Dia 24 de janeiro passado, enquanto dizia sim a convolação em casamento da união estavel que celebramos ha alguns anos, fiquei reflexivo.
Felizmente não fui ate agora privado de viver essa liberdade que me permiti ter. Durante um longo processo de transformação escrito aqui anos atrás, demorei até entender e respeitar essa natureza afetiva que me proporcionou conviver com alguém do mesmo sexo.
Entendi assim o real significado da palavra orgulho, porque consegui experimentar de forma mais ampla a liberdade de viver o que sou com quem estou.
Não preciso viver para outros o que não quero e o que não sou. Nem por isso é facil, não vem de graça e creio todo mundo paga um preço alto por ser quem é.
Iniciei o ano dizendo Sim, sem ativismo, sem festa, sem nada exceto (e o que mais importa) a presença do meu amor.
Depois quem sabe, se tiver tempo, penso em receber alguns amigos para celebrar nao so à união, sobretudo a vida. O tempo passa rapido, não tem replay e não somos desse mundo apesar de ter muita gente apegada a ele.
Estao certos?

