No way out, but then again…

Volta e meia nos vemos em situações difíceis de resolver. Parece que não é permitido ser feliz ou simplesmente trabalhar em paz. Há sempre alguém subversivo que causa disrupcao no dia e nos processos. Isso não é bom nem é do bem, me faz mal, termino o dia sugado.

Bem, sou pago para escutar e mediar. Sempre. E o mundo atual é por demais de complexo. Parece ser mais fácil cobrar de alguém pelos seus erros do que enfrentar a realidade com a complexidade dos fatores que existem em torno das atitudes e fazer um exame de consciência do que está certo e errado.

Estava desde o segundo dia do ano nadando contra a maré. Cansado, sim, sozinho, nunca. Deus em primeiro lugar e todos ao lado exatamente como estiveram no dia que ele se afastou para olhar de longe e dizer quem eram os escolhidos:

Realmente escutei muito e nada falei, entendo que para ser irmão é preciso ser honesto e nesse particular nem tudo que se ouve deve ser passado. As vezes estamos em uma posição de escutar e nada alem disso para depois mediar a solução do conflito. Nosso ativo não é falar, é servir de instrumento para um bem maior. Ainda que no caminho sejamos pisados.

Hoje fui mediar o tal problema. Horas depois o inflexível diante das informações disse que não havia problema em reconsiderar sua decisão.

Engana-se quem pensa que uma pessoa incidida no erro muda de opinião simplesmente porque considera repensar. Naquele momento, o que verdadeiramente ocorreu foi que Deus operou outro milagre e tocou no coração duro e inflexível da pessoa cujos desejos seriam, na falta de composição, plenamente aceitos.

Aprendi nessa jornada a lutar e seguir, mesmo diante do comportamento destrutivo, justamente por confiar e acreditar. Com isso vou até onde não sou chamado para defender as partes de si mesmas.

No fim do dia consegui avançar, posso ser bom, tenho certeza que foi ele, só ele, sempre ele.

Obrigado Deus por mais esse testemunho.