1 ano 1 aprendizado

Então é Natal, o que voce fez? O ano termina e começa outra vez.

Nesses dias que antecedem o Natal, agradeço a Deus que em sua infinita misericórdia me permitiu chegar ao final do ano com saúde, trabalho e família.

Consegui, ao menos até o dia de hoje, viver sem beber coca cola por 11 meses completos. Tudo bem que compensei no chocolate, o que não foi bom. Apesar de ser gostoso os reflexos no meu corpo são evidentes, pelo menos a boa parte das pessoas que conheço e que ao encontrar não resistiram e no impulso disseram “nossa como voce esta gordo” ou “engordou” ou “ta cheinho mesmo” e por aí vai.

Só assim consigo imaginar o quanto é difícil para muitos que convivem com algum tipo de vício se libertar quando a sociedade no seu inconsciente por alguns vocaliza algo que nos coloca para baixo… ou faz responder que estou num papel da pre história que me obriga a ter o ideal de beleza até então almejado sendo esse cultivo ao corpo condenado até mesmo na idade média. Ou então algo mais simples tipo a vaidade é um pecado não me deseje ser bonito no seu ponto de vista simplesmente queira o meu bem estar.

Para quem ficou seguramente uns 15 anos escrevendo sobre o quanto é difícil viver sem coca cola, por mais gordo que esteja…. estou no lucro, não ha nada de bom e nutritivo ou útil naquilo exceto pela sensação de saciedade e barriga cheia que de fato me impedia de comer. Ao que parece esse não é o único vício que tira a fome, assim como o cigarro, é rapido eficiente e eficaz.

E voce sabe quando se livra dele quando alguém te pede para ir na máquina de refrigerante buscar um copo de coca gelado voce enche entrega e não tem vontade. E percebe o esforço disso quando ve a cara do outro pedindo desculpa por ter feito esse pedido.

O ano que esta a terminar foi mais ao menos assim. O vício me livrei por direito. Algumas coisas eu fiz em atenção ao próximo ou aqueles que amo. Amor e lealdade caminham juntos, independente da divergência de opinião, nenhuma atitude os anula.

Passado o tumulto da eleição que de fato não resolveu e não resolve o Brasil me vejo cada vez mais um alienígena porque vivo no campo do diálogo e respeito a ideia sem no entanto fazer delas um campo de batalha ou barreira para conhecer e interagir com o próximo.

O mundo hoje é muito diferente daquele que nasci e fui criado. Os meios de comunicação mudaram, a percepção dos pensamentos e o entendimento das ideias deixou de ser uma reflexão, passou a embasar atos e ação.

A realidade seletiva é uma característica de uma nação que não deu valor ao seu idioma, não aprendeu apesar da simplificação. E isso se refletiu na cultura. A falta de prestígio e entendimento do passado nos levou a realidade semelhante aquela retratada no filme de volta para o futuro parte 2.

É preciso aceitar essa realidade, procurar entender onde foi que erramos, fazer uma reflexão sobre o que podemos fazer para seguir em frente com amor ao invés de rancor e seguir em frente.

No fim do dia, não somos desse mundo, o que é feito aqui serve somente para alimentar ego e vaidade. E todos nós estamos com questões importante para lidar.

Até lá no privilégio de viver alguns dias com meu amor ao lado de meus pais. Gloria Deus me permitiu viver depois de tantos anos uma viagem com eles.

Se tivesse que resumir esse ano em um aprendizado seria o de conviver com adversidade. Algo que nós advogados aprendemos defendendo cliente ladeira acima ou abaixo. Foi um ano desconfortável e também muito produtivo no campo do trabalho. E voce? O que aprendeu esse ano???

Dias melhores pra sempre

Esses dias tenho refletido sobre o início da minha vida de eleitor. Comecei a votar cedo, tinha 16 anos, ou seja, ha 30 anos que cumpro o dever cívico. Tenho cerca de 7 eleições majoritárias até completar o meu ciclo de voto obrigatório. Sim estou mais perto do fim. Envelheci.

Tive a felicidade de participar e viver o processo eleitoral em todas as suas obrigações e nuances. Estou surpreso com a quantidade de especialista de eleição que de opinião sabem tudo e de campanha sabem nada.

Fato: É mais fácil conseguir esmola do que voto. Nunca votei para ganhar. Também não deixo de cobrar.

Constatação: Sempre esperei do vencedor ter sucesso. O sucesso de um na política reverbera em todos.

Não temos tido sorte no Brasil. A deterioração da qualidade de vida de muitos brasileiros é real. A velha tática de pão e circo para fomentar o trabalhador de um lado e contrair dívida de outro não da certo.

Achatamento de classe, dependência cada vez maior do estado e fomento à política de inclusão de classe foram politicas do passado que não se sustentaram.

Estou meio que na dúvida do que esperar.

Resta trabalhar e esperar por dias melhores.