Cariocas em fúria

Semana passada os cariocas foram tomados por notícias acerca do envolvimento de políticos com a milícia, escritorio do crime, assassinato de parlamentar e por aí vai.

Nada de novo no cotidiano carioca.

A bem da verdade, o problema na cidade é mais profundo do que o recapeamento de asfalto em bom estado.

Estranhamente a imprensa ficou silente no que diz respeito às relações dos envolvidos com a cidade.

Afinal de contas,  partindo da premissa que são milicianos, e que essa organização domina, segundo a imprensa,  metade das áreas controladas por grupo armados no Rio de Janeiro, como pode um político se eleger?

Alguém aqui acredita que um político entra livremente em área dominada pelo comando vermelho e terceiro comando para pedir voto sem a autorização ou até mesmo acordo com aqueles que tornaram reféns muitas pessoas?

E a relação desses políticos com os presidentes das casas legislativas a saber Assembleia e Câmara. Quais projetos importantes e relevantes apresentaram esses últimos anos? Quanto de dinheiro destinaram em emendas as áreas de influência.

Parece existir um permissivo legal para isso.

Parece que a imprensa não julga quem sobrevive as custas desse sistema.

Enquanto isso, sou obrigado a ler que a prefeitura do Rio está trocando o asfalto de locais que não tem problema por outro em uma ação de recapeamento profundo.

A quem está servindo o prefeito quando faz uma obra dessa? Seria a escória de seus eleitores que se acham donos do município por terem votado nele?

Talvez por isso, considerando os 2.3 milhões de votos em branco, nulo e abstenções, não lhe resta alternativa senão agradar os 1.6 que nele votaram.

O Rio de Janeiro só deu certo na Globo e infelizmente nas mídias sociais do governo e políticos da base governista.

Para os demais cariocas que andam pela cidade não é preciso muito esforço para perceber que a estratégia de ficar 24 horas no ar por conta das supostas chuvas se deu para evitar falar de bueiro entupido, crateras que se abrem nas ruas dentre outros.

As favelas crescem, a milícia cresce, a violência cresce. Noticiar derrubada de barraco irregular pode agora perguntar sobre a relação de voto do político com a área controlada por terceiros não pode.

Porque?

São muitas as perguntas e reflexões que doravante tomarão o meu tempo.