Nada como a fome para refletir sobre o quanto somos no Brasil prejudicados pelo marketing das grandes empresas.
Me parece que ao contrário de outros países, no Brasil o que mais interessa é o ganho rápido, em escala.
Nesse cenário por óbvio quanto menos melhor. Não basta ser o país da agricultura do mundo. Isso la fora não é legal, melhor preservar o nosso solo.
Enquanto isso, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, vende-se no supermercado de papel higiênico de 4 folhas a lacticínios e biscoitos vendidos quando não em embalagem grande, em pacotes juntos de 2 ou três. Isso em qualquer mercado, não necessariamente atacadista, modelo brasileiro que promete vender mais por menos.
Aí é que a gente se engana. Talvez estejam se valendo do silêncio da imprensa e nenhuma atuação pelos órgãos reguladores, o que não é novidade no Brasil que não é um país para amadores, para continuar fazendo isso.
Assim e que tive fome e resolvi fazer um picadinho, meu prato preferido. Seja com arroz, feijão, farofa, couve frita, banana, ovo, não importa, se tiver uma batata palha ao lado vai.
E assim me dei conta mais uma vez que somos tratados como palhaço.
Pensando em matar a fome de muitos comprei uma embalagem grande de batata palha. Achei que estava fazendo um negócio legal, afinal havia escrito “embalagem econômica” no rótulo, portanto, imaginei que estaria comprando quantidade suficiente para justificar um preço menor na embalagem.
Não ocorreu. Ao invés de ter 1 kilo ou até mesmo 2 havia apenas pouco mais de 400 gramas na EMBALAGEM ECONÔMICA.
Olhando por esse prisma realmente esta correto, a embalagem é economica em relação a pouco produto que tem ali. Tivesse muito seria prejuízo aos gestores na base do ebitda na certa.
Embalagem econômica em linha de produção automatizada é o maior atentado que ja vi contra o consumidor. De econômico existe tão somente a pequena quantidade de produto.
E isso não se resume a batata frita não, essa vergonha que o profissional do marketing criou ampliou-se para abranger do achocolatado ao whey protein. Rico ou pobre, todos em comum enfrentam no Brasil o mesmo mal, de comprar cada vez mais produtos com potes vazios.
Os que não admitem redução na quantidade como um saco de arroz e feijão, estes tiveram seus preços reajustados. Acho que se pudessem teriam dito que manteriam os preços e lhe venderiam 2 kilos de arroz no saco de 5 por um preço especial, o mesmo do anterior só que sem aumento.
Umagina comprar uma garrafa de 1 litro de agua com 400 ml escrito embalagem econômica. Nem o sabão em pó escapou dessa. Parece normal comprar uma embalagem de sabão vazia para diluir o concentrado lá, não é. Se há algo econômico nisso esta na conta de água do fabricante que depois não te faz esquecer pela propaganda do pote.
Então essa galera do mercado de capitais cujos fundos fomentam indústrias conseguiram achar mais uma forma de ganhar dinheiro, economizando na produção, as custas do povo.
Só vai mudar no Brasil quando o povo reclamar, enquanto isso….

