Da politica a confeitaria… novas motivações.

A politização de situações do nosso cotidiano por vezes nos tira o foco do que realmente é importante.

Vejo muita gente debatendo a questão do covid e praticamente ninguém se questionando o porque do open banking.

Se de um lado é fácil falar e controvertido argumentar sobre as situações em que o Estado se sobrepõe a ciência, de outro ninguém comenta ou questiona porque o Estado invadiu a esfera bancária como invadiu.

Me lembro que ha 10 anos atrás embarquei em uma corrida eleitoral contra o PT, Cabral e Paes e o então partido democrata pregava menos Estado e mais direitos.

Hoje o Estado se tornou um vírus, esta maior que a pandemia, emprega milhões de pessoas em serviços pouco úteis e nada competitivos.

Servidor público sem reajuste anual é greve. Ja no particular, além de manter o preço corro o risco constante da concorrência. E como tudo que é difícil pode ficar ainda pior, imagina o caos que fica quando o cliente fecha a porta.

Nessa última hipótese, além de perder receita, preciso cuidar da equipe, pagar salários, suprir o escritório com novos clientes, e ainda mantenho aconselhamento e trabalho ainda que reduzido aos que estão em dificuldades financeiras.

Afinal a vida é uma constante evolução, não podemos deixar na mão as pessoas que outrora contribuiram para o nosso alicerce por dificuldades financeiras.

Entendi isso na dor. Somente realizei o quanto cresci quando a conta da PJ migrou para a plataforma ouvidor, mesma que atende o escritório Zveiter, escola de boa prática e de advocacia, onde aprendi a argumentar Lei, Doutrina e Jurisprudência.

Infelizmente a prática do Direito também mudou. Politizar o efeito da decisão que julgou a incompetência de um magistrado e portanto anulou todo o processo porque não se gosta do reu pode. Questionar o magistrado pelo trabalho mal feito não. Ouvir de ministro que a justiça deve ouvir o clamor da rua pode, questiona-lo por sua fala populista e parcial não pode.

Vinte e cinco anos atrás estudávamos a fundo as fontes do direito, para debater tese com base no espirito da Lei, sua análise e interpretação pelas fontes e aplicação pelos tribunais nos casos em que já haviam alguns julgados.

A cada dia que passa vejo surgir novos especialistas, cada um com seu livro, sua ideia, sua doutrina, sua palestra, alguns até com canal em mídia social.

Todos em comum seguem a linha do discurso do direito moderno. E o direito moderno é para estes a a formulação de tese com base na doutrina atual, ainda que esta seja incompatível com a segurança jurídica que se espera do direito clássico.

Até entendo que precisamos passar ao próximo nossa experiência de vida na esperança de iluminar gerações que virão. Isto contudo não nos torna fonte de nada, quando muito o retrato de determinada situação. E também não retira de quem veio seu valor.

Para esses modernos a leitura em nada lhes ajuda, pois estão submergidos em suas palavras e não enxergam um palmo além do objetivo que tem que é satisfazer sua vontade, ou seja, tem no seu ego a inesgotável propulsão.

Resultado prático dessa política de modernização é a proliferação de especialistas. Que gente chata, vazia, repetitiva e intolerante. Meu Deus! pensando bem melhor é deixar ele de fora porque sua história é uma só, muito dura, nada fácil, e quando atualizar, muita gente aí vai rodar.

Voltando ao início, acho que a expansão desenfreada do estado em nossas vidas trouxe caos, aprisionamento e recessão. Não podemos deixar que ele seja o novo padrão ou a modernização do caos.

Que esse padrão de vida e estudo seja melhorado pelos que tem condições de ajudar e empreender no que não é nada fácil, e ainda precisam conviver com esse governo falho em todas as suas esferas de serviços e parlamentares.

Enquanto o mundo espera por uma resposta a vacina eu estou fazendo a minha parte. E por não ser alheio as questões mundanas e as de urgencia daqueles que estão em posição de vulnerabilidade, resolvi esse ano contribuir para fazer so sonho a realidade de emprego e vida.

Isso mesmo, foi dado o pontapé a criação da confeitaria social.

Baner e conta criada, estamos começando!

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