Mês: dezembro 2022
Penso logo existo
Reconheço que aos poucos vou vivendo e compreendendo a limitação decorrente do envelhecimento.
A incapacidade de aceitar narrativas já conhecida é o primeiro sinal, seguido da incontrolável é inadiável resposta a situações vazias, algumas só existem pela necessidade de aparecer, outras por conta daquela velha máxima falem mal desde que falem de mim.
Boas ações do passado hoje não chegam a um mero discurso. E não é para fazer ou demonstrar conhecimento, isso é coisa do passado. Hoje o que vale é o engajamento.
Pelo engajamento pessoas, valores, ideias se distorcem para ser elegante.
Até aí tudo bem. O problema começa quando esse meio de viver lhe impede de fazer algumas perguntas ou refletir sobre questões que apesar do meu íntimo entender nem deveriam existir, aí estão.
Hoje pela manha li em um noticiário internacional sobre uma proposta de tornar os banheiros da escola sem gênero. Fiquei pensando, que loucura.
Sou gay, fui criado em escola católica, nunca fui doutrinado a nada. Embora para alguns amigos tenha sido caçoado pelo meu jeito de ser, sempre relevei, contestei, jamais pensei seguir para esse campo aí.
Tem um grupo que presume conquistar espaço a partir da discussão, ou da universalização de tudes. Enquanto outros que no passado, digamos assim, deram a cara a tapa, não tiveram dúvida em qual banheiro deveriam ir.
Fato não consigo me imaginar uma sociedade onde tudes é feites para ser politicamente corretes. Porque não é.
Não foi essa a intenção de nenhum pensador ou filósofo do passado. Saindo desse meio, até mesmo aqueles que foram posteriormente reconhecidos e incluidos no rol dos L-sopa-de-letras também não se pautaram por isso.
Fato é que o ser humano precisa da concepção ao fim da vida perder um tempo para ser instruído. A cada geração o tempo de instrução e a qualidade dela muda.
São muitas as razões para justificar a falta de ensino, atitude e até liturgia de todos que operam nesse ambiente. Não me vejo de forma alguma seguindo o passo daquelas que se expandem dividindo o território do passado por classificação de atos, pessoas e gênero.
Isso pouco importa, é preciso encarar a vida, entender que não é um porta retrato, dela não se vive para deixar memória.
No fim do dia se algo me cansa é interagir com pessoas que não compreendem que não são desse mundo, se tornam personagems de si mesma e trazem um grande vácuo e vazio a sua existência e de quem está próximo.
E tem outro grupo aí querendo vender isso como certo, politicamente correto, um meio de vida. Podemos ser tudo no recém criado mundo virtual, este é perfeito. Para tudo o que a humanidade destruiu, não melhorou ou moldou para uma vida pre determinada existe o metaverso.
Lá todo mundo esta jovem, todo mundo é bonito, todo mundo é aceito, muito do que esta la ja é vendido enquanto aqui na vida real sobrevivem o legado de postura e atitude condenável.
Será esse o futuro? Estou obsoleto? Mistério

