Quem sou

Nasci em 1976. Minha mãe é empresária, meu pai é médico, e cresci acreditando que trabalho, responsabilidade e respeito pelo outro não são virtudes extraordinárias — são apenas o mínimo que se espera de alguém que se leva a sério.

Fui criado na Zona Sul do Rio de Janeiro, estudei nos colégios Santo Inácio e Padre Antônio Vieira, e aprendi ali duas coisas que moldaram minha vida: disciplina e inconformismo. Morei também nos Estados Unidos quando meu pai fez mestrado. Foi lá que percebi algo que nunca mais me abandonou: existem lugares onde as coisas funcionam — e o Brasil não nasceu condenado ao improviso.

Por causa dessa inquietação, a política entrou na minha vida. Não por ambição, mas por intolerância ao absurdo. Eu via decisões ruins produzindo realidades ainda piores e me sentia cúmplice ao assistir calado. Disputei uma eleição. Não ganhei. Ganhei outra coisa: o entendimento de que, no Brasil, mudar exige mais que um mandato — exige coragem diária.

Sou advogado há vinte e cinco anos. Fiz pós-graduação no exterior, atuei quase uma década no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, e entendi que o Direito começa antes da lei: começa no caráter.

Aprendi que advogar não é gritar — é ler silêncios, destravar impasses, mediar o que parecia encerrado. A advocacia mudou, eu também. Hoje, entrego soluções onde antes havia apenas ruído.

Se a política me decepcionou, a advocacia me devolveu algo precioso: a capacidade de transformar o mundo sem pedir permissão para ninguém.

Sou casado com o Paulo, amor da minha vida e testemunha de cada escolha. Quem lê este blog já conhece essa história. Aqui, escrevo o que vejo, o que vivo e aquilo que não estou disposto a engolir calado. Nem tudo cabe em lei; quase nada cabe em slogans.