Retrospectiva 2024

Ano novo batendo a porta, difícil não parar e refletir sobre o ano que passou. Esse momento de reflexão é geralmente mais denso ao final do ano do que outros, porque tende a englobar um período maior de fatos e experiencias vividas, daí porque a retrospectiva é do ano 2024 e não sobre uma questão processual ou pessoal.

Fato: Esse ano foi mais desafiador do que o que vivi durante a pandemia.

Existe aí um novo normal, que é mais ou menos tudo de ruim que vivemos no passado amplificado pelo imediatismo com uma pitada de egoísmo muito grande. Isso é muito ruim, seja no trabalho, dentro ou fora de casa, deparar com pessoas que parece esqueceram o que é importante para só reclamar do que querem é muito difícil.

Por obvio vivemos momentos significativos, seja na esfera pessoal ou profissional, cada uma deles com os desafios inerentes a complexidade das situações vividas. Daí porque aproveito esse momento de retrospectiva para entender o que ocorreu, porque errei, o que posso fazer melhor para um melhor futuro.

É nesse contexto é que faço essa reflexão.

Posso afirmar de cara que o maior acerto foi acordar cedo buscando contato com Deus, que seja por cinco minutos diários de reflexão bíblica no que tange a historia de nossa existência e função aqui na terra. Essas reflexões me levaram ao segundo maior ganho do ano, que foi o perdão. Aprendi a me perdoar por atitudes tomadas no passado. Não me arrependo de ter errado porque reflexões como essa foram e fazem parte do pilar chamado resiliência que me mantém ativo, no entanto penso que se tivesse ficado quieto e deixado acontecer sem me envolver não teria tido tanto desgaste com pessoas inúteis.

No fim do dia existem pessoas que vivem para o que parece ser justo e outras que vivem para uma agenda. Esta última é capaz de fazer o mal simplesmente para manter a agenda e nada menos do que a vontade de alguém superior. Não sou do tipo que me entrega para agenda, no entanto, sabedor que estaria enfrentando isso, não teria perdido tempo afinal não sirvo para ser telespectador para o circo dos outros.

E de justiça eu bem entendo, quanto mais próximo de completar quarenta e nove anos dos quais vinte e cinco foram dedicados a advocacia, passada a percepção que no Brasil é difícil ter justiça pelo que diz a lei diante da influencia social sobre decisões que são palco, tudo passou a correr bem. Talvez uma das fontes do exito que tive em muitos processos tenha sido a indignação. Através dela não poupei palavras para recorrer e porque não reclamar do judiciário e das excelências por traz das decisões. Foi um ano, segundo alguns advogados do escritório, de palavras duras.

Não existe outra forma de explicar ou recorrer, quando algumas decisões vem no automático em tempo demasiadamente rápido e sem qualquer fundamento. Advogar no Brasil é uma arte, driblar esses imprevistos que seja através de recurso é outra.

Quando não tem solução fico quieto. Outra lição aprendida as duras penas foi a de ficar quieto quando não se tem nada de útil a fazer ou falar. Ficar quieto é um ato de maturidade, ocorre quando os gestos superam as palavras. Ou seja, se as palavras não saem de mim não tenho como em razão delas tomar alguma atitude ou providencia em relação a elas.

Vivi alguns meses no susto em relação a saúde. O peso da idade ha alguns anos surgiu e desde então tenho tido que me dedicar a manter uma rotina saudável na comida e exercício. Confesso que no início senti que seria proibido. tipo um crime. Com o passar do tempo percebi que era um ato de amor comigo mesmo. Isso não tem preço. A necessidade de me exercitar veio para me dar uma melhor qualidade de vida. Passei o ano basicamente com questões respiratórias que embasaram diagnostico de asma. Que coisa estranha, depois de velho virar asmático não dá então a solução foi literalmente nadar até o fôlego voltar e a falta de ar parar. Não sei ao certo se as vacinas tem alguma correlação com isso, essa suposta correlação ocorre quando me lembro do que senti na segunda dose.

Perdi a luta em relação ao controle do peso. Basicamente queria ter menos peso e mais músculos. Deu ruim. Apesar dos 13 kilos perdidos ainda restam uns 10 para entrar mais ou menos no percentual normal de massa e gordura corporal. Estou longe de estar la, e desconto na comida todas as emoções, da angústia a felicidade, esta tudo lá.

Talvez a melhor saída seja comer itens mais saudáveis. Por pior que seja o prato, nada como uma salada coadjuvante para me consolar. Ainda assim treinei pouco, fiz pouco ou fiz o que de melhor pude, ainda que pouco em relação ao meu objetivo, aprendi que nesse quesito posso escolher mudar todos os dias. Independente de ter errado ontem amanhã posso melhorar. Ainda que dependa de academia, feliz estou por não ter adquirido.

Foi um ano de consolo em relação ao sentimento que o Brasil não deu certo. Infelizmente muitos parecem ter prioridade em eleger aqueles que não tem, minimamente, como prioridade assuntos que deveriam ser. São bobalhões, personagens de si mesmo e que usam a mídia para parecer popular e bonzinhos. Sabe la como conseguem dormir, enquanto prolongam seus feudos governando com sua patota ha décadas, pessoas morrem sem atendimento digno na saúde. E por falar em dignidade, sabe la como o Poder Judiciário que ha tantos anos defende a dignidade consegue conceber que isso ocorra sem a responsabilização do superior.

Quanto mais me afasto do Brasil menos entendo as notícias. Realmente não da para entender, é um tal de juiz prende, ministro solta e vice versa, tudo por falta de prova. Para outros a prova parece que vale mais do que a prova que junto nos processos. O Brasil é um país de pesos e medidas diferentes. Para os empobrecidos ou aqueles que fazem parte do conceito de cidadão padrão, tem show, tem evento internacional, tem plateia para todo mundo que não quer bem ao país e soberania, tem um pouco de tudo, menos educação, saúde e segurança.

Isso é coisa de outro país, menos no Brasil. Enquanto a imprensa segue liderando a pauta de problemas, enquanto ninguém se pergunta sobre como o jornalismo se perdeu, porque temos que aceitar a mediocridade do RJTV que parece agir mais como ouvidoria de problema do que outra coisa. Aquilo é tudo de ruim, menos jornal. Esse sensacionalismo que pauta o povo acaba sendo também o propulsor da discórdia. Os assuntos se resumem em jogo e torcida, vamos reduzir a hora de trabalho porque é muito duro trabalhar muito sem ter um salário que dele se possa viver. Todas as decisões são muito ruins. Enquanto um governo tentou reinventar a carteira de trabalho para aliviar a carga tributária e destinar mais dinheiro para as empresas e por consequência aos funcionários, outro vem falando sobre taxa de desemprego caindo.

E o fato que ninguém vive bem do seu salário, onde esta? Que no Brasil o salário mínimo sequer atende a necessidade vital e básica de pessoas e respectivas famílias com “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene…” não é pauta para jornal. Somente o reajuste periódico e automático do Legislativo e demais esferas do poder, por ofender aqueles que financiam o país através dos impostos que geram e no entanto, nem a garantia de irredutibilidade do salário tem.

Na falta de um grande estadista estamos presos em pessoas do passado, que só existem pela falta de sucessão daqueles que hoje aí estão e nada fazem senão enxugar gelo e permanecer no centro das atenções.

Realmente o ano parece que terminou, ainda que em vinte minutos tudo pode mudar, creio que sobre essas reflexões não. Com todos os altos e baixos é que termino o ano feliz, talvez tudo isso sirva para um só motivo, de lembrar que estamos vivos, que não somos desse mundo, que nossa existência no conceito de humanidade é breve e que independente das questões de saúde não temos tempo a perder.

É com esse sentimento que escrevi não apenas um como todos os textos que aqui fiz ao longo de décadas e que espero para o ano que vem juntar com os videos que tanto sinto falta de fazer. Esse ano tinha tudo para manter a freqüência e constância dos videos não tivesse outros assuntos e questões tomado tempo. Tenho por habito gravar de uma só vez, me orgulho disso, dedicar um tempo para exprimir uma ideia sem pressa, sem corte porque acho que esse contexto esta em falta para aqueles que não tem pressa tanto na produção quanto na expressão.

E com isso termino aqui as reflexões, obrigado por seu tempo, acompanhamento, sugestões e criticas, obrigado por tudo mesmo, espero ser melhor e escrever mais em 2025!

ate já

Quando a gente perde, a gente ganha!

Se pudesse abrir mão de alguma tecnologia na sua vida, qual seria?

Sem duvida alguma seria o Telefone celular.

De tudo o que é moderno minha experiência com o uso diário dessa tecnologia, de fato, revela ser o maior retrocesso vivido pela humanidade.

Só não é maior do que o WhatsApp porque este ultimo bem popular no Brasil depende do dispositivo movel para operar.

Fato: nem tudo que é tecnológico é util em nossa vida

Parece normal, acho que não é. Me espanto quando estou em um show por exemplo, reparo muita gente que sequer assiste, basta levantar o celular fazendo uma vídeo ao invés de interagir.

A logica é simples, se uso menos, terei mais tempo e menos impacto na minha vida em especial na saude mental .

O mundo moderno parece se desenvolveu em tornou da ideia que não podemos ter um tempo livre para nos mesmos. Se muito escolher quais redes sociais vamos ter e quando vamos responder as mensagens.

Esse ano contei três pessoas que retornaram depois de parar de usar as mídias sociais e grupos do WhatsApp por alguns anos. O que perderam? Absolutamente nada.

Não sou contra ter um telefone, apenas ando refletindo sobre sua evolução. Não acho normal nem saudável estudar pelo telefone celular. Usar o aparelho como token de banco a ferramenta de trabalho.

Agregaram a essa tecnologia milhares de funções inúteis para carregar em somente um dispositivo. Mal comparando, assim como a industria fonográfica tirou o vinil da loja para anos depois relançar, o telefone celular virou tudo menos telefone, que no futuro sera.

Se não ter telefone não for uma opção, a grande reflexão é sobre quais tecnologias podemos viver sem para ter mais tempo livres para pensar em deus e nós mesmos.

Amem!

Ps- natal está chegando já escolhi minha fantasia! Ho! Ho! Ho!