Vamos sorrir e cobrar

Se fosse possivel contar todas as vezes que a alegria se sobrepos a qualquer outra qualidade, diria que uns oito a cada dez comentários refletem isso.

Evidente que não tem mal em celebrar ou mesmo lembrar daqueles momentos passageiros, como assim faco quando o Vasco ganha ou não é rebaixado.

O problema está justamente em valorizar essa alegria esquecendo-se do nosso proposito, que não somos desse mundo, que por aqui tudo é passageiro até a existência eterna com Deus pai.

Agora entendo porque o Brasil ainda não deu certo, e francamente não tem como. Enquanto houver políticos e aspirantes se ocupando de promover shows para fazer a cidade feliz, e eventos para divulgar a felicidade como se isso nos desse credibilidade, nada vai melhorar.

Porque somos há anos prejudicados pelos alagamentos trazidos pela chuva, falta de luz, falta de agua, esgoto nem se fala, nem mesmo a tripa que se tornou o metro do Rio opera sem roubo dos cabos.

A felicidade daqueles que não querem nada além disso e trocam seu voto, sua vida e dignidade pensando em si antes dos outros, acaba no exercicio da democracia causando mais problema do que solução.

O Brasil tem que parar de criar selvagens. Respeito a lei de trânsito nesse pais não existe. E porque muitos que viajam são educados la fora?

Porque nesse ambiente hostil nada produtivo e que se consome para existir existem pessoas que so temem duas coisas, uma é o valor da conta dependendo do problema que quer criar e a outra… a Lei.

Nesse contexto é que pessoas se ofendem sem qualquer problema, porque esqueceram de amar umas as outras. Nem mesmo o peso da consciência tem para ajudar a repensar o mal que pregam aos outros.

Se não custar caro vai, ainda que seja ilegal.

Instala aí o quiosque na calçada, paga multa, muda a licença, refaz depois o alvará e gente não reclama porque o Rio bomba na vida noturna e ninguém se pergunta porque não bomba na ciencia e tecnologia, ou matemática la fora? Porque não bomba na literatura ou cinema estrangeiro? Porque fomos habituados a encarar como legal e normal tudo aquilo que nos afronta todos os dias.

Porque vivemos numa selva e ninguém fala disso?

Bem, talvez alguém venha a falar, assim espero, estou na lanterna dos esperançosos por dias melhores.

O que é! o que é?

Qual a semelhança entre o sistema criado pela emissora de tv que diz ser normal e compatível o baixo número de medalhas com a afirmação da reporter que carne para todos so com impostos porque não se poderia diferenciar nem beneficiar os ricos?

Ambas as afirmações foram feitas no contexto de normalizar situações ruins com base no projeto de cidadão imposto pelas autoridades.

E assim enquanto passam os dias, seguimos o baile na musica “e o de cima sobe e o de baixo desce” sem ter tempo sequer para questionar se esse é o tipo de País que queremos, ou mesmo se em razão desse raciocínio quais seriam os cortes de carnes, e por quantos dias uma reporter poderia comer esse tipo de comida, qual veículo é bom para ela e quantas viagens de avião são autorizadas.

Porque esse é o panorama ruim que vejo implementado pelo governo e partidos que ai estão, supostamente para nos dar voz, quando a verdade é que existem para suprir interesses próprios.

Funciona mais ou menos assim, sabe aquele evento do passado? O rio + 20? Então precisamos ter um evento mundial mesmo que seja do baixo escalão, repete com o nome parecido agora cop20 e vamos esperar que o povo faça recall.

No Rio a desordem impera recheada de altos índices de criminalidade que só não existem para aqueles policiais que fazem blitz com duas motos, certa vez quando perguntados o motivo de tamanho transtorno responderam “voce e especialista de transito e segurança publica? Indices de roubos caiu para zero na região”.

Não a toa hoje pela manhã o reporter da CBN em retrospectiva as diretas afirmou que um apresentador após desistir de se candidatar a uma eleição liberou seus funcionários para votar em quem desejassem. Curioso, anos depois e logo apos as eleições o banco dele especializado em microcrédito foi socorrido pelo Banco Central. Coincidência ou conveniência?

Esse estilo se governar abrange múltiplos partidos e políticos. Estes elogiam uns aos outros como se fossem a ultima fanta do deserto.

A partir da mente mesquinha deles surge incentivo para carro eletrico sem qualquer estrutura para carregar. Decidem quais carros estarão isentos de impostos, ou com impostos reduzidos para que toda família brasileira em suas multiplas classes possam usufruir alguns bens ainda que não tenham condições de mantê-lo. E provoca seus usuários a reclamar do valor do kilowatt como se tivessem eles investido na rede.

Saindo do que é caro, vejam quantos puderam ter acesso aos eletrônicos e eletrodomésticos sem ter agua, esgoto, luz, saude e segurança. Vamos dar tablet aos alunos, tirar a caligrafia, vamos deixar fazer prova virtual e fazer questões respondidas pelo chat gpt para essa pessoa se sentir pulando de fase ainda que atochada no mesmo lugar.

Gostaria que o Brasil fosse o pais da oportunidade e não do incentivo, que permite as pessoas viver com dignidade dos seus salários como prometido na constituição de 88.

De la para ca, direita ou esquerda tem sido somente motivo para fazer plateia brigar uns com outros e perder o foco do que é importante. Porque nossa moeda vale cada vez menos? Porque a cada 12 meses instaura-se o caos com aumento de preco? Porque dependemos do mundo para ter tecnologia? Porque exportamos tanta comida e aqui taxamos os ricos e pobres criando fome??

De olhos bem abertos

Como você se descreveria para alguém?

Começaria pelos pontos que acho são óbvios. Procuro sempre ajudar o próximo, quando percebo estou ja administrando os problemas de outros.

Sempre procuro ser claro e preciso nas informações.

A maior dificuldade é ser amigável em algumas circunstâncias, ainda que não tenha nada haver com o problema, acabo entrando de cabeça em algumas situações que me consomem.

Aprendi a me calar e fazer do meu lado o que penso ser correto. Aprendi a ignorar aqueles que não sabem confiar, não aprenderam a se perdoar sequer ouvir e repensar as questões.

Quando vejo estou diante das mais diversas tarefas a serem cumpridas.

E assim viro o dia

Mente medíocre

Hoje pela manhã me surpreendi com a declaração de uma economista dizendo que o problema na desoneração da carne é favorecer grandes grupos de empresários e restaurantes, porque consomem carne mais cara.

Que pensamento mesquinho esse. Primeiro porque somos todos iguais perante a Lei, independente de qualquer outro atributo. Segundo, em que pese a iniciativa do governo em universalizar o acesso a picanha, temos impostos indiretos muito altos.

Agora o que mais chama atenção é a propriedade segundo a qual a entrevistada disse que não poderia favorecer os mais ricos que tem preferência por um tipo carne.

Porque nao posso comer cha? Patinho? Dianteiro ou acem? Me parece que o grande assunto por traz desse tipo de comentário é o projeto de governo do que é o cidadão padrão brasileiro. Quais benefícios deverão fazer jus?! Quanto deve ganhar de renda?! Qual vida pode levar.

Por traz desse discurso vejo claramente a imposição da limitação a cada um de nos Brasileiros. Não temos na ótica do Estado como mudar de patamar de vida, somos essencialmente um projeto de cidadão, fadados a permanecer nesta ou na classe inferior.

Ainda que esta ultima seja contemplada com mais benefícios, esses auxílios quando se entra dificilmente sai seja porque o governo nao ajuda, seja porque o particular não ajuda.

Fato: para grande maioria do povo a alta do dolar pouco interessa.

O governo criou um estigma que precisamos ser felizes, assim a desordem existe em detrimento de shows e eventos, como o G20. A alta do dolar nem para isso importa, afinal ficamos mais baratos para aqueles cuja moeda é mais forte.

No entanto tem um punhado de medíocres que usam a economista para dizer com alguma propriedade qual a agenda que importa. E ela certamente come carne, viaja e anda nos meandros do Poder com esse discurso.

Desejo que o povo coma a carne de rico, que tenha acesso ao emprego, que se torne empresario e suba de vida, não seja refem dessas mentes medíocres ainda que estejam essas no comando do Brasil.

Qual é a coisa mais antiga que você tem e ainda usa todo dia?

Tenho um acervo de coisas antigas que uso ate hoje. Por mais que a evolução nos ensine a trocar o antigo pelo novo, me vejo seguindo a velha rotina.

Então meu auto favorito é de 1994. Ja tem ABS, airbag, alguns reles e fusíveis cartucho tipo fusca. Reclama pouco ou quase nada das nossas ruas, roda suave; é grande, analógico e confortável e o marcador de combustível não tem a indicação de vazio. Ao invés tem o R de reserva, que ascende uma luz amarela indicando que tenho uns 5-7 litros de combustível. Ou seja, o suficiente para chegar no posto e resolver a vida em poucos minutos.

Ele, junto com os discos de vinil, fita cassete e videocassete compõe o acervo de coisas antigas usadas diariamente. Inclusive um 486 dx2/66 que montei.

Nossa que gloria! Bons tempos aqueles.

O que ha de errado comigo que insisto usar tecnologia antiga em detrimento da nova?! E o porquê desse saudosismo? Acho que em parte vem do fato que testemunhei o nascimento ate o fim de alguns desses dispositivos, como o Fax por exemplo.

O lado do ruim é que essa experiência levantou a regua e fica difícil aceitar os muitos produtos de qualidade qualidade inferior que ai estao.

Salvo a geladeira, que decadas depois foi trocada por uma nova, porque consome bem menos energia, e isso não significa que a mais nova seja melhor, tudo la em casa roda na base de coisa velha. Da central pabx a campainha, esta tudo ligado.

A dificuldade em manter esses equipamentos existe. Cada vez mais temos menos mão de obra especializada para consertar equipamentos eletronicos. Os mais antigos sofrem a praga do capacitor que vaza e o liqüido danifica a placa.

Assim aconteceu no computador e também em muitos outros equipamentos também. É preciso ter um pouco de sorte e perseverança para arrumar as coisas, e o custo sai caro.

Ai é que o bicho pega. 30-40 anos depois parece que no Brasil existem poucos técnicos em eletronica. Fiquei muito surpreso quando a máquina de lavar roupas quebrou e o tecnico para mexer precisava de um acesso remoto do engenheiro da brastemp. Como assim? Quando foi que complicamos a vida dos outros a esse nível. E a solução foi a troca de uma placa.

Sou critico da industria atual. Os produtos não estão mais baratos, e muitos dão um tilt, ê o telefone que trava, o módulo do automóvel que reclama da programação (como se pudessemos nisso alterar). Sao muitas as situações do dia-dia que necessitam de intervenção nossa para chegar la.

Esse papinho ambiental não me seduz, se ja produzimos, melhor manter do que produzir novo. Nem mesmo os forros de porta de plástico reciclado sao aceitos. Afinal os produtos estão mais caros e de qualidade inferior apesar da diversidade de funções trazidas pela tecnologia.

Fato: a tecnologia nao substitui a necessidade de pensar. Um chat não vale nada se na essencia voce não conseguir contraditar.

Viver é violento, ter opinião sobre as coisas não é facil, ainda assim prefiro viver opinando, tentando, mudando do que viver endossando uma opinião ou estilo de vida.

Xo falsidade, e esta tudo bem!