Reflexões sobre a vida, ética e o cotidiano — e respostas diretas sobre o que penso e o que diz o Direito
Autor: Pedro Vaz
Sou Pedro Vaz, advogado, escritor, curioso por natureza, carioca, casado com Paulo, pai do Nino 🐶, nina 🐶, avo de Gabanna 🐶 e Alice 🐕. Criei o projeto Seu Direito para aproximar pessoas comuns ao conhecimento jurídico sem formalidade desnecessária. Minha trajetória passa pela advocacia empresarial e civil no Brasil, com experiencia em legislações estrangeiras, fruto do trabalho para empresas internacionais em diferentes jurisdições. Tudo começou no curso de extensão na Universidade da California, lá aprendi governança em contextos globais.
Semana passada recebi um email da Dell informando sobre a garantia do computador que estava prestes a expirar.
O comunicado, muito bem feito, continha as informações corretas minhas e do equipamento, incluindo ai o código da etiqueta de serviço para facilitar.
Antes que voce esteja pensando em fraude ja antecipo que essa não é a hipótese.
Tudo muito simples, bastou clicar no link para iniciar no WhatsApp uma conversa com a Dell e solicitar a extensão da garantia.
Fácil né?
Não. O chat iniciado por IA fez as mesmas perguntas óbvias que um atendente faria, tipo informe o numero do computador.
Isso tudo em mensagem rápida, bate e volta,
Superada a fase de conformações foi preciso aguardar a transferência para um especialista.
Peraí, não deveria ser assim tao fácil como informar o tempo de extensão, valor e forma de pagamento.
Não foi. E ao final, o que foi apresentado correspondia a mais da metade do valor do equipamento, ou seja, ele quebra antes do termino da garantia ou quando quebrar vai ser difícil e caro de consertar.
Ainda assim confesso estou plenamente satisfeito com a maquina, rápida e confiável apesar do Windows. Em outras palavras, é tão boa que mesmo rodando Windows funciona.
Fato, meu ciclo com a Apple depois de muitos anos esta chegando ao fim. Não suporto tamanha interferência na utilização e uso excessivo de gestos.
Para Apple o trackpad grande é mais importante que o teclado, isso diz muito sobre a marca…
Gravar um vídeo fazendo tarefa domestica é sempre um desafio. Pois é, falar e pensar enquanto tento consertar algo pode sempre dar errado.
Entendo que não há nada de usual em consertar (ou pelo menos tentar) um relógio como tarefa domestica. Fora do trabalho procuro sempre me ocupar.
Acabou que por trás da reflexão pensei na forma como Deus age. Tanto pedi para mudar algumas coisas que a mudança veio.
Entender os sinais que nos impulsionam para frente é muito importante. Afinal às vezes a solução para a questão não é obvia.
É preciso manter o ego bem baixo para entender que nessa caminhada a ajuda não vem como a gente quer e sim como se apresenta para que possamos mudar.
Foi nesse contexto que pensei ao longo do conserto o quanto sou grato a perceber os sinais.
As vezes a gente paro, olho para o lado, e penso que estou estagnado. Peco ajuda para decidir o melhor caminho e no passado cheguei a pensar quais seriam as alternativas.
Elas vem, não como a gente quer e sim como precisamos para ser melhores.
Voltando ao relógio, essa antiguidade vai ter um final feliz. Felizmente foi desenhado para ser operado com uma máquina chamada Hermle. Ainda que de plástico essa engrenagem alemã traz o movimento preciso e som da badalada.
Quando abri não tinha ideia do que seria, precisei seguir destemido e assim o fiz.
Esse modo arrojado de procurar resolver as coisas é diametralmente oposto aquele que cuida por exemplo do dinheiro.
Em breve farei cinquenta e sou cada vez mais avesso a risco. Felizmente esse governo que ai está gosta de juros altos para remunerar dinheiro.
A taxa galopante de juros é a promessa de ter CDB, LCI e LCA com ótima rentabilidade. Dinheiro bem aplicado é aquele que a gente so ganha. Nosso caixão não tem gaveta, não levamos nada disso para outra existência logo não vejo muito sentido aplicar especulando o valor da ação quando temos o pão nosso de cada dia, sempre subindo em uma determinada taxa.
Assim é que olhei torto para a Petrobras. Não o fiz para denegrir, eu mesmo no passado comprei quando por coincidência no governo do PT chegou a oito reais a ação.
Comprei, segurei ate onde tinha estômago e soltei quando bateu vinte. Esse exemplo não me incentivou a repetir, serviu para mostrar o quanto Deus no comando sempre ajuda. Precisava de dinheiro e aquele investimento parecia obvio dado o fato que a ação estava mais barata que o valor patrimonial da empresa.
Não vejo a economia com precisão, mesmo porque entendo bem de direito. So não me espanto quando leio uma notícia dizendo que a empresa não vai distribuir lucro trimestral.
Como ter mercado de capitais se as empresas representativas desse mercado não nos remunera a ação? Quantas americanas vão existir para demonstrar que vale tudo menos transparência.
A certeza é que vai passar, tudo passa, e terei ainda outros pontos a refletir e espero rapidamente consertar esse relógio.
Alguns filmes tem relevância quando retratam a vida realisticamente falando. Nos prendemos no enredo sempre que assistimos algo que suponhamos ser a verdade nua e crua.
Assim é que aceitamos também a vida como ela é. Depois de Jesus não temos ingerência sobre os fatos que nos desafiam, nos alegram ou entristece, enfim de tudo que nos mostra que nessa vida coisas acontecem diferente do que gostaríamos.
Deixando o desapego desse plano existencial de lado, me deparei com uma serie no Netflix chamada Sintonia.
Não é confortável, não é legal e pelo que vivi distribuindo pão para famílias que estão em condições de vulnerabilidade, ocorre com mais frequência do que se imagina.
Nos que temos liberdade intelectual, financeira e nos damos o luxo de querer melhorar a vida de outros através do trabalho somos sim uma exceção ao que se tornou o plano de desenvolvimento do Estado Brasileiro.
Não a toa os serviços públicos são ruins e os governantes ao invés de tomar uma atitude concreta para resolver isso optam pelos shows, por entreter o povo que paga a conta, afinal não há lanche de graça.
E a Sintonia mostra bem isso, por traz do enredo tem gente que gostaria de mudar e não muda porque aprendeu a ser assim, seja viver no erro ou do erro, são reféns sem alternativa.
Existem outros que buscam trabalhar e a partir dessa premissa se profissionalizam, e por fim tem aquele cidadão que pretende entrar na fila, estudar, seguir o método tradicional de ensino ha muito desconectado da realidade para escalar e chegar a uma relação de trabalho institucionalizada.
Isso é que retrata o filme, situações que eu advogado não trabalhei, abri mão, la não estive sem julgar ninguém porque convicto que espaço para minha visão sempre ha.
O caldo engrossa quando a gente ve por ai pessoas ricas, que não necessariamente precisam e deveriam seguir esse caminho e assim o fazem, isso é surreal.
Quando o errado vem de cima, fico abismado, quem sou eu para julgar os outros, Deus fará isso, agora tenho sim liberdade de escolha para trabalhar com quem quiser e advogar, ou não, nas causas que acredito.
Esse é o ponto da sintonia, todo mundo quando deita a cabeça a noite vive o reflexo das escolhas e do caminho que trilhou em dia.
Queria mudar essa sintonia ruim de politica e sociedade brasileira, como está, não esta legal.
De tempos em tempos percebo por sinais da vida o quanto é precioso a liberdade de agir, pensar, trabalhar, enfim, viver.
Isso se repetiu no dia de Sao Valentim.
Ainda que não sejamos todos iguais, porque em meio a tantas pessoas éramos os únicos gays?
Homem em bar com mulher dançando na pista ao lado, mesas com homens de um lado e mulheres no outro, casais jovens e idosos na pista com passinhos e… nós, quase no estilo John Travolta.
Sim, me diverti muito, não tive medo nem sofri preconceito, só chamou mesmo atenção o fato que éramos os únicos ali e talvez por isso haviam alguns olhares que entendo, afinal, destoamos daquele padrão.
Porque fomos os únicos? Porque outros casais não estiveram la? Estariam no gueto? Ou com receio? Não sei a resposta, sou grato por ter tido uma experiência tão boa, única e feliz com meu marido e eterno namorado.
Todos os dias lidamos com fatos que refletem a dura realidade. Como se isso não bastasse, não fosse suficiente, temos ainda o agravamento dessa situação quando o modo Wicked entra em ação.
Esse modo entra em ação sempre que ocorre a manipulação de massa, tem alicerce na imprensa e na rede de TV.
Acontece mais ou menos assim, publica-se uma noticia tendenciosa que entra na pauta do canal de televisão em suposto debate que conta na maioria das vezes com a opinião de… um especialista!
Muito chato isso. A discussão é tendenciosa e se faz para impor determinado pensamento sobre o assunto que se esta a pautar.
Assim é que a justiça, lenta, morosa e tardia culpa e discute-se a regulação da mídia social ao invés de imputar sanção valendo-se da prova que ali existe.
Não, isso no Brasil não pode.
Melhor mandar apagar, tirar do ar do X ao Facebook, tik tok, não importa, a vida para esse mágico de oz se resume a apontar o dedo para alguém e fazer todo mundo julgar.
Assim é que a Lava Jato arregimentou milhões de seguidores, todos sedentos por justiça, foram por dias, meses e anos levados a acreditar que tudo aquilo era legitimo, verdadeiro e real.
O mágico de oz foi desmascarado na Vaza Jato quando enfim uma parcela do Brasil se deu conta que existia uma rede paralela de troca de informação que certamente influenciou ambos os julgamentos, da justiça ao povo.
Isso o Poder Judiciário não apaga.
Corre atrás de apagar a prova do suposto crime de quem fala o que pensa porque a história e a narrativa tem que ser uma só.
O Brasil não é o pais de dogma, admite somente a verdade absoluta de quem diz, afirma ou é especialista.
Tudo chato demais. Existem muitos mágicos de oz no nosso entorno, pense nisso antes de julgar.