Livrai-me de todo o mal, Amem!!!

Estou aqui refletindo sobre escolha e destino. Se considerar que o destino é o reflexo de nossas escolhas como um todo, e que temos o livre arbítrio para agir, talvez me convença um dia, da mesma forma que palavras geram ações que refletem o que somos, pensamos e agimos em um determinado momento, temos sim como fazer escolhas melhores e nos redimir dos erros, culpas e pecados.

Quanto aos erros, se considerar que fazem parte da nossa evolução, somente através deles podemos refletir e agir diferente em situações análogas a errada, o erro não seja o principal foco da redenção e sim a culpa e por consequência os pecados.

Qual seria então a relação entre esses dois? A mesma que tivemos com o tostines, vendia mais porque era fresquinho ou porque era fresquinho vendia mais.

Não consigo dissociar a culpa do pecado, justamente por considerar que a primeira é consequência da segunda. Somente depois de pecar é que sentimos culpa do que fizemos, e por isso, nos angustiamos da mesma forma que ardemos em outro plano.

O que me levou a ficar tão reflexivo em pouco tempo depois de um tempo ausente da escrita e outro ainda maior dos vídeos?

Estamos ha pouco mais de trinta dias do Natal, período mágico que me traz muita alegria. Nesse mes de dezembro vou completar pela primeira vez 365 dias de oração e reflexão bíblica diaria.

Se acredito em Deus o suficiente para agir e ao menos tentar pautar minha vida pelas lições dele, da mesma forma como na reza ao pai nosso peço perdão as minhas ofensas da mesma forma com que perdoei a quem me ofendi, colocar isso na pratica é muito difícil.

Primeiro porque é preciso perceber que o perdão não implica no retorno ao status quo ou mesmo da amizade. É portanto a percepção do que passou, passou…. Segundo é o fato que ao perdoar nos aproximamos de Deus e nem todo mundo esta preparado para viver ao lado dele. Infelizmente.

Nesse ciclo que vai se fechar em breve vou comemorar o nascimento daquele que veio para nos salvar. Portanto isso implica também na percepção que a qualquer tempo, por solicitação dele, preciso estar preparado para ate mesmo me entregar.

Com a certeza que não somos desse mundo, que existe um alem, vivo uma mistura de alegria e preocupação. Tenho por habito organizar a minha vida e do entorno para o que der e vier, se não estiver aqui, quem vai estar disponível para ajudar? Não penso em um sucessor propriamente dito apenas que essa lacuna nao persista.

Então qual seria a verdadeira culpa que tenho a ponto de expor esse raciocínio? Ainda me esforço para enfrentar, e venho agindo para mudar a realidade de algumas escolhas do passado.

Fiz as pazes com uma parte da família a qual não falava ha mais de vinte anos, ja é um progresso. Acredito que possa ser uma pessoa melhor e venho buscando um novo futuro para situações difíceis do passado, ainda que as vezes pareça que estou sozinho, esse fardo com ajuda de quem acredito nunca será demais para carregar.

Procurei dar atenção aos meus pais ao longo de todo ano. Quarenta e oito anos depois olho para traz e realizo o quanto fui (e sou) amado por eles, e pelo entorno. Por vezes me emociono ao realizar que para o filho deles nada do que estava ao alcance seria dificil ou caro. Não é facil receber essa generosidade e por vezes pequei com ingratidão.

Quando o ego falou mais alto a ingratidão veio e o reflexo disso foi uma enorme culpa por atos e palavras ditas que não refletiam a minha essência nó entanto ilustraram meus atos. É o mesmo que não ter culpa porem ser responsável pelo resultado final.

Condição essa que existe com mais frequência do que se imagina.

Junte isso ao fato que podemos não existir a qualquer momento, basta estar vivo para ser suscetível a morte a qual tempo, se tenho algum poder de escolha para moldar meu destino, escolhi amar e ser amado, escolhi viver com quem amo o destino a mim reservado por Deus.

Optei por aceitar e confiar em quem está disposto a me ajudar acima do que sinto em relação ao problema. Somente através dessa postura é que consigo talvez revelar o propósito.

Sim, esse é mais um texto biblico e reflexivo sobre minha existência, talvez ela tenha lhe tocado, faco de coração e peito aberto sem medo porque sei e estou preparado.

Obrigado Deus por me permitir viver o amor que sinto e tenho pelo meu marido. Pela paciência dele quando precisa estar ao meu lado em situações boas e ruins, sobretudo quando estou de industria contando somente o aparente para não o preocupar demais.

Pelos filhos caninos e pelos que consegui amparar na padaria e doceria social. Vou sempre ter um sentimento que poderia fazer mais, talvez seja ele o reflexo do que poderia ter feito por mim ao longo dessa vida e um dia me liberte disso, ainda assim e por hora sou imensamente grato.

Que esse mes de Dezembro seja transformador, que a certeza que dias melhores virão aqueça o coração de todos. Que todo mundo depois de Deus possa ter alguém para amar e motivo para agradecer essa vida

Sao os votos de final de ano que ja começo a fazer aqui.

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