A diferença entre pauta e guerra. E o que isso reflete na sua vida.

Percebo que existem basicamente tres fontes primárias de informação, sendo a primeira dos que fazem notícia. A segunda dos que relatam. A terceira dos que sobre a notícia fazem uma reflexão.

Estou no último grupo com uma particularidade. Não é porque a manchete está aí que dela vou falar. Aliás se parar e olhar, perceberá que as notícias são pautas, e sobre elas existe um importância e hierarquia dos meios de comunicação que em nada tem haver com voce.

Não te importa, porém alguém decidiu dizer que na sua vida a hora de discutir o tema é agora. E dessa decisão saem manchetes, das manchetes saem notícias das manchetes, que por sua vez geram comentários e o repique da matéria que ja foi volta.

Viver notícia de guerra é muito difícil e cansativo. Acordar e ler todos os dias história de família desimada é muito triste, sofrido.

O que se passa pela cabeça das pessoas que sobrevivem, e daqueles que não obstante a violência que está aí lutam por sua vida. Será que algum tempo depois vão conseguir olhar para a vida sob um ângulo que lhe faça feliz? De onde vem a força para sair desse vale da escuridão que assola a humanidade que é o ambiente de gierra.

Qual é o grau de violência psicológica que afeta a todos que vivem esse fato e como fazer para sair do ciclo que se alimenta embalado pelas notícias.

Qual o papel da notícia e daqueles que em nome dela editam tantos posts que agem como torpedo em nossos dias.

Viver uma disputa de poder, de território, de classe social, de soberania, embalada pela má e ineficiente politica, porque se tivesse havido exito esse mal não viria, independente do tamanho da cidade é no mínimo desanimador.

Essa disputa acaba sempre sendo rotulada pelos jornais de algo cuja soberania é o Estado ou atua contra grupos que apoiam alguma forma de estado paralelo. Detalhe parece que nesse caso o governo é ineficiente ou conivente, convenhamos, se existe serve ao interesse de alguém.

Existe alguma saída rapida? É pelo social? Será implementada as classes ABCD etc, as empresas e turistas que são milhares todo ano? Ao final vamos acreditar que vivemos em segurança?

Será a falta de conhecimento de Deus ofuscado pelo ego que alimenta a tecnologia e nos impulsiona a satisfazer desejo próprio um componente?

Onde erramos? Como chegamos ao absurdo de ter gente olhando para mulher vulnerável como um pedaço de carne? Porque ainda existe feminicídio?

Estou de fato cansado da guerra. E não é a da Russia não, é a de viver o Estado do Rio de Janeiro, refem de uma política oligarca que tratou de classificar o povo em classe, empobreceu todo mundo, confundiu ensino com alimentação e obra de escola e aprovou todo mundo sem estudo porque é chato não passar de ano, não podemos desestimular nossos alunos. Estes ja tem uma vida difícil apesar de tudo o que foi construído e funciona mal, do BRT ao SUS.

Não adianta ser classificado por outros como patrimônio da humanidade quando na base não se da valor as bibliotecas, gasta-se menos em pesquisa e tecnologia.

E ainda nem entrei no assunto licitação. Essa é a mais clara, absoluta prova da completa falta de respeito, patriotismo de todos com o Estado nos mais diversos assuntos. O estado paga caro pela ciclovia, pelo pacote olímpico, pelos incansáveis e repetitivos desvios na saúde e por aí vai.

Parece ser proposital isso, que é pautado também pelo ativismo de tribos, interesses e assuntos sociais.

Sim, estou em plena guerra da Russia mais preocupado com a guerra do Brasil que vivo há mais de quarenta anos, conto em uma mão em poucos dedos histórias de servidores que se aposentaram com dignidade e nesta condição permaneceram até o final de suas vidas.

A única certeza que temos no Brasil é que tudo o que existe pode piorar. Aumento de gasolina é normal. BRT que nunca funcionou idem. Alagar a estação de metrô da Gavea é normal. E quem disse que um traçado continuou se divide em linhas separadas.

Não existe limite para a cara de pau dos que ai estão, e os que reclamavam estão se alianhando por sede de poder ou cansando. A impressão que tenho é que de fato existe um loteamento político do capital humano e deste se alimenta para se perpetuar na mais velha nova política do toma la da ca, do pão e circo.

Falharam nessa guerra os meios de comunicação que por anos não pautaram os conflitos do ocidente e a incansável busca por reconstituição de espaço que não é tema novo.

Ainda que novo, espantoso, barbaro seja o bombardeio de civis (homem, mulher e suas famílias) e animais, e até mentiroso dizer que não ou ignorar essa triste realidade lá, fato que os meios de comunicação no Brasil e do Rio pautam: ano novo, carnaval. Pressionam levemente pelo transporte, afinal dependem dos empregados para trabalhar. Zero de preocupação com escola, qualidade de ensino e progressão dos alunos que serão o futuro da nação. E quando tudo estiver chato, vamos falar de futebol.

Vejo com apreensão a reorganização do mundo pelas notícias que foram omitidas. Temo por uma guerra mundial, ainda que seja o Brasil um agricultor importante do mundo, numa disputa de poder é o mais fraco.

Aqui muito se extrai e pouco se produz. Inimaginável ter que depender de outros para o refino do petróleo e de fertilizantes para plantio.

Chegamos aqui. Não me acostumei. Vejo as ruas do Rio cada vez mais violentas, a falta de comida e cansaço do povo e não vejo perspectiva de melhora a curto prazo.

Vamos apesar disso mudar?!

Esse é o ano de eleição, nossa arma é o voto, vamos votar!!!!!!!!!

Pode não parecer muito não é?! Então se todo mundo cobrar e votar muito curral eleitoral ai se dissolve, porque se elegem as custas do quociente eleitoral que descarta o voto nulo, branco e abstenção.

Vamos la. Defender a nação, cobrar, votar para tirar muitos de suas cadeiras, dar chance a outros, ainda que não sejam novos e sair da inércia para as próximas gerações. Essa é a guerra da minha geração a par de todas as pautas, uteis e inuteis, fake news e demais armas que o mundo impõe aqueles que vivem e lutam por convicção.

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