vou trocar de faixa as motos que trafegam kilometros de distancia nos corredores aceleram e buzinam como se tivessem prioridade até mesmo as leis de transito?

Realmente morar e viver no Brasil é acostumar-se com tudo isso e não esta legal.

Acho que essa situação só vai mudar quando o povo realmente voltar a urna. Porque nem saindo na rua resolveu. Há uma completa inversão de valores quando se analisam aqueles que desejam o melhor para o povo na tentativa de rotular ao que melhor convém para explicar, ou seja, dependendo do ponto de vista da crítica você acaba rotulado a um ou outro grupo político.

Esse modo de operação só acontece porque os partidos estão loteados como clubinho. Poucos são os que votam naqueles que podem ser a oportunidade para contribuir na elaboração de melhores politicas públicas para todos. Melhor votar em quem é amigo do amigo, ou em quem se conhece para no menor problema ter a quem pedir, do que enfrentar o sistema aumentando as chances de quem quer entrar por espírito público e seguir a vida de forma independente.

Uma coisa é certa e ja vimos isso no passado em muitos partidos, quando se tem alguém que puxa voto e atrai não só os candidatos de seu grupo como outros puxados pela legenda, nem sempre eles se entendem, isso é bom para a democracia.

A democracia não existe e não funciona como meio de promover consenso entre as ideias, ela existe para aqueles que são comunitariamente organizados tenham influencia politica na sociedade através da elaboração de leis. E se não temos nas casas legislativas pessoas com disposição para enfrentar as questões que nos afetam todos os dias, porque historicamente temos problema, nossa realidade nunca vai mudar.

Com isso matérias como a fuga de presos por muro baixo ou de arame farpado vão aumentar, e não é porque era véspera de feriado, não. É porque sabemos que a noite o serviço público já deficiente é pior ainda.

No setor privado, lidamos várias vezes com clientes que pedem mais por menos. Exigem além do trabalho, processo e relatório enquanto no serviço público canso de ver gente se sentindo pressionada pelo estabelecimento de metas. Ainda que isso nem sempre seja saudável e de tempos em tempos nos exige estabelecer limites, é assim que basicamente o mercado se desenvolve e ganhamos mais ou menos dinheiro, enquanto isso o funcionário público tem a certeza que vai receber todo mês, com correção em alguns anos.

Reparem bem, da mesma forma que o fenômeno climático é responsável pelos problemas atuais no mundo, a falta de dinheiro para pagamento de salário pelo estado é consequência do endividamento do estado que ocorre através da implementação de politica pública ruim. Só que o governo se atrasa, quando atrasa, a manchete é sobre a falta de dinheiro e não do quanto se torrou, o quanto se perdeu, o quanto se superfaturou.

Desejo que os políticos, quando forem a imprensa, digam ao povo a verdade. É preciso começar de alguma forma a expor os traumas, feridas para se traçar um objetivo para sair do problema. Isso não deveria ser vinculado somente ao superavit ou a variação de moeda estrangeira.

Se as vidas perdidas são importantes, que sejam para nos ajudar a trazer dias melhores e não explorar a dor de quem fica e de quem perde como forma de ter engajamento em torno do que não é importante.

São esses os meus pensamentos.

Que tragedia!

Não é de hoje que algumas pessoas encaram situações trágicas utilizando a comedia. A exacerbação desse estilo de gestão me deixa indignado.

O andar da carruagem nos mostra como somos, por ironia do destino e as custas de quem sofre, expostos a contradições e situações humanas absurdas, sem qualquer reflexão.

Enquanto os meios de comunicação fazem de tudo para manter nosso foco nos desdobramentos da situação do Rio Grande do Sul, valendo de tudo, explorando até mesmo o resgate de cavalos, animais e por ai vai no centro das atenções, verdadeiros absurdos passam.

O primeiro é que o governo federal tem sido incapaz de ajudar as pessoas. Curioso como a câmara e senado trabalham rapidamente para aliviar algo em torno de 12 bilhões de pagamento por um emprestimo tão rapido, e demoram anos para votar assuntos que realmente interessam.

Exceto pelo retorno do DPVAT e do aumento da alíquota do imposto de importação.

Esses assuntos entraram em pauta em meio ao cinismo de alguns que declaram ver por traz de toda mulher uma maquina de lavar roupa. Ja escutei esse discurso antes quando alguém disse por traz de uma criança existe a imagem de um cachorro.

Infelizmente essa situação cômica ilustra a tragicômica que vivemos hoje. Nossa vida em razão da politicagem e dos meios de comunicação não melhorou em nada. Piorou.

A sociedade que outrora julgou um presidente a partir de suas declarações entoadas na imprensa brasileira segundo a qual dizia ter o mesmo cometido um pecado por mandar o povo ir trabalhar para não morrer de fome hoje é silente.

Por outra ironia do destino o Governo do Rio Grande do Sul vai ficar três anos sem pagar sua divida a união federal enquanto o povo recebeu seis meses de isenção do pagamento do empréstimo da casa própria na Caixa Econômica Federal.

Essa situação absurda, de quem diz, nosso grupo aqui negocia um prazo e você cidadão se vira para arrumar sua vida e voltar a pagar suas dividas em seis meses é essencialmente incompatível com a ideia de governo inclusivo.

Assim como o marketing em torno da reforma tributaria que novamente vai priorizar a taxação de muitos em detrimento de outros.

Porque? Porque vinte e hum anos depois da criação do programa do governo Bolsa Familia ainda existem milhões de pessoas penduradas nisso?

Simples, o governo não proveu condições de vida à proporcionar ao cidadão realizar a travessia para melhor condições de vida.

Parece que no Rio de Janeiro essa percepção foi bem assimilada pelo prefeito. Inaugura pracinhas se bobear com mais frequência do que a entrega de medalhas pela câmara dos vereadores.

Sabe aquele dinheiro inútil gasto na era pre olímpica? Então fiz um parque. Ninguém se aproveitou do mausoléu que aquilo deixou exceto o rock in rio. Poderia ter dado atenção aos remédios cujo estoque de alguns anda baixo e não é de hoje na clinica e hospitais públicos, so que não.

Seguinte vamos fazer o povo sorrir. Traz o mega show, patrocina outro de pagode, faz festa porque isso parece ser a única coisa que importa.

Enquanto isso o povo aqui some da urna porque não tem ninguém melhor para votar.

Voltando ao Rio Grande do Sul, sequer houve a formação de consórcio de imprensa para notificar se as doações estavam chegando ao destino, se os depositos estavam de fato doando os mantimentos a pessoas ou se haveriam desvios como alias ocorreu no evento tragico da região serrana. Muita publicidade em torno da arrecadação e zero de fiscalização, seja no gasto, seja na entrega.

Infelizmente o governo saiu na frente, discutiram entre eles, o clubinho decidiu quais renuncias fariam e quais impostos voltariam, tudo em meio ao caos.

Tenho algumas certezas quanto ao fim disso. O governo quando gasta, gasta mal. Paga-se muito mais em algo publico do que no particular. O governo não hesita fazer dividas para aprovar seu orçamento, seja secreto ou não, e também para aumentar a carga tributária pela criação de novo imposto.

Se tem alguém acostumado a fazer mais com menos é o empresário e o povo, que em última analise compartilha o pao ao preco de padaria sem inflacionar. A corda sempre rompe do lado de ca, ainda que ca entre nos, se o povo não tivesse saido em resgate aqueles da tragedia, se dependesse do governo para se mobilizar e fazer tudo sozinho teríamos mais mortos do que na pandemia.

Facil entender porque aqueles que não fazem o L votam em oposição.

Oremos por dias melhores.

Desses que estão ai, sei nao…