Dia 03 – O que me deixa triste, negativo.

Escrever sobre tristeza e negatividade é tanto quanto desafiador, porque impõe refletir sobre desafio e aprendizado.

Não a toa Tom Jobim cantou “tristeza não tem fim, felicidade sim”.

Se levar em consideração a tendência atual de viver em um estado eterno de felicidade, vai ficar mais difícil ainda.

E por isso, não estou pregando que todos sejamos tristes e negativos. Muito pelo contrário. Só digo que a teoria da anulação da tristeza em prol da ideologia de sociedade perfeita não prospera.

Procurar entender as causas e pensar no que fazer para melhorar e sair do processo é um bom começo. Entender o tempo não como imposição da sociedade e sim como meio de reparação e cura é outro passo bem vindo.

Brasileiros são acostumados a viver em uma sociedade violenta. Aqui morre mais do que em país com guerra, seja qual for o motivo.

E o que me deixa triste e negativo é perceber, quarentena anos depois, que somos partícipes disso, ao eleger políticos que vivem a base do pão e circo.

O gasto do governo é ruim, caro, ineficiente, as obras públicas não tem qualidade e não tem ninguém questionando. O Rio de Janeiro voltou a ser a cidade da propaganda. Inimaginável 4-5 anos depois uma via de concreto ser refeita em todos os aspectos e ninguém fala ou cobra nada.

As vigas da perimetral supostamente sequestradas pelo magneto serviram só para a manchete no jornal.

O Jornal é o maior inimigo da existência humana, pauta assuntos irrelevantes, notícia acordos políticos que implicam em monstruoso gasto financeiro como vantagem. Do que? Para que?

Assim como o Banco, parece que o governo antecipou o recebível criando uma PEC bilionária para acomodar o centrão? Ou as políticas públicas e sociais do governo que na gestão passada acabou em prisões.

Inegavelmente isso me deixa triste e negativo.

Porém, sendo filho de Deus, com mãe e irmãos mundo afora, ainda que dormindo, tenho certeza que um dia o mundo vai acordar, e perceber que não da para crescer na base da dívida.

A indústria privada percebeu que o endividamento do povo e de seu país tem limite e criou o meta verso para aprisionar quem de fato perspectiva não tem de crescer gerando renda.

Porque somos, passamos mal e depois de morto precisamos de uma vala ou isqueiro, o governo não tem tido sorte em fazer dos serviços públicos um metaverso. Continua inaugurando obra cara, mal pintada, se bobear com aquele aparelho de ar de parede com 20-30 anos de uso….

Ate quando?

Vamos ser positivos e pensar que tudo pode mudar, faz parte do aprendizado assimilar, digerir, cobrar, acompanhar e aguardar. Tudo ao tempo do senhor, ou, Deus no comando.

Deixe um comentário