Conivente ou conveniente?!

O Brasil se tornou a nação do ti-ti-ti. Recentemente li algumas notícias sobre a interpretação do rol taxativo da ANS em julgamento no Superior Tribunal de Justiça.

E não faltou adjetivo, narrativa jocosa e crítica ao STJ por ter dificultado e muito a vida de quem precisa do seguro de saúde e muitas vezes tem o pedido de cobertura negado pela seguradora.

Ninguém falou da ANS… e do SUS? (Silêncio)

Ainda que não seja o Brasil um país que propicie o livre exercício de pensar da escola ao emprego, porque aqui o ensino publico ou particular obrigatoriamente segue um método próprio ditado pelo governo federal que compreende política essencialmente de esquerda e não permite ao trabalhador ter mais salário e menos encargos, tornou-se hábito reclamar.

Então é mais fácil bater na toga do que repensar o sistema, porque do sistema esses que reclamam vive direto ou indiretamente. Seja elegendo quem diz que vai fazer uma nova política pública, ou quem vai a pretexto do problema reformular a que ai esta, ou até mesmo quem vai lutar.

Quem vai trabalhar para repensar o estado?

Porque o Brasil se tornou o país que criminaliza quem realiza atividade mercantil?

Porque o empresário enquanto mercantilista pensa no bolso primeiro e depois enquanto consumidor pensa no seu direito primeiro.

Enfim me admiro ver tanta gente bem sucedida de expressão seguir o mote de bater na justiça enquanto seus eleitos vivem do aparelhamento do estado.

Imagina o tamanho do conflito…

Seus filhos no sistema de ensino aprenderão que ANS Foi criada em 2000 e é vinculada ao Ministério da Saúde. Tem por objetivo promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regular as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores…

Então porque papai esta com raiva?

Temos 10 agências reguladoras no que classifico ser uma herança maldita do aparelhamento do estado cujo marco inicial se deu no governo Fernando Henrique Cardoso, a saber: ANATEL, ANP, ANS, Aneel, ANVISA, ANA, ANCINE, ANTAQ, ANTT, ANAC.

Todas lotadas de técnicos públicos, orçamento grande, certamente com muitas indicações.

O cavalo de troia chegou, foi implantado derrepente muitos, sem pensar, seguiram no automático a ideia nada original de bater no tribunal. Nem o Conselho Federal e Regional de Medicina bateram.

Por trás disso vejo a manipulação da imprensa. Temos apenas dois candidatos, não mais que isso e uma série de pesquisas que servem para ajudar na eleição na medida em que o povo que esta ai sem direito no sub aglomerado e a beira dos serviços ineficientes do estado vota para ganhar, não é para perder.

E ganhar é van, onibus, asfalto, líder comunitário, política pública de massa, ainda que assim tenhamos mais estado menos economia e menos emprego.

Ate quando?!

O que esta por traz da raba

Hoje pela manhã resolvi depois do café ligar um dispositivo bluetooth no mais novo e velho aparelho de som que fica na sala. Coisa de gente velha mesmo que não se rende as caixinhas portáteis ou a nova moda de soundbar que substitui tudo.

Tudo pronto, vamos ligar e testar. Na falta de música a mão liguei o Spotify e surgiu a lista hits da internet com músicas brasileiras, a seguir:

Bota de ladinho de ladinho….

Saudade da quicada malvada…

Estampado o desejo de dar a xereca…

Senta no meu pau duro as xereca as xereca no chão…

Vou surfar nessa bunda gigante…

Mina gostosa, no beat ela encosta, rebola no pique Anitta. Escuta a batida do ela vira dançarina. Ah doida pra sentar…

Eu por baixo, tu por cima. Aquela adrenalina, voce toda possuída.…

Faz caras e bocas descendo. E depois empina. O rabetao pro pai. Ela joga e vai…

Essa lista não apareceu a toa, nem foi o Spotify responsável pela criação deste lastimável conteúdo. Em comum, todas as letras tem a vulgarização da mulher, ainda que seja através do suposto e pobre empodeiramento da genitália.

Tudo começou com uma rebolada e agora a cultura popular que representa um conjunto de saberes e valores, tradições esta contaminada pelo objeto mulher.

É a mulher poderosa, que rebola, que senta, que quica, que é louvada popularmente. Não só esta, como também aqueles que andam de glock e mandam na porra toda hoje representam a cultura da massa em larga escala fluminense.

Se esses são os elementos indispensáveis a distribuição dos direitos equânimes para melhor vivência humana através do empodeiramento da mulher na clássica definição do que é uma das vertentes do feminismo tenho profunda pena pelo dano a imagem da mulher.

Imagine so uma criança se criar em torno do louvo a sentada, da xereca, a violência e do combate como meio de sobrevivência.

E esta tudo bem, afinal é isso que a geração moderna prega.

Fato que o ser humano no passado temia basicamente duas situações que poderiam lhe trazer grande aporrinhação: as que o colocavam na cadeia, e também aquelas que o faziam pagar e perder dinheiro.

Modernamente isso não existe. A afronta a esses valores é normal. Ai de quem impedir. Pode-se escutar essas músicas qualquer hora do dia, estão à disposição para qualquer um.

Acho que a limitação de idade não resolve porque sempre há burla desses meios e, entranhadas na cultura como estão não tem jeito.

Uma grande campanha de comunicação e conscientização para início de conversa me parece ser a solução. Um movimento para botar abaixo a vulgarização das pessoas, do sexo e de suas escolhas.

Quantas antas vão resistir ao fim de seu legado? A quem interessa propagar isso de mãe para filha?

O que o governo vai fazer sobre isso?

Passado muito presente

De tempos em tempos me dou conta do quanto sou atropelado pela tecnologia.

A evolução proporcionou a universalização. E com isso, novos usos. Se no passado a dificuldade era ter um equipamento capaz de nele programar e se conectar a internet, hoje não existe dificuldade a conexão.

Nossa presença em todos os sistemas se resume a duas expressões: on line/off line.

É difícil encontrar quem não tenha o hábito de deixar de olhar o celular ao dormir e acordar.

Muitos pautam seus dias com base nas conversas e notícias recebidas. Poucos se perguntam quem pauta a notícia e qual o interesse e relevância dela em nossa vida?!

A quem estamos servindo por ser audiência dos links patrocinados e das matérias a nós empurrada.

Fato: computadores velhos para muitos são obsoletos porque não tem a capacidade de processar páginas atuais e subsistemas da internet.

Por ter a evolução tecnológica substituído a programação pela utilização de aplicativos, a quase ninguém interessa aquela máquina lá.

A inovação e tecnologia não poderia, jamais, abandonar sua própria história de desenvolvimento, criação de hábitos e por aí vai em detrimento do que se pode aprender no presente.

No equipamento antigo a resposta não esta na mão. Tem o tal de aprender uma linguagem e mandar um comando para, algumas vezes, ter por resposta… um texto.

Ainda que não seja no presente a utilização destes equipamentos óbvia, o entendimento do que é a tecnologia passa pelo aprendizado de sua evolução, do passado muito presente, ao que hoje pode gerar.

A transformação da sociedade passa pela tecnologia, pela técnica e pela inovação.

Por isso, sem esquecer do passado e com olho para o futuro não deixo de usar e programar o que ja foi o presente e me deu base para usar todo e qualquer dispositivo moderni e atual de informática.

Ainda que esse nome seja ultrapassado, quem se lembra?!

Exterminador do futuro no presente

Não é de hoje que o tema inerente ao perigo que futuras gerações estão correndo existe, basicamente em razão da evolução tecnológica.

Quando pequeno me recordo que fiquei bastante reflexivo pelo filme de ficção científica De Volta Para o Futuro.

Naquela narrativa ainda que tosca para os padrões atuais pensei, como poderia a humanidade chegar ao ponto de ter sua sobrevivência em risco pela evolução da máquina.

Quando seria que esses equipamentos até então tendenciosamente bem visto nos filmes tipo Super Maquina iriam se libertar? E porque o alvo seria justamente seu criador? Qual a mensagem que aquele tipo de filme iria passar.

Em que pese naquela época não existir sequer o fax, telefone celular e até mesmo a internet, nos primórdios da evolução da computação um padrão de ameaça surgiria foi inimaginável. Tão surreal quanto acreditar que a inteligência artificial do HAL 9000 criado pela IBM no filme de Stanley Kubrick existisse em 1968 existisse.

Ou seja 17 anos depois de 2001 uma odisseia no espaço, ainda que o ano fosse 1985 me assustei com o poder de fogo, violência e potencial de morte poderia desse tipo de tecnologia existir.

Esta mensagem não parou por aí. Em que pese a realidade Jetsons cativante nunca ter existido, 15 anos depois, ja sob o domínio do celular e da grande rede o tema chegou a ser apresentado como Matrix.

A partir daí todo aquele que o filme assistiu entendeu o recado. O quanto da sua vida que se baseia na utilização pesada da tecnologia existe? Qual o risco que sua opinião a ela pode acarretar? Do que precisa o mundo para que todos possam viver em harmonia?

Aquela reflexão era necessária. Ainda que não tenhamos feito direito pouco tempo depois no filme iRobot mostrou-se em nova versão que a percepção de autonomia de controle sem ingerência humana seria um risco que nos levaria a brigar para assegurar nossa existência.

Esse momento do passado hoje chegou. Canso de ver pessoas abduzidas por tik tok, mídia social e um padrão artificial de vida desde que caiba no espaço da foto. Nosso inimigo não são as armas nucleares, ainda que estocadas como demonstração de poder.

A guerra esta na forma pela qual nos colocamos ativa e passivamente na vida em razão da tecnologia. E o que percebo 38 anos depois da primeira reflexão sobre isso é que, embora presente, irrenunciável e indelével de nossa existência, uso a tecnologia como meio de entrega e não produção de conteúdo.

Em que pese seguir a humanidade na máxima do nada se cria tudo se transforma, percepção que coloca em risco a tese de pensamentos livres e originais de nós mesmos, percebo que estou constantemente pensando em soluções para casos cuja argumentação simplesmente não esta no sistema. Não está lá, então fica difícil explicar para os mais adeptos ao trabalho na base da temática atual o objetivo.

Não raras vezes explico alto que é percebido porém não assimilado. Essa característica da otimização da vida em razão da facilitação de tudo pela tecnologia está retirando de muitos o poder de síntese.

Se você acha que o problema do mundo e do aumento de preços esta ligado principalmente a guerra da Russia, bom repensar. Inimaginável ver comoditie como o aco que historicamente é competitivo e barato no Brasil ficar caro. Derrepente a guerra foi a cereja do bolo para uma parcela, aproveitando o banho de sangue lá ganhar mais.

E nessa guerra que implica usar civis como arma para promover o endosso a anulação de um povo sem pensar é importante dissociar pessoas de regime. O povo da Russia não é diferente de qualquer outro que esta sob regime dos chamados ditadores.

Também não é diferente daquele que existe no Brasil e foi lesado pela incompetência, inconsequência, ganancia e pelo ego de muitos políticos Brasileiros.

Aqui ciclovia cair é normal. Ônibus sem funcionar é normal. Ônibus sem ar condicionado é normal. Estação do metro fechada e alagada é normal. Linha do metrô ligada em Y também é normal. Aqui morrer por qualquer tipo de gripe, violência urbana é normal.

A normatização da barbaridade e impulsionamento dos temas via mídia social é surreal. É um exemplo prático de guerra que vivemos todos os dias. Desse embate o número de mortes vai além dos que perdemos para o Covid, ultrapassa a falta de estrutura e respeito de muitos pelas autoridades policiais que são precárias da delegacia a patrulha.

É normal até mesmo burlar a lei para fazer justiça. Debate-se acerca da censura do telegram em virtude de pautas atrasadas impusionadas por algoritmos, e ninguém reflete a conversa da vaza jato.

Onde foi que nós falhamos ou fomos manupulados a ponto de ignorar os erros do passado, não refletir ou dar importância as consequências pelo que tudo ai esta.

Não sei, apenas sei que continuarei a lutar aqui e pelo Brasil independente da guerra da Russia, para não permitir apoio a países que vivem as custas da ditadura da mesma forma que outros buscam se beneficiar pela supremacia econômica.

Meu norte simplesmente é o Brasil, seja la onde ele esta e como for. Ainda que a vida moderna imponha usar aplicativo, ainda que a matriz energética do mundo mude do petróleo para a eletricidade e que a revolução industrial, os fatos e história do passado não sejam pelas gerações futuras objeto de análise e reflexão, ainda que a vida fique mais cara depois de muita coisa massificada, permanecerei a pensar nessas questões. De igual forma vou reler os livros que li e buscar outros que me ajudem a enteneer e refletir.

Essa é a questão

O mundo esta em guerra e o Brasil surfa a onda para ignorar solenemente seus problemas, ate quando?!

Ainda estou por entender qual a dinâmica e sentido da anulação do povo Russo de muitos mercados.

Hoje pela manhã acordei pensando porque estão tolhidos de ter iPhones? Confesso nem dei importância a saída do McDonalds porque acho todo mundo ganha em comer menos besteira, agora apreender o dinheiro do Chelsea só porque seu dono é Russo?! Microsoft?!

Sou totalmente contrário a guerra, um horror, e sensibilizado com as matérias que os jornalistas fazem acerca das famílias que foram dizimadas por esta catástrofe.

Não vejo o cidadão russo propulsor dessa crise, muito pelo contrário, ele está igualmente sendo afetado ou será que ninguém pensou que sanção a Russia, sua economia e seus produtos não acarretam em prejuízo aquela sociedade? Lá não terá aumento de desemprego, fome e do valor das contas? Por acaso são independentes do mundo? Claro que não.

A Ucrania para o mundo parece não ter culpa por não ter entrado na União Europeia como também se isenta de falar do problema de corrupção.

Realidade muito conhecida para os Brasileiros refens das oligarquias políticas que decidem o uso e destino da nação em um piscar de olhos desde que seja nutrida e expandida pelos programas sociais que no fim do túnel tornam aqueles escravos do governo.

A crítica ao país alheio torna a realidade muito simples e fácil. Não é preciso lembrar que estamos em ano de eleição porque existe uma guerra em algum lugar do mundo.

Ninguém questiona como a secretaria de diversidade sextual do Rio apoia iniciativas que dão dinheiro as pessoas em ano de eleição, ou porque vamos ter carnaval quando a China esta fechando suas portas em função da variante. Como pode aquele país rico que mais lucrou estar fechado fazendo previsão sem crescimento?!

E se é importante trabalhar para o país voltar a crescer e a economia girar porque não fomentar emprego nos demais setores da economia ao invés de focar na festa popular. Porque não aproveitar esse momento e pegar o museu que sequer inaugurou da imagem e do som em copacabanda e tornar museu do carnaval na praia de Copacabana.

Como vamos crescer enquanto nação com aprovação automática de nossos alunos? Se não exigimos dos alunos que estudem para passar de ano, algo óbvio, e mantemos uma parte significativa da população em bolsa do governo como vamos proporcionar a estas pessoas fazer a travessia de realidade e vida?

A resposta é simples, não vamos porque para o Governo não interessa. O que pode o povo dar ao governo por sua evolução? O que vai o Brasileiro oferecer ao governo em troca de seu aperfeiçoamento e educação? De outro giro o que tem o Governo a oferecer senão uma máquina inchada de cargos e paralítica na ação.

Derrepente ficou muito barato, bacana e politicamente correto fomentar esse sistema, criar grupos, ativismo para fazer pauta em qualquer assunto do que olhar para o próprio umbigo.

Pois é, ha uma guerra la fora, um monte de decisioes questionáveis e precipitadas estão sendo tomadas, sem inteligencia. Desse banho de sangue que será a anulação temporária da economia russa, de seu povo e cultura, alguém vai lucrar. Certamente.

E o Brasil ao se manter neutro em relação as sanções não esta sendo conivente com nada, se bobear vai receber esse capital externo para satisfazer o ego de muitos de seus politicos que, em comum, todos sustentam promessas fracassadas, de transporte (brt/metro) saúde e educação (apesar da pec da incorporação do fundeb).

E quantos de nós vamos fazer a reflexão desses fatos com alguma prudência?