Modo vídeo esta ON

Ha algum tempo atrás comecei a postar vídeos no YouTube com uma única intenção, a de falar de uma só vez e sem cortes o que penso.

Algo raro no mundo moderno que se guia pelo imediatismo tanto na vida real quanto na virtual.

E ainda assim, como muitos, tive alegrias e desilusões com pessoas, em questões do trabalho e outras preocupações com questões familiares, que felizmente foram resolvidas, da melhor forma possível.

Veio a pandemia e percebi a formação de nichos de pessoas. Algumas produzem vídeo por produzir, outras para vender e fazer merchan e por fim me dei conta que alguns dos vídeos que segui não era pelo conteúdo propriamente dito, e sim pela forma pessoal através do qual seu criador narrou.

E isso esta em falta! conteúdo original.

Lidei com os desafios apresentados a mim com perseverança, qualidade essa passada pelo Pai. Estou aqui para para falar sobre como lido com as questões da vida e inicio o ano com o pé direito.

Tive o privilégio de estar com meus pais nas datas festivas, de ter um Feliz Natal, Feliz Aniversário e Feliz Ano Novo. São três felicidades que só mesmo quem é filho da valor. No fim do dia não importa o problema, a vida passa mais rápido do que desejamos.

Então vamos lá. Feliz 2024, espero manter esse ano o foco no corpo para manter a mente e trabalho em dia.

Carro elétrico é pura ilusão…

Acompanho a indústria automotiva ha anos. Desde pequeno aproveitava as férias para estar na concessionária de automóveis da família. Esse comportamento hoje entendo, é por conta do fator inquietude que tenho.

Vivi o que no futuro será dito a grande revolução de construção de motores… antigamente eram grandes, consumiam muita gasolina e tem o fator manutenção, cada vez mais complicado. Ficaram pequenos, turbinados, depois híbridos e agora se fala no carro totalmente elétrico.

Isso atualmente não vai dar certo no mundo. Ainda que no Brasil tenho acompanhado um certo entusiasmo em relação a esse veículo, creio que no final do dia, é o mesmo entusiasmo que uma criança na decada de 90 teria se tivesse a frente de um computador, ou tempos depois, as famílias teriam televisores em plasma-lcd no lugar do tradicional tudo de imagem.

Esse investimento a par da geração de empregos e da afirmação que seria o futuro no mundo, não se sustenta.

Imaginar uma casa com um carro elétrico pode ser possível. Dois automóveis elétricos não. Esse produto fomentado pelo governo, no dia-dia é impratico.

Autonomia de bateria e infraestrutura de carregamento é apenas um dos elementos. Creio que no Brasil a venda de carros elétricos existe em razão do excesso de automóveis fabricados no mundo.

Comum a todos os carros elétricos é a ansiedade de seu uso em relação a autonomia da bateria. Ainda que a indústria tenha tentado facilitar o entendimento através do híbrido, a consideração por um carro elétrico não é a prioridade do usuário.

No fim do dia entendo perfeitamente como por exemplo a GM nos estados unidos empurrou para frente o prazo de eletrificação de todos os produtos. É facil entender porque a despeito dessa mentalidade verde, existe muitos interessados em SUV a combustão.

0 preço é uma questão importante. Ainda que sejam mais caros em relação ao carro a gasolina, quando em número absoluto chegam a um patamar possível por alguns compradores vem a grande campanha publicitaria.

Veja, a compra de um carro cuja bateria dura algo entre 7 a 10 anos não vinga quando comparado ao carro a gasolina que dura certamente algo em torno de 20 anos.

Fato: todas as montadoras bem estabelecidas conseguem fabricar um bom carro.

Logo o fator depreciação nesses veículos vai galopar. Quem tem pode ate substituir o seu no entanto quem comprar um usado nessa circunstância não vai pagar bem.

Independente da taxa de juros necessária ao empréstimo e por ai vai, outro fator que é a pressão do governo para isso gera um efeito rebote. Não é porque se manda que vai acontecer. A lógica do mercado não é essa.

Não considera por exemplo que existe entre alguns países a falta de padrão no carregamento. Pior, em um deles na América do Norte o padrão mudou de modo que todos os produtos vendidos hoje ja são obsoletos.

Sabe aquela ressaca que tem quando compra um televisor e meses depois ele custa bem menos… acontece no carro elétrico impiedosamente.

Estoque de carro em lote não significa que há demanda.

Lidamos com conta de luz, conta de gás, varios outros custos fixos. Inimaginável que um carro elétrico hoje é vendido muito mais em conta… a queda no valor de venda não representa acessibilidade do produto as pessoas, muito pelo contrário, mostra que o ajuste de preço não é uma conveniência e sim a necessidade de vender o que ninguém quer comprar.

E o preço? É difícil manter o preço. Ja estou vendo que prometem um valor e sobre rápido em relação a projeção.

Talvez se pudessem retroceder e tivessem a tranquilidade de experimentar melhor algo híbrido em detrimento ao essencialmente elétrico seria um começo. Com o tempo todos os usuários entenderiam a questão do tempo de carregamento.

No Brasil o custo piora a situação. Me espanto quando vejo fabricantes cobrando revisões em carro elétrico de 20 em 20 mil kms… para que? Ter um motivo para voce esquecer e perder a garantia? Ou seria para continuar a filosofia de jeca que é preciso ganhar dinheiro do cliente voltando para serviço.

Esses aspectos macroeconômicos tem outro complicador que são os inconvenientes dos produtos em relação aos usuários, quem sabe um dia escrevo mais sobre isso.

Manipulação judicial

Esse talvez deveria ser o nome dado a Lei de Recuperação Judicial das empresas que, a pretexto de recuperar e de lustrar seus esqueletos, ocupam o Poder Judiciário, algumas amparadas por grandes escritórios de advocacia, buscando recuperar o irrecuperável.

Quando um grupo de educação adquiriu algumas instituições de ensino para emitir titulo de dívida e financiar a compra do ativo sem a liquidez necessária a imprensa e a justiça não permitiram.

Se para educação não pode, o mesmo não se pode dizer da alimentação, afinal outro grande grupo financeiro comprou centro gastronômico e ninguém fez um alarde. Seria porque uma das marcas faz parte do dia dia das pessoas? Seria porque aquela velha tática que fazer comida boa prende as pessoas?

Ou seria porque a narrativa de quem deve porém compra passa a ideia de retidão perante a Justiça?

Os absurdos não param por ai, até renovação compulsória de concessão no Poder Judiciário fluminense foi pedido por quem através da concessão deve bilhões aos cariocas na devolução do que foi cobrado indevidamente.

A contabilidade criativa saiu da política e entrou em algumas empresas as quais hoje se socorrem do Judiciário para dizer devo não nego, sou relevante e por isso não vou pagar.

Relevante para a arbitragem? Não, esta não conseguiria ter uma regua tão especial, então vamos ao Poder Judiciário, em sua infinita lentidão e contradição para com o tempo fazer injustiça qualificada aqueles que deixaram de serem pagos, pessoas físicas e jurídicas, algumas até do estrangeiro que não conseguem entender como no Brasil quem deve tem mais direito.

Assim é que o Brasil leva suas dívidas, valendo lembrar que sequer paga em dia os predatórios, exita ate PEC para empurrar a frente suas obrigações, igual direito deveria ser portanto concedido ao particular.

Nesse espírito empobrecedor que se alimenta de narrativa, a grande vila dos tempos, tudo é explicado. Sabe aquela dívida de anos que no balanço aparece como crédito a recuperar, tem explicação.

Assim é que uma rede de academias segue aberta sem nunca ter pago seus debenturistas.

CVM para essas pessoas nao existe. ANBIMA nem pensar. À transparência para esse clube se restringe a materia que sai no jornal, se bobear, algumas pagas pelo uso extrativista das empresas cujo caixa enriquece CPF e quebra o CNPJ. Tudo vergonhoso mesmo.

O Brasil não é para amadores, ao que parece a nova onda é remeter aquela musica cuja letra diz “que nao é o que não pode ser, que não é o que não pode ser, que não…. é”

E nessa máxima tudo se explica, tudo se consegue, tudo se argumenta e tudo se justifica.

Felizmente ao fim do dia e para aqueles que em Deus confiam dias melhores virão.

Realidade ou preconceito?

Quanto mais longe fico da lacração brasileira percebo o quanto muitos através dela se escondem em busca de atingir objetivo próprio.

Recentemente em uma escala estava em um aeroporto e tive vontade de ir ao toilete. Olhei muito rapidamente e vi a famosa placa indicativa de banheiro.

Entrei e me deparei com uma fileira de pias, mictório e uma mulher arrumando os cabelos. Da mesma forma que abri a porta fechei, dei alguns passos para trás e olhei denovo o desenho.

Confirmei visualmente que esse seria o meu tipo de banheiro, portanto abri a porta com convicção pensando que talvez ela ja não estaria lá ou se estivesse iria ao vaso dispensando o mictório.

Foi quando então fui abordado pela americana que falou entre, pode usar, aqui é misto.

Como assim? Esta certo isso? Antes de responder a essa questão dei uma segunda olhada para os mictórios e todos estavam com um plástico tampando, ou seja, não daria mesmo para serem utilizados.

Então por óbvio e com muito conforto fui a cabine urinar ao passo que refleti porque naquele lugar, naquele país, não havia lacração em torno desse assunto? Porque no Brasil gênero se tornou um assunto?

Ja em outro destino fui ao toilette e, dessa vez, uma fileira de pias e cabines atrás. Pessoas usavam o espaço sem qualquer tipo de problema. Logo pensei, se fosse no Brasil haveria uma reportagem, talvez uma liminar, midia generalizada por todo o lado e até politica pública para exigir ou discordar disso.

No entanto, no domingo fui ao restaurante que sempre frequento na Gavea, e ao me dirigir ao toilette masculino saiu uma mulher.

Pois é. Ainda que eu seja da época que coisas mais importantes haviam para discutir se de uma forma geral banheiro deveria ser misto ou não, esse pensamento em si creio no mundo multi idiota de hoje ja seria uma indicação de intolerância, ainda que não seja a lactose.

E porque no Brasil é diferente?

Porque aqui respeitar lei de trânsito é um luxo. De igual forma desejar bom dia, boa tarde boa noite é coisa de estrangeiro. Na grande maioria parece que a falta de educação e respeito ao próximo gerou um espírito selvagem insuportável nas pessoas, que se deixam influenciar por um mimimi mesquinho para não ter que fazer uma autoanálise.

O que vc acha?!

Feriado x festa ?

How do you celebrate holidays?

Por trás da inteligência artificial existe sempre a ideia de atrelar a noção de celebração por trás de algumas datas, como se todas fossem festivas.

Está difícil entender o mundo moderno.

Tradicionalmente aproveito o tempo para ficar em casa com família e amigos mais próximos, é claro, quando estão disponíveis.

Se bobear e a ocasião permitir, piloto a panela para fazer comida.

Simples assim.