Reflexões sobre a vida, ética e o cotidiano — e respostas diretas sobre o que penso e o que diz o Direito
Autor: Pedro Vaz
Sou Pedro Vaz, advogado, escritor, curioso por natureza, carioca, casado com Paulo, pai do Nino 🐶, nina 🐶, avo de Gabanna 🐶 e Alice 🐕. Criei o projeto Seu Direito para aproximar pessoas comuns ao conhecimento jurídico sem formalidade desnecessária. Minha trajetória passa pela advocacia empresarial e civil no Brasil, com experiencia em legislações estrangeiras, fruto do trabalho para empresas internacionais em diferentes jurisdições. Tudo começou no curso de extensão na Universidade da California, lá aprendi governança em contextos globais.
Comecei a redigir esse blog dois anos depois da eleição em 2012. Infelizmente muito do que fiz em 2010 e 2011 foi perdido.
Naquela época essa ferramenta exigia a hospedagem de servidor dedicado. Por fim exigia conhecimento de programação para montar plugins e atualizar o sistema. Por não ter esse conhecimento específico perdi a database do primeiro blog.
A ideia inicial sempre foi basicamente a mesma. Procurei um lugar para escrever o que me vinha a cabeça. Depois no YouTube disse que faria o mesmo em video para a posteridade.
Apesar de ser uma ferramenta publica, não tinha ainda muita noção do impacto em nível pessoal e social por oferecer a todos reflexões autenticas.
Falta ao mundo pessoas criticas e receptivas ao diálogo. Se alguma coisa isso me rendeu foi aprimorar o conhecimento que tenho sobre mim. Até então o único meio havia sido a terapia. Ainda sinto saudade das sessões com a Geny.
Fato: Ao me entregar aos textos e ideias de peito aberto descobri muito de mim.
Por exemplo: Aprender a dizer não quando necessário e me valorizar, foi um aprendizado duro que tive e escrevi por aqui no texto como a melhor versão de mim.
Muito recentemente escrevi sobre o apreço que tenho a objetos antigos e com história.
Em tantos outros critico a sociedade. Afinal percebo de um lado que estão passivos ou omissos no entanto querem seus problemas resolvidos. A situação piora quando a pauta dos problemas é mais pessoal do que social.
Nada me impressiona na mídia tradicional hoje em dia. Tudo é artificialmente feito para conseguir engajamento.
Busco através dessas linhas estimular critica ponderada, assim como tento ser na minha vida. Seja consertando carro velho, relógio ou qualquer outro desafio
E como diriam os portugueses: vamos a isto!
What change, big or small, would you like your blog to make in the world?
Ainda que o ditado popular diga que a curiosidade matou o gato, esse aqui — vou me apropriar do elogio pela primeira vez na vida — tem sete vidas.
Das sete, umas três eu já usei sendo curioso com assuntos que poderiam ter me custado a própria vida.
Passada essa fase, a chamada “melhor idade” — termo elegante para evitar assumir a velhice — tem me feito refletir não apenas sobre o que aprendi, mas também sobre o que gostaria de ter feito diferente. Especialmente considerando que não sou deste mundo e que Deus, a qualquer momento, pode me entregar um desafio cuja solução mude muita coisa.
Quando me dei conta disso, passei a viver todos os dias. Simples assim. É o que tenho para hoje.
E aquela curiosidade que antes me colocava em apuros? Ela também mudou. Como eu mudei.
Hoje, ela é voltada para viagens com significado — e, se possível, algum estilo. Não me canso de pesquisar lugares bons para tomar café da manhã. Não precisa ser elegante: se tiver história, estou lá.
Diante da onda de calor que enfrentamos no mundo, tenho me sentido curioso por destinos com clima mais ameno — de preferência saindo de Lisboa, onde estou agora.
Quem me lê há algum tempo já percebeu que tenho interesse — e uma visão crítica — sobre política, tanto nacional quanto internacional. Não é de hoje que venho questionando temas dentro do que consigo enxergar e compreender.
No campo profissional, precisei me interessar por assuntos ligados à economia e finanças para entender e operacionalizar o reenquadramento de Basileia. A curiosidade me levou até aí.
Também nunca deixei de me interessar por pessoas influentes — sejam empresários, políticos, pensadores, ou qualquer um que mova o mundo com ideias ou atitudes.
E onde essa curiosidade me levou?
A redigir textos e e-mails com clareza profissional — alguns com tom formal, outros bilíngues. Me levou a criar conteúdos com estrutura e precisão. E a manter o pensamento afiado.
Mas a vida não se resume ao trabalho e às relações que dele decorrem.
Desde pequeno, sempre tive um olhar estético voltado para a arte. Do clássico que aprendi quando jovem ao contemporâneo, como as obras de David Gerstein, que ainda hoje me surpreendem.
A curiosidade também me levou a olhar com carinho para o carro de 30 anos que uso diariamente e o relógio da década de 40 que funciona à corda — ambos ainda ao meu lado, com firmeza e presença. Percebi, com isso, que há muita coisa boa no mundo que não precisa ter uma marca estampada para ter valor. Da mesma forma, muitas marcas de hoje já não representam mais a excelência de outrora.
A pergunta é interessante. Gostaria que fosse simples de responder — e, no entanto, ultimamente venho me questionando o que seria, de fato, um dia tipicamente normal para mim.
Ainda que a normalidade não exista em sentido estrito, gostaria que meu cotidiano se encaixasse dentro de um espectro de situações comuns a todos, por vários motivos. Entre eles, a segurança de viver e ter algum controle sobre os acontecimentos, o que, por sua vez, ajuda a reduzir a ansiedade. Confesso, porém, que minha ansiedade persiste. Tento canalizar essa energia para a dieta e a academia. Quero envelhecer bem — fazendo exercícios e, muitas vezes, morrendo de fome.
Um dia previsível, controlado e seguro tende a despertar também um sentimento de pertencimento. Afinal, quando meu dia se assemelha ao de alguém, ele acaba ganhando um valor a mais — torna-se mais especial.
A conjunção desses fatores forma o alicerce da estabilidade emocional. É isso que me protege do medo do caos.
Mas qual é, então, o problema?
Vivemos em meio a um caos involuntário. Não importa o que façamos, seremos sempre atingidos — pelo humor, pelas decisões, pela especulação de terceiros.
A nova realidade nos obriga a buscar soluções diferentes, muitas vezes não convencionais, diante da exaustão provocada pelos caminhos antigos.
Começo a achar que “dia típico” é uma utopia.
Meu dia é tudo, menos típico. A realidade que enfrento é feita de questões complexas, algumas perturbadoras.
Felizmente, mantenho tipicamente o hábito de escrever aqui — mais do que gravar. Talvez isso seja meu maior ponto em comum com outras pessoas.
Escrever, no fim das contas, é o que mais me aproxima do que pode ser considerado típico para todos nós.
Escrever e agora celebrar o fato que consegui perto dos 50 chegar a minha melhor versão! Enfim magro. Nada típico, nada fácil porem com a rede de apoio que criei com meu marido e muitos que nos assistem no foco a dieta e exercício, esta dando certo.
Melhor desejar bom dia a todos, abaixo a tipicidade. Somente assim sabemos que estamos próximos de Deus, pequenos e humanos.
A Nespresso aprendeu rápido e pegou carona na filosofia de ofertar ao consumidor o que ele não precisa para depois deixar refém do produto.
Assim foi com o modelo tradicional e suas capsulas exclusivas para o paladar ate mesmo do mais exigente.
Para manter o cliente fidelizado vale tudo. No inicio, a aquisição de um numero determinado de capsulas dava direito a desconto em maquina. Depois quem assinava o clube ganhava capsula.
Resultado, a cultura do café até então inexistente na minha vida passou a existir de forma ostensiva.
Depois de muito tempo surgiu novo modelo de capsula que fazia um cafe cremoso através do giro em alta rotação.
Nossa, que delicia. Não demorou comprei a primeira.
Não é que o café é gostoso. Rapidamente me tornei fan dessa tecnologia e passei a divulgar a todos porque incorporada foi na minha vida.
Rápido chegou rapidinho se foi. Pouco mais de tres meses depois a maquina enguiçou. Comprei a segunda que um mês depois quebrou.
O reparo foi uma catástrofe.
Imagina voce deixar um produto novo para conserto e receber o mesmo arranhado ao que presumo pelo transporte.
Nem pensar.
Essa história esta longe de terminar.
As duas primeiras maquinas funcionaram mal, uma foi substituída e outra reparada. A empresa teve a ousadia em dizer que um lote vendido no Brasil estava defeituoso.
Se o lote da cor vermelha no Brasil não funciona, o da cor cinza em Lisboa convive comigo ha uns tres anos sem qualquer problema.
Logo depois que a maquina sambada (ou reparada) pifou de vez joguei fora e aproveitei os créditos do clube e comprei a terceira maquina. Dessa vez preta.
Não é que hum mês depois ela quebrou.
Ou seja no Brasil o padrão de qualidade dos equipamentos certamente é inferior aquele vendido na Europa.
Ainda que traumatizado pelos atendimentos anteriores, 1-2 hs depois de muito esperar consegui agendar a visita técnica em casa, afinal soube do surgimento dessa modalidade.
Foi bom? Não.
Foi horrível, primário. Não so a pessoa arranhou o equipamento novo, trocou por duas vezes a cabeça da maquina que continuou sem funcionar direito.
Explico, o cafe e extraído em duas fases, a primeira da espuma que dura um certo tempo, depois a maquina diminui a velocidade ao passo que esquenta o cafe.
Quando disse isso ao tecnico ele pediu para fazer o cafe denovo, alias, gastou 6 capsulas minhas testando, um absurdo!
Demonstrado que a maquina não funcionava direito escutei “prefiro a que ferve o cafe” “para mim não tem defeito”.
Não sei de onde ela tira esse tecnico, a julgar pela marca de chave de fenda na maquina nova certamente é um trocador de peca, sem instrução técnica alguma, apenas uniformizado e educado.
Isso resume o caos que é a assistência da Nespresso, sem falar da baixa qualidade da maquina.
Recebi alguns emails pedindo para levar a maquina a um ponto de coleta em Copacabana. Perguntei se poderiam trocar a maquina afinal de contas entre as que ja dei de presente (como fui burro) e as que tenho ja se foram 4-5 máquinas.
A resposta bem simples “se tem reparo não trocamos”
So que não repara, e ainda quebra a maquina.
Não contente em entubar tecnico incompetente, quase exigiu que levasse eu a DHL para o equipamento ser consertado.
Francamente, não sou boy da marca. Exigi que o tecnico fosse la em casa mesmo porque estava na garantia.
Por fim entendi, seria mais do mesmo, a empresa é falsa na forma que atende as pessoas. Não é possível reclamar na loja, a loja não troca, a linha cai, o telefone demora, estão ai so para cumprir obrigação legal, nada mais.
Desisti
A maquina nova preta esta la quebrada e arranhada, vou investir no modelo que colocamos grão. Nada é tao ruim como é a Nespresso em termos de assistência técnica.
Tivesse eu noção do que seria jamais teria embarcado nisso.
Essa talvez seja a melhor experiência e aprendizado. Bom não ter.
É difícil interpretar o atual momento político brasileiro à distância, sobretudo quando as informações chegam filtradas por noticiários. Ainda que jamais saibamos ao certo os interesses e disputas reais por trás dos acontecimentos, é através dessas narrativas — parciais, editadas, às vezes mal estruturadas — que percebemos alguns movimentos preocupantes.
Na cobertura recente da GloboNews, por exemplo, chamou atenção a falta de rigor informativo. Uma repórter afirmou estar relatando os fatos com base em “alguém me disse”, e logo em seguida reconheceu não ter conhecimento suficiente para fazer uma avaliação política. Ainda assim, produziu uma narrativa embalada como opinião, mas apresentada com a autoridade de quem dita verdades. Esse tipo de conduta evidencia o colapso entre informação e propaganda — e empobrece o debate público.
Mas o problema não é só a imprensa. Se o governo brasileiro confia tanto na democracia que afirma defender, por que a estrutura do Estado age com tanto temor diante de ações supostamente articuladas por figuras sem poder institucional? E mais: por que a Justiça é tão célere e implacável para uns, enquanto outros esperam por anos uma resposta?
A seletividade da atuação institucional é visível. Em nome da soberania, persegue-se com agilidade quem é considerado adversário político, enquanto a população comum segue submetida à morosidade estrutural do Estado. Ainda que envolva um ex-presidente, tribunais e pressões internacionais, o verdadeiro sentido de soberania reside em planejamento, transparência, respeito ao devido processo legal — e isso, infelizmente, está em falta.
Hoje, o Supremo Tribunal Federal parece atuar como extensão do Executivo, adotando medidas que beiram o abuso e rasgam, na prática, os princípios constitucionais que deveria proteger. Cercear o direito de fala, de resposta, de ir e vir — tudo isso configura o esvaziamento do Estado de Direito. O que se vê não é justiça: é intimidação institucionalizada.
Recentemente, o país recebeu uma sinalização externa de preocupação — uma “carta” que, entre linhas diplomáticas, critica arbitrariedades jurídicas relacionadas ao ex-presidente. A reação do Judiciário foi ainda mais grave: restrições adicionais, mais silêncio, mais cancelamento. Bolsonaro, por mais controverso que seja, é hoje uma figura cancelada institucionalmente. E o Brasil, ironicamente, se esforça para materializar — e exportar — essa perseguição.
O mais preocupante é que essa lógica pode se voltar contra os próprios ministros. Se o sistema de compliance das instituições internacionais, que dependem financeiramente do Brasil, for levado a sério, os excessos praticados aqui terão consequências. Afinal, até que ponto a obediência ao “mando” de ministros se sobrepõe ao cumprimento das normas internacionais?
Vivemos um Brasil que ainda opera na lógica da força. Um país que impõe medo para garantir a vontade de poucos sobre a maioria. O mesmo país que a geração dos meus pais evita lembrar — e que agora volta a dar sinais de que nunca deixou de existir.
O tempo mostrará até onde isso será tolerado. E até quando será possível sustentar a democracia no grito.