Galeão x SDU = portas em manual

Embora ensine a psicologia que todos nós temos a competência util e necessaria de assumir a responsabilidade dos nossos atos, no fim do dia, a qualidade de assumir seus erros cabe a poucos.

A reforma do Santos Dummont, com a desculpa da localização privilegiada e fácil acesso ao centro financeiro da cidade não se sustenta.

Foi na verdade, uma grande desculpa para, na frente de um prédio tombado, edificar um anexo para embarque e outro edifício de três andares cuja cobertura não tem funcionamento relevante e o subsolo jamais operou.

Triste situação do primeiro aeroporto exclusivamente civil inaugurado no Brasil, tanto para o país, quanto para os brasileiros. Nem mesmo pode-se dizer que sua operação é tranquila dado o fato que de um lado há uma ponte, de outro uma pedra, e atrás o suposto centro nervoso financeiro ha muito transferido para São Paulo.

Melhor sorte não teve o galeão.

Ao invés de reformar os dois terminais existentes para buscar modernidade e eficiência, edificaram um terceiro bloco com sessenta e nove portas ociosas. Hoje e sempre, dado o fato que a estrutura antiga ja era oociosa para inicio de conversa.

Portanto, quando leio nas manchetes que a mesma turma que a pretexto dos jogos olimpicos e panamericanos idealizou isso agora quer resgatar um ou outro aeroporto e mudar, não consigo acreditar.

Na verdade a política da propaganda que se impulsiona no país através dos meios de comunicação representa bem isso. A cada novo período de governo vem o marketing priorizar as ações, sem qualquer mea culpa dos governantes, independente de terem sido presos ou não.

Fato é que hoje esse legado de abandono e violência do Estado do Rio de Janeiro não permite o aumento de turistas. Nem mesmo o esforço medíocre do apresentador do RJTV ao receber os turistas na cidade maravilhosa vai ajudar.

Na verdade, escondidos em uma espuma, sem muita moral, criaram feudos. E assim o fizeram com nossa omissão.

Fato: tudo leva a crer que a imprensa contribuiu para a formação de um imediatismo na condução do país, como meio de promover a própria existência colocando uns contra os outros.

Jornalismo brasileiro se resume a um meio de influenciar as pessoas. Quando o assunto interessa o repórter noticia, vai a delegacia, entende o processo e promove aos envolvidos pre-julgamento que na verdade é o maior constrangimento que uma pessoa comum e anônima pode ter.

E os aeroportos, onde ficam? Na mesma.

Criado o HUB no estado que é o epicentro financeiro do país, dificilmente perdera seus voos. E o toma la da ca na troca de aeroportos cariocas sem a criação de novo tráfego é infrutífera.

O legado das políticas públicas fracassadas é bem representado no caminho do Santos Dummont ao Galeão, basta um olhar ao lado para ver a terra arrasada, o abandono da cidade é gritante.

Aqui falta água, luz, Educacao, viga da perimetral, ciclovia que cai, e por aí vai. Sobram sanguessugas que agora valendo-se do mote de reforma pontual em equipamentos e bairros vai resolver o problema.

Curioso e que todas essas obras públicas são caras e até hoje a imprensa se omitiu de noticiar a autoria do erro. Até hoje ninguém pagou pelos seus erros. Ninguém fez um exame de consciência sequer para pedir desculpas. Nada. Sequer foram presos.

Estou errado?