Cherry 5e – a grama do vizinho é artificial. Ponto.

Não é de hoje que chamo atenção ao fato que muito produto que esta bom na propaganda não é tão bom na realidade.

A sociedade moderna parece que construiu um estilo de vida e viver na base da propaganda.

Até aí nada a reclamar exceto quando a propaganda materializa o efeito concorrente do denorex, parece mais não é.

Não sou contra esse estilo de vida, que se infiltrou na realidade como um virus, por anos de forma indetectável,

Minha observação é que a propaganda nos da uma falsa sensação de conhecimento, familiaridade e aceitação de fatos e produtos que não estão bons não.

Assim é que no governo sempre que vejo uma propaganda da prefeitura por exemplo em relação ao transporte público protesto pelo enorme disperdicio que foi a implantação do inútil BRT sabotado por um consórcio criado a época por quem se bobear até hoje domina o mercado.

No automóvel não poderia ser diferente. Entenda que um Cherry 5 elétrico não chega ao pe de um Toyota Corolla, ainda que esse último não apresente muitos defeitos e deixe muito a desejar no conforto e acabamento de qualidade.

É surreal ler que uma publicação chegou a cogitar comparar esse carro com um VW Jetta, que por mais que parece ter empobrecido ao longo dos anos, não se compara aos erros de construção e a aparente baixa qualidade de um Cherry.

Se algo a Cherry tem de bom é fazer anúncio se dizendo a melhor em vários quesitos, enaltecendo a indústria brasileira com um produto que claramente não é feito para esse mercado.

Porque nenhum redator falou sobre isso não sei. Parece que deu um apagão na história e na experiência de ter vivido a evolução do automóvel como meio de transporte ao carro que é hoje.

E na falta de parâmetros, ou esquecimento do passado, temos hoje opiniões de muito bom para algo básico que jamais corresponderá ao que foi anunciado.

É um produto que voce entra e logo percebe o quanto é feito para ser muito barato, ainda que seja vendido a peso de ouro.

Isso me chamou atenção para tirar a foto e mostrar a baixa qualidade e conforto de um carro que se não sentar de perna aberta não tem qualquer sustentação e conforto.

Precisamos que esses produtos sejam vendidos no Brasil com maior transparência em relação a tecnologia e ao que dele se espera, e não se render ao que parece uma enganação.

Vi que o cherry 5e não nasceu para ser bom em nenhum aspecto. Ainda que a imprensa especializada diga o contrário. Não é pelo tamanho da tela que se julga um carro, nem mesmo se é rápido ou não, considerando que carros elétricos entregam por característica toda a potência.

Fio solto na coluna de direção, inadmissível.
Como sento mal nesse carro

Realidade econômica + marketing – fiscalização = lesão ao consumidor. Isto é Brasil, até quando?

Nada como a fome para refletir sobre o quanto somos no Brasil prejudicados pelo marketing das grandes empresas.

Me parece que ao contrário de outros países, no Brasil o que mais interessa é o ganho rápido, em escala.

Nesse cenário por óbvio quanto menos melhor. Não basta ser o país da agricultura do mundo. Isso la fora não é legal, melhor preservar o nosso solo.

Enquanto isso, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, vende-se no supermercado de papel higiênico de 4 folhas a lacticínios e biscoitos vendidos quando não em embalagem grande, em pacotes juntos de 2 ou três. Isso em qualquer mercado, não necessariamente atacadista, modelo brasileiro que promete vender mais por menos.

Aí é que a gente se engana. Talvez estejam se valendo do silêncio da imprensa e nenhuma atuação pelos órgãos reguladores, o que não é novidade no Brasil que não é um país para amadores, para continuar fazendo isso.

Assim e que tive fome e resolvi fazer um picadinho, meu prato preferido. Seja com arroz, feijão, farofa, couve frita, banana, ovo, não importa, se tiver uma batata palha ao lado vai.

E assim me dei conta mais uma vez que somos tratados como palhaço.

Pensando em matar a fome de muitos comprei uma embalagem grande de batata palha. Achei que estava fazendo um negócio legal, afinal havia escrito “embalagem econômica” no rótulo, portanto, imaginei que estaria comprando quantidade suficiente para justificar um preço menor na embalagem.

Não ocorreu. Ao invés de ter 1 kilo ou até mesmo 2 havia apenas pouco mais de 400 gramas na EMBALAGEM ECONÔMICA.

Olhando por esse prisma realmente esta correto, a embalagem é economica em relação a pouco produto que tem ali. Tivesse muito seria prejuízo aos gestores na base do ebitda na certa.

Embalagem econômica em linha de produção automatizada é o maior atentado que ja vi contra o consumidor. De econômico existe tão somente a pequena quantidade de produto.

E isso não se resume a batata frita não, essa vergonha que o profissional do marketing criou ampliou-se para abranger do achocolatado ao whey protein. Rico ou pobre, todos em comum enfrentam no Brasil o mesmo mal, de comprar cada vez mais produtos com potes vazios.

Os que não admitem redução na quantidade como um saco de arroz e feijão, estes tiveram seus preços reajustados. Acho que se pudessem teriam dito que manteriam os preços e lhe venderiam 2 kilos de arroz no saco de 5 por um preço especial, o mesmo do anterior só que sem aumento.

Umagina comprar uma garrafa de 1 litro de agua com 400 ml escrito embalagem econômica. Nem o sabão em pó escapou dessa. Parece normal comprar uma embalagem de sabão vazia para diluir o concentrado lá, não é. Se há algo econômico nisso esta na conta de água do fabricante que depois não te faz esquecer pela propaganda do pote.

Então essa galera do mercado de capitais cujos fundos fomentam indústrias conseguiram achar mais uma forma de ganhar dinheiro, economizando na produção, as custas do povo.

Só vai mudar no Brasil quando o povo reclamar, enquanto isso….

Embalagem vergonhosa

Geração Netflix sem acervo é tela azul do Windows, eterno CTRL+ALT+DEL

Existe muita coisa por trás de um acervo seletivo de livro, filme e música do que se pode imaginar.

Até entendo que existem serviços expressos cujo interesse é tão somente dar a notícia em primeira mão.

Para os filmes no passado tinham o nome de Blockbuster. Uma espécie de atração tipo o headline de notícias bomba bomba! ou uma noite de autógrafos do lançamento de um determinado livro.

Contudo não se vive de eventos, notícia e entretenimento de primeira mão.

A preservação e memória do que foi o passado não deve ser apenas uma característica da civilização oriental.

Temos a obrigação de construir um legado não imediatista, que esteja a disposição de todos e que não seja doutrinação.

Fico surpreso, sempre que vou ao sebo, com a quantidade de livro, disco, filme e até material de informática que não esta sendo utilizado.

Até entendo que o fenômeno do livro e midia digital massificou o acesso a vários desses produtos, por um preço que não era o da época.

Minha critica é sobre a volatilidade do conteúdo dos serviços, que torna alguns filmes que são classicos do cinema fora do alcance das pessoas. Mesmo fenômeno ocorre com a literatura.

No final do dia sinto que cada vez mais temos menos. Temos menos meios de aprender pela reforma da língua portuguesa e pelo novo método de ensino na escola. Menos livro velho para ler por conta da pouca compreensão que existe da antiga época. Música então nem se fala em muitos casos os arranjos foram substituídos por ruidos quando não gritos que soam um pedido desesperado por integração e aceitação.

Qual o legado nisso?

Uma geração que vive a volta dos que não foram. Não teve a experiência, não leu, não assistiu, não viveu nem tem paciência para escutar e avaliar uma opinião porque o texto esta muito longo.

Ao que parece essa é a realidade.

Portas em automático

Hoje pela manhã voltei a rotina que ao longo dos quarenta e seis anos de idade muito repeti. Embarquei em um voo para São Paulo.

E antes que alguém pergunte, era pela Latam, e não, felizmente essa vez não percebi ítens quebrados ou fio aparente no entorno do assento.

Acabou que me lembrei das primeiras viagens que fiz de avião por conta do trabalho.

Primeira lembrança é de agradecimento ao cliente, que arcou não só com o bilhete aéreo como também com a hospedagem em um Flat na pernoite.

Quanta generosidade. Por fim arcou com as refeições que fiz em transito.

Esse privilégio, que é trabalhar para quem entende, debate e valoriza o profissional contratado se repetiu algumas vezes como hoje, por exemplo.

Se estou viajando, não estou à toa, o primeiro motivo sempre é o trabalho.

Mesmo porque se tento desligar o telefone, ou dar um tempo para não atender e deixar o WhatsApp de lado, as perguntas se acumulam, o entorno fica mais lento.

Ja me conhecendo e sabendo que sou reativo a inércia, fico mesmo com o telefone ligado respondendo, sempre, as mensagens.

E percorrendo os estados e tribunais vejo o quanto o Brasil é um país desigual. A unidade de poder em torno da federação não se reflete em algumas das decisões recorridas em processo trabalhista.

Embora seja única, alguns estados intepretam de forma diferente. Uns com esteio na evolução do direito, em uma nova interpretação e eficácia de suas normas, rasgam suas próprias normas para chegar ao final.

Este final, para quem advoga contra o rolo compressor de um juiz e suas instituições democráticas é a perda da ação. Incontáveis as vezes que recebi a notícia de penhora e construção de bens antes da citação.

Nao culpem o advogado pelo reparo disso, afinal sem ele não há justiça.

Reflitam sobre o que deu errado e porque. Porque não deve haver grupo de WhatsApp entre magistrados e procuradores para qualquer fim. Porque ainda existem juizes que não atendem advogados? Porque alguns juizes prejulgam a causa antes mesmo de julgar?

Porque muitos advogados em relação a justiça estão silentes. Quando isso tudo passou a ser normal.

E reflito sobre até onde estou conseguindo ir com o meu trabalho e quais fronteiras estou realmente vencendo.

Nespresso Vertuo nunca mais!

Sou mais um daqueles brasileiros que caíram no conto da Nespresso.

Essa empresa entrou aqui em casa pela porta da frente quando ha cerca de 10 anos ganhamos uma de suas máquinas de café expresso.

Até então tinha o hábito de comprar café moído no Armazém do Café ☕️ para uma cafeteira Francis Francis que tinha o sistema illy. Excepcional, ainda esquentava leite no vapor.

Porém, a cápsula e o aroma do café me pegou. Essa empresa fez com o café algo similar a HP com as impressoras a jato de tinta. Vamos criar uma tecnologia, tornar o produto acessível, vender a maquina para depois aumentar o preço do refil.

E assim fizeram, quando vi usava 2-3 capsulas de maior intensidade para fazer uma simples caneca de café. Ainda que algumas maquinas prolongassem a saida de água, não gostava do café fraco e o modelo americano que adicionava agua quente também não deu certo.

Então quando surgiu o sistema Vertuo adorei. Afinal de contas poderia fazer uma caneca sem trocar a capsula e o café era cremoso.

Bem cremoso, o amor pela máquina começou a passar quando a primeira quebrou com aproximadamente 5-6 meses de compra.

A essa altura nada acontecia com ela senão jogar água quente fora ate esquentar ao ponto de parar para resfriamento da cabeça que tocava fogo. Para ironia do destino a máquina é igualmente vermelha como fogo.

Supreso, pois não imaginei que duraria tão pouco, perdi uma hora no chat e mandei para o conserto.

E agora?

Melhor comprar outra afinal de contas quando a primeira voltar posso dar aos meus pais de presente, e continuar a saborear o café em questão.

Ledo engano.

A primeira maquina retornou numa caixa, o que muito impressionou. Abri e de cara veio uma caixa com capsula, nossa que amor! A felicidade parou por ai, ao retirar da caixa notei que veio arranhada, então não poderia dar de presente. Pior ainda quando liguei, ela parou de girar a capsula antes de sair o café , ja sai pingando mesmo.

Melhor deixar de lado, dar um tempo, respirar fundo e esperar. Só não pude esperar muito porque um mes depois a segunda maquina quebrou.

Depois de 1 hora em um atendimento via WhatsApp, o que não é crível de se imaginar, afinal de contas se existe um atendimento tipo chat por telefone, algo super pessoal, imagina-se que o atendente vai lhe atender com exclusividade da mesma forma que voce se dedica a ele.

Relatei o defeito de ambas, recebi uma nova etiqueta de transporte e me conformei que a primeira ia antes da segunda.

Ainda tive o cuidado de dizer “olha não vai arranhar minha máquina novinha como fizeram na primeira” afinal de contas essa poderia ser um presente para o meu pai.

Sera?

Não foi. A segunda voltou mais arranhada ainda do que a primeira, e o que é pior, derrama café antes de rodar, café velho.

Resumo da opera: a primeira maquina que ja quebrou foi prometida a entrega de uma nova, não aconteceu. A segunda máquina que igualmente vaza café e não para na medida da capsula, e também veio arranhada aí esta.

Esse desastre foi relatado ao e-mail da assistência técnica da Nespresso que não responde. Surreal uma empresa que se apresenta ao mundo como de propriedade da Nestle não responder sucessivos e-mails.

E ainda indagar se consigo descrever o arranhão de uma maquina nova quando uma foto, suponho, ja mostra com clareza a questão.

Consciente que usar essa máquina no dia dia é um luxo, que são realmente poucos aqueles que podem se dar a cada momento um café como esse é que alerto para a extrema falta de respeito e atenção da marca ao consumidor no Rio.

Nesse estado a assistência técnica não existe, aliás como no Brasil. A gente faz de conta que alguém vai resolver, que seja trocando alguma peça e o produto nos é devolvido em pior estado do que veio.

Quem mandou enviar ao conserto?

A empresa atende mal, é lenta no atendimento, depende de terceiros para fazer algo simples que é coletar o equipamento e desconfia de quem reclama.

Isso resume a Nespresso Vertuo daqui de casa que estou a utilizar manualmente até quebrar. Vai que esse seja o padrão de serviço e produto e estou equivocado por esperar mais deles.

E quanto isso… seguimos.

Alguns dos e-mails enviados, como para Nespresso o cliente não tem razão e a DHL que faz a coleta não foi séria pois também não respondeu o e-mail. Bom ficar atento e evitar ambas as empresas….