Porque votar?

Você vota nas eleições?

Desde muito cedo entendi que para mudar, é preciso votar. Pensando nisso fui buscar o título de eleitor aos 16 anos para dar a contribuição que posso a coletividade.

Lamentavelmente criou-se um estigma em quem vota, pela oposição de 20 anos atrás. Naquela época diziam que se não votassem a eleição poderia ser anulada e por ai vai.

Hoje percebo a cada eleição que existe uma quantidade considerável de votos em branco, nulo e de abstenção.

Ou seja, conseguiram realizar o seu proposito.

Se todos votassem, a disputa não seria tranquila, no entanto haveria certeza de engajamento do povo num projeto que esperamos seja melhor para o Brasil.

E foi assim que nos anos 2000 eu me calei e ainda que contraria a minha vontade achei e esperei o melhor por aqueles eleitos.

Fato: para mudar tem que votar!

Estranho perceber de um tempo para ca que a realidade piorou a despeito da acessibilidade aos bens de consumo. Interessante notar nesse particular que ate mesmo esses bens estão com qualidade inferior.

Na pratica tudo o que voce compra hoje, sente que a qualidade é inferior ao anterior. Esse sentimento a despeito do marketing foi despertado em voce quando todo um projeto de poder e politica publica se instalou valorizando o que voce esta sentindo mais do que a percepção da importância do que voce esta fazendo.

Assim é que muitos brasileiros deixaram de votar, de sonhar, de participar da única obrigação constitucional imposta a todo e qualquer cidadão. Em ultima analise, assim é que nossa vida fica pior.

O ato de votar foi vinculado a disputa, quando na realidade é a única oportunidade que todos tem para escolher seus representantes, como prefeio, vereadores, deputados, senadores e presidente.

É a única forma de participação democrática que atualmente esta restrita e equiparada ao monopólio bancário. Porque muitos não votam os piores se sobressaem com menos votos e o foco ao invés de ser no que é melhor para o pais se restringe a disputa política.

Em outras palavras, a mesma frente que hoje se diz democrática, supostamente responsáveis pela construção do que deveria ser uma sociedade mais justa, eliminou o voto de opinião dos poucos eleitores que votam.

Portanto se o neu voto de opinião é oposição sou rotulado de X ou Y, em justificativa ou acusação do que sou. Se o voto corresponde a opinião e contribuição do cidadão para a melhora do pais, nada disso importa.

Exceto para aqueles que na realidade pretendem se perpetuar no poder através do cerceamento do exercício da cidadania que perfaz o processo democrático no Brasil.

O resultado pratico desse desastre é o RJTV pedindo ajuda aos cariocas na internação de uma pessoa no hospital por bala perdida a despeito da situação do sul, sem mesmo se perguntar como é que nos dias de hoje existem balas perdidas e quantos mais vão morrer em virtude da violência que ai esta?

Se todo mundo votar, aqueles que pretendem mudar para melhor a vida de todos serão dignos de ter uma chance.

Afinal para se eleger é preciso muito pouco, e quanto mais se vota aqueles que se elegem com poucos votos ou curriolas são diluídos no voto dos demais.

Certeza que tenho é que o governo se utiliza dos influenciadores e da mídia como ouvidoria para manter esse projeto de meia dúzia de medíocres e que ditam os rumos da sociedade.

Para estes, nada interessa, a oposição só existe para justificar o rótulo de alguém como de outro time ou propagador de fake news.

Vou te dizer não tem nada democrático nesse raciocínio não, pelo contrário, é a materialização do autoritarismo sobre o auto governo das pessoas.

É como seguimos hoje, sem agua ha 10 dias em um bairro do Rio contudo tivemos a migalha do show gratuito e milionário da Madonna. Estamos restritos a 3 ou 4 bancos enquanto o mundo se aperfeiçoou com milhares de instituições financeiras competitivas entre si.

Assim é que deixamos de viver e sonhar.

Vamos votar!!!! Dias melhores virão.

Verdade ou Consequência

Vivemos uma realidade complexa no Rio.

Seja de carro ou a pé, não temos segurança e não andamos tranquilos. Transporte publico então nem se fala, é outro capítulo ruim a parte.

Some isso ao empobrecimento das pessoas, ao achatamento da classe media cada vez menos proporcionamos as pessoas condições de vida para viabilizar a travessia de classe.

Enquanto alguns poucos burgueses viajam e cumprem as regras impostas pelos países mais civilizados, no Rio viram selvagens.

Uns porque já estao convictos que a realidade não vai melhorar, outros assim o fazem no instinto de sobrevivência.

Seja como for, ando questionando muito a criatividade de alguns jornalistas. Parece que fazem de tudo para dar ênfase a notícia pelos motivos mais toscos possíveis.

Vejam bem o exemplo das matérias em torno da piscina em LED e pedalinhos em imóveis situados em comunidades.

Não é novidade, nem é a primeira vez que um pedalinho vira noticia, e quem usa… é chamado de ladrao.

Cinco anos atrás tivemos o exemplo do atual presidente no sitio que diz não ser dele, na boa e velha repetitiva prática ensinada pelo Paulo Maluf que por anos dizia não ter nada e ser inocente ate se preso com muita idade.

No fim do dia à condução da política influencia mais o povo do que se pode imaginar. Se o exemplo supremo é de uma pessoa no mínimo enrolada, o povo vai aos poucos se adaptar e adequar ao exemplo.

E fato é que a presença de LED é insignificante.

Moradias em comunidade com tarifa social, trafico ou milícia se tornou padrão. Da mesma forma a ausência de critica e reeleição daqueles que se elegem as custas da esperança do hum terço que vota é um absurdo.

O Rio não tem o privilegio de ser uma cidade dominada por feudos. Muitos de seus políticos estão há muito tempo no gabinete sem renovação, cuidam de si antes mesmo do povo, e usam o povo para permanecer no lugar.

Como chegamos a isso? Porque o trafico e a milicia existem. Porque falta agua e tem gato no esgoto? Porque os rios são poluídos? E onde esta a consciência das pessoas para tentar eleger quem não esta, tentar melhorar o ecossistema que seja cuidando também de quem esta proximo.

Isso é o que desejo a todos.

Rio fake, a realidade é uma grande ilusão.

Há algum tempo venho percebendo o quanto muitos cariocas são levados ao engano através de propaganda que não lhe é nada util porem ocupa sua vista.

Fato: somos governados por pessoas medíocres tanto no pensamento quanto em ação.

Voltamos a viver no Rio aquela velha formula pre olimpica que o importante é ter o povo feliz, logo vamos arrumar aí um evento internacional e um show.

O carrinho de mercado estava vazio, não havia nada melhor ou disponível alem da cop20 que convenhamos para a grande maioria dos cariocas, ou a exceção de quem planejou o evento e esta politicamente engajado, não serve para nada.

Posto de saúde na Barra com estoque baixo de remédio e outras medicações simples em falta nos hospitais voltaram a ser constantes.

A luz ascende quando se percebe que o RJTV virou uma especie de ouvidoria do governo, e que ao invés de cobrar e dar informações, faz a ponte para qualquer burocrata do governo repetir o mesmo discurso blah blah blah.

Os exemplos sao muitos. Tempos atrás o prefeito ficou dois dias na tv pedindo para os cariocas não sair de casa por conta da chuva que não veio. Melhor culpar a chuva do que assumir a responsabilidade pela falta de limpeza das vias pluviais para dizer o minimo.

A propaganda do Rio melhor para os senhores feudais da Zona Sul segue a passo largo, e se alimenta de grande ironia e desrespeito ao dinheiro como por exemplo foi o recapeamento do aterro do flamengo, ou a interdição de São Conrado num trecho bom para colocar asfalto profundo.

A politica de pao e circo continua na certeza da impunidade porque o povo esta feliz, porque empresa de onibus patrocina evento privado como se o serviço fosse bom ou como se devesse alguma coisa.

No fim do dia somos todos refens dessa politica ai.

Milhões de dólares são gastos para comprar o povo brasileiro pagando uma artista internacional em detrimento dos talentos brasileiros. A polêmica não para por ai afinal ninguém vem para fazer o show sem ter um lugar para hospedar. Nada melhor do que o Copacabana Palace, um jogo de carta marcada.

O legado olimpico se resume a transformação da praia de copacabana em palco de show, reserva de espaço no quiosque, ambulantes e por ai vai.

Nenhum dos equipamentos olímpicos serviram para organizar essa algazarra, talvez porque todos estejam em local distante. Nenhum dos centros de convenção, ate mesmo o sambódromo conseguiram abrigar o publico do show no Brasil, enquanto no mundo segue em estadios com bilhete comprado.

Porque o show nao importa, em poucos meses vamos ver a propaganda daquele que, admito, sabe fazer, sabe sambar na cara da sociedade, é sarcastico em relação a mae e continua ai impune porque asfixiou toda oposição.

Derruba meia duzia de barracos para ofuscar o fato que pedem voto em área de milicia, porque sao bonzinhos portanto autorizados. Sem vergonhas!!!

Depois reclamam da criminalidade enquanto lidam com representantes eleitos as custas desse sistema. Sou contra a milicia no entanto aceito o representante eleito com orientação dos milicianos, porque ali tem dono. O mesmo que manda no dia dia e até viaduto constrói sem o governo derrubar.

O maior projeto de educação dessa gestão foi transformar a antiga gama filho em um parque. Porque dar educação? Porque investir em educação?

Sao esses e muitos outros exemplos que explicam trinta anos depois do primeiro voto nao ter a realidade do carioca melhorado. No fim do dia politico tem foro privilegiado, tem processo anulado e prescrito ao invés de ser julgado, tem muita sujeira ai jogada para debaixo do tapete e um povo querendo, somente, sobreviver, sem ambição, com a pouca saúde e educação que a politica lhe da,

Ainda que a vida seja dura, por vezes cruel, se os governantes tivessem o mínimo de temor a Deus a realidade seria bem diferente.

Bem vindos ao castelo das ilusões, bem vindos ao Rio de Janeiro!!!

Enfim Pascoa… antes tarde do que nunca.

Todos os anos costumo lembrar que a pascoa é o tempo em que os catolicos celebram a ressurreição de Jesus.

No entanto pouco escrevi sobre o que fiz nesses dias, seja porque estava digerindo problemas, seja porque estava ocupado fazendo o que nada é mais importante do que exercitar a fe.

Talvez por conta das dificuldades em aceitar a natureza afetiva me perdi em um mundo escuro tendo demorado a procurar Deus.

Ou mesmo vivendo o erro com culpa sem considerar que uma pessoa, mais que todas, nos amou portanto temos a chance de errar e superar o erro para então viver o nosso proposito.

Então fui a vigília pascal e no dia seguinte compareci à basílica da cidade para assistir a missa de Orani Tempesta, bispo, arcebispo e cardeal do Rio de Janeiro e que esta nessa missão ha 50 anos!

Onde estive todos esses anos que não dei importância a isso? Como pude me dizer ser um filho com fe se no dia da celebração da missa mais importante da igreja estive longe.

Com esse pensamento olhei para o lado e rapidamente entendi que não fui o único. À basílica não estava cheia. Aqueles políticos que pedem a benção na eleição não estavam la. Nenhum, do prefeito ao governador, membros do legislativo, zero.

Na missa mais importante do calendário cristão presidida com o cardeal estavamos la, feliz por seguir o nosso caminho em cristo apesar de também triste por todos os que essa data ignoraram.

Ainda que a missa seja televisionada ou passada em streaming, quem pode ir nao tem nada mais importante a fazer senão estar la. Esses meios são para levar a palavra a quem não tem condições.

Fato: muitos se dizem religiosos e católicos porém deixam a missa em segundo lugar.

A partida de futebol, o almoço, o ovo de Páscoa não é mais importante do que o comparecimento a missa e aceitação de Jesus.

Feliz por ter conseguido ignorar a tentação de programas alheios para ser mais um dos filhos, sejam quantos forem, para com fé viver e acreditar na infinita misericórdia e vida eterna.

Amem!

Cariocas em fúria

Semana passada os cariocas foram tomados por notícias acerca do envolvimento de políticos com a milícia, escritorio do crime, assassinato de parlamentar e por aí vai.

Nada de novo no cotidiano carioca.

A bem da verdade, o problema na cidade é mais profundo do que o recapeamento de asfalto em bom estado.

Estranhamente a imprensa ficou silente no que diz respeito às relações dos envolvidos com a cidade.

Afinal de contas,  partindo da premissa que são milicianos, e que essa organização domina, segundo a imprensa,  metade das áreas controladas por grupo armados no Rio de Janeiro, como pode um político se eleger?

Alguém aqui acredita que um político entra livremente em área dominada pelo comando vermelho e terceiro comando para pedir voto sem a autorização ou até mesmo acordo com aqueles que tornaram reféns muitas pessoas?

E a relação desses políticos com os presidentes das casas legislativas a saber Assembleia e Câmara. Quais projetos importantes e relevantes apresentaram esses últimos anos? Quanto de dinheiro destinaram em emendas as áreas de influência.

Parece existir um permissivo legal para isso.

Parece que a imprensa não julga quem sobrevive as custas desse sistema.

Enquanto isso, sou obrigado a ler que a prefeitura do Rio está trocando o asfalto de locais que não tem problema por outro em uma ação de recapeamento profundo.

A quem está servindo o prefeito quando faz uma obra dessa? Seria a escória de seus eleitores que se acham donos do município por terem votado nele?

Talvez por isso, considerando os 2.3 milhões de votos em branco, nulo e abstenções, não lhe resta alternativa senão agradar os 1.6 que nele votaram.

O Rio de Janeiro só deu certo na Globo e infelizmente nas mídias sociais do governo e políticos da base governista.

Para os demais cariocas que andam pela cidade não é preciso muito esforço para perceber que a estratégia de ficar 24 horas no ar por conta das supostas chuvas se deu para evitar falar de bueiro entupido, crateras que se abrem nas ruas dentre outros.

As favelas crescem, a milícia cresce, a violência cresce. Noticiar derrubada de barraco irregular pode agora perguntar sobre a relação de voto do político com a área controlada por terceiros não pode.

Porque?

São muitas as perguntas e reflexões que doravante tomarão o meu tempo.